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Posts Tagged ‘Xabi Alonso’

Mourinho deposita quase todas as esperanças de vencer o Barça em Ronaldo

Mais um duelo entre o Real Madrid e o Barcelona e, como já tem sido (quase sempre) hábito, um domínio total e incontestável dos catalães diante de uns madrilenos mais preocupados em (tentarem) não deixar o Barcelona jogar que em aproveitar os excelentes valores que têm ao dispor no seu plantel para discutirem o jogo com armas semelhantes, ou pelo menos de forma mais digna e consentânea com os históricos pergaminhos de um enorme clube como é o Real Madrid.

Ontem, em pleno Santiago Bernabéu, chegou a ser constrangedor ver a facilidade como o Barcelona trocava de forma segura a bola a todo o campo, perante uma equipa do Real Madrid que não esboçava qualquer reacção para além de recuar em bloco e tentar acertar no jogador do Barcelona que estivesse mais perto para que pudesse parar, constantemente, o ritmo de jogo da equipa de Guardiola.

Na verdade, o 1-2 chega mesmo a ser um resultado simpático, tal foi o domínio do Barça, perante um Real Madrid que apenas existiu nos primeiros quinze minutos, uma altura em que até conseguiu chegar ao golo por mérito desse grande jogador que é Cristiano Ronaldo, mas também por demérito de Piqué, que lhe abriu uma auto-estrada, e Pinto, que abordou de forma muito deficiente o remate do internacional português.

Mas a culpa desta enorme discrepância exibicional entre merengues e catalães também é de José Mourinho que, ontem, fez-me lembrar Jesualdo Ferreira e a sua eterna vontade de inventar em jogos de teor de dificuldade mais elevado, com os (maus) resultados que daí quase sempre advinham.

Perante o plantel que o Real Madrid tinha ao seu dispor para o clássico, seria previsível um onze com Casillas na baliza; um sector defensivo com Sérgio Ramos e Fábio Coentrão nas laterais e Pepe e Ricardo Carvalho no centro; um duplo-pivot no meio-campo com Lass e Xabi Alonso, Özil a “dez”, Ronaldo numa ala, Kaká na outra (ou mesmo Higuaín se quisessem outro tipo de poder de fogo) e Benzema na frente de ataque. Mesmo que quisesse ser mais conservador, havia sempre a hipótese de subir Coentrão para a ala e lançar Marcelo, passando Ronaldo para o flanco direito.

Contudo, Mourinho aproveitou para utilizar um meio-campo com três jogadores quase exclusivamente defensivos (Xabi Alonso, Lass e Pepe), surpreender tudo e todos com a utilização de Altintop na lateral direita (muito esforçado, mas sofreu pesadelos com a acção de Iniesta no seu flanco) e deixar o ataque quase exclusivamente à acção do trio Higuaín-Benzema-Ronaldo.

Durante algum tempo, a estratégia ainda foi resultando, até porque o Barça não estaria à espera de um sistema tão conservador como o utilizado pelo treinador português e, também, pela velocidade e repentismo de Cristiano Ronaldo que, como se sabe, mesmo sozinho e desapoiado, é capaz de ser extremamente perigoso se lhe derem muito espaço como foi o caso do golo que apontou.

No entanto, com o passar dos minutos, os catalães foram se habituando ao sistema e o Real Madrid deixou pura e simplesmente de existir ou, vamos lá, existia mas só do meio-campo para trás, recuado, amedrontado com as movimentações de Messi e companhia, e apenas preocupado em que o jogo terminasse o mais cedo possível.

Ainda pensei, o Real Madrid está a ganhar e isto é uma estratégia para cansar o Barça e procurar fazer o segundo golo em contra-ataque. Mas não, a equipa não esticava com o 1-0, não esticou depois de Puyol empatar a contenda e mal esboçou uma reacção após Abidal ter dado a volta ao resultado. No relvado, restava Pepe a criar conflitos em todos os lances em que intervia, simulando agressões, efectuando entradas duras e, até, pisando de forma intempestiva Messi, num lance que ainda pode custar muito caro ao internacional português.

Uma vez mais, o Real Madrid perdia um jogo com o Barcelona e, mais que isso, perdia de forma clara e sem margem para discussão, mostrando um medo do adversário que deveria envergonhar um clube que sempre foi conhecido pelo futebol atractivo praticado e por enorme cultura de futebol de ataque.

Ontem, ouvi Luís Freitas Lobo dizer que uma coisa é o Real Madrid ser campeão e outra é o Real Madrid ganhar ao Barcelona e estou completamente de acordo. O Real Madrid até poderá ser campeão perdendo todos os jogos com o Barcelona e Mourinho no final recordar que um campeonato se faz em 38 jogos e não em dois contra o Barça, mas devo dizer ao treinador português que já muitos treinadores foram despedidos no Real Madrid sendo campeões e apenas porque o futebol não era o mais apaixonante para o adepto merengue. Além disso, imagine-se que os madrilenos perdem o campeonato (pelo segundo ano consecutivo), a Taça (só um milagre salvará o Real Madrid em Camp Nou) e a Supertaça (que perderam no início da época) para o Barcelona de Guardiola? Restará a “Champions”, mas, aí, também existe Barcelona…

Mourinho tem de repensar o seu futebol e a forma como aborda estes jogos. Ninguém lhe exige nem pode exigir que jogue aberto e sem cautelas porque isso é suicídio perante a equipa catalã, mas o treinador português tem de perceber que mais do que se preocupar em anular o Barcelona, tem de se consciencializar que é necessário criar alguma coisa para vencer. Colocar essa missão exclusivamente nos ombros de Cristiano Ronaldo não é justo nem realista. O português é um fenómeno, mas é humano…

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A Espanha já participou em doze campeonatos do mundo, todavia, o melhor que conseguiu foi um quarto lugar há exactamente 60 anos (Mundial 1950). Normalmente, os castelhanos esperam sempre muito da sua selecção, mas esta costuma, invariavelmente, falhar nos momentos chave, todavia, todos acreditam que será diferente desta vez. A Espanha tem, por certo, uma das melhores equipas da sua história (talvez a melhor), é campeã da Europa e fez uma fase de qualificação em que, em dez jogos, venceu dez. Assim sendo, todos entendem que, se a Espanha não ganhar desta vez, jamais o fará…

A Qualificação

Integrada no grupo 5, que até não era dos mais fáceis (Bósnia, Turquia, Bélgica, Arménia e Estónia), a Espanha fez uma fase de apuramento completamente imaculada, vencendo todos os jogos e deixando o segundo classificado (Bósnia) a onze pontos.

Resultados como a goleada na Bósnia (5-2) e na recepção à Bélgica (5-0) são a prova da força da “Roja”, que chega, assim, ao campeonato do mundo, como um dos principais candidatos à vitória final.

Grupo 5 – Classificação

  1. Espanha 30 pts 
  2. Bósnia-Herzgovina 19 pts
  3. Turquia 15 pts
  4. Bélgica 10 pts
  5. Estónia 8 pts
  6. Arménia 4 pts

O que vale a selecção espanhola?

A equipa de Vicente del Bosque é muito forte em termos colectivos e individuais, tendo talento em todos os sectores do terreno. Além disso, não contam apenas com um onze, pois os suplentes também são de uma qualidade quase ao nível dos titulares da “Roja”.

Um bom exemplo é a baliza, que será defendida pelo excepcional: Iker Casillas, mas que tem como suplentes, nomes como Pepe Reina e Victor Valdés.

Depois, o quarteto defensivo deverá ser composto por uma excelente dupla de centrais: Piqué-Puyol. Uma dupla que se completa, pois Puyol é muito bom pelo chão, autêntica carraça para os avançados contrários, mas, sendo baixo, conta com Piqué para mandar nas alturas e garantir a segurança no jogo aéreo dos castelhanos. Por outro lado, nas laterais, deverão aparecer Capdevilla (à esquerda) e Sérgio Ramos (à direita). São dois elementos muito competentes a defender, principalmente o jogador do Real Madrid, que sabe encostar aos centrais sempre que necessário (trata-se de um central de origem), mas também são muito bons a subirem no flanco, nomeadamente Capdevilla que, muitas vezes, aparece na frente quase como um extremo.

Apesar de todos os sectores serem de grande qualidade, o meio campo é, sem dúvida, o ponto mais forte da “Roja”, roçando mesmo a perfeição. A equipa deverá jogar em losango, com Busquets a aparecer no vértice defensivo, pois trata-se de um jogador de grande inteligência táctica e que equilibra todo o jogo dos espanhóis. Depois, nas alas, deverão aparecer David Silva (à esquerda) e Iniesta (à direita). Dois atletas com dupla função, pois terão de procurar ganhar a linha, mas, também terão de saber ser interiores sempre que necessário. Por fim, no vértice ofensivo, deverá aparecer Xavi, um jogador que dispensa apresentações por todo o talento, inteligência e criatividade que dá ao jogo. No banco, a Espanha ainda conta com nomes como Xabi Alonso, Fábregas ou Jesus Navas que dão ideia do poderio da “Roja”

Chegando ao ataque, não diminuímos de qualidade, pois a dupla de ataque é composta por dois elementos móveis, raçudos, que não descanso aos defesas e que, acima de tudo, não perdoam na hora de atirarem à baliza: Fernando Torres e David Villa. Um poder de fogo que todos esperam que dê muitos golos à Espanha durante o Mundial 2010.

O Onze Base

Actuando em 4-4-2 losango, a Espanha deverá apresentar Iker Casillas (Real Madrid) na baliza; Capdevilla (Villarreal), Piqué (Barcelona), Puyol (Barcelona) e Sérgio Ramos (Real Madrid) na defesa; Busquets (Barcelona), David Silva (Valência), Iniesta (Barcelona) e Xavi (Barcelona) no meio campo; Fernando Torres (Liverpool) e David Villa (Barcelona) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Pela enorme qualidade da selecção espanhola, um grupo composto por Chile, Suíça e Honduras não lhes deve causar grande mossa. A “Roja” deverá passar o agrupamento com relativa facilidade e o seu verdadeiro campeonato do mundo apenas deve começar nos oitavos de final da prova.

Calendário – Grupo H (Mundial 2010)

  • 16 de Junho: Espanha vs Suíça
  • 21 de Junho: Espanha vs Honduras 
  • 25 de Junho: Espanha vs Chile
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    Um hat-trick de Lionel Messi manteve o Barça colado ao Real Madrid no topo da Liga Espanhola. A equipa catalã venceu em Saragoça (4-2), enquanto os madrilenos também não vacilaram e venceram, em casa, o Sporting de Gijón (3-1); Em Itália, o Inter de Mourinho voltou a desiludir, pois não foi além de um empate em Palermo (1-1), todavia, continua líder, pois o Milan, em casa, não fez melhor (empatou 1-1 com o Nápoles); Na Premier League, o Manchester United venceu, em Old Trafford, o Liverpool por duas bolas a uma e continua líder isolado.

    Liga Espanhola – Barcelona e Real Madrid continuam colados na liderança

    Começam a faltar adjectivos para caracterizar a excelente época do argentino Messi. Esta jornada, o jogador a quem já comparam a Maradona fez mais três golos e foi o principal responsável pela vitória do Barcelona, em Saragoça, por quatro bolas a duas. Neste jogo, a equipa catalã foi sempre superior e venceu com justiça um adversário que luta pela manutenção na La Liga. Por outro lado, no Santiago Bernabéu, o Real Madrid venceu o Sp. Gijón por três bolas a uma. Ainda assim, os madrilenos ainda passaram por um susto, pois aos 53 minutos, Barral colocou os asturianos na frente. Todavia, golos de Van der Vaart, Xabi Alonso e Higuaín deram a volta ao marcador. Na La Liga, Real Madrid e Barça estão sozinhos na frente com 68 pontos, mas os madrilenos têm vantagem no goal average. O terceiro, Valência, está a 18 pontos…

    Liga Italiana – Milan não aproveita novo deslize interista

    Na jornada 29, o Inter voltou a perder pontos, pois não foi além de um empate, na Sicília, diante do Palermo (1-1). A equipa de Mourinho ainda saiu na frente com um golo de Diego Milito (10′ g.p.), mas, apenas 15 minutos depois, Cavani empatou. No entanto, o Milan falhou o assalto à liderança da Série A, pois, em casa, também não foi além de um empate com o Nápoles (1-1). Assim sendo, o grande vencedor da ronda foi a AS Roma, que venceu a Udinese, em casa, por quatro bolas a duas (golos de Vucinic (3) e Toni) e está agora a apenas quatro pontos do líder Inter e a três pontos do Milan (2º).

    Liga Inglesa – Manchester United vence Liverpool e continua líder

    Os “Red Devils” receberam o Liverpool e até começaram mal, pois, logo aos cinco minutos, Torres abriu o activo para a equipa da cidade dos Beatles. Todavia, o Manchester United voltou a demonstrar toda a sua força e Rooney (12′) e Ji-Sung Park (60′) deram a vitória à equipa de Alex Ferguson por 2-1. Por outro lado, o Arsenal continua na perseguição ao líder, pois, em casa, venceu tranquilamente o West Ham (2-0). Quem desiludiu foi o Chelsea que não foi além de um empate em Blackburn (1-1). Assim sendo, o Manchester United continua na liderança da Premier League com mais dois pontos que o Arsenal (2º) e quatro que o Chelsea (3º). Os “blues”, todavia, têm menos um desafio.

    Liga Francesa – Em França a Ligue 1 continua ao rubro

    Na Ligue 1, os três da frente venceram todos. O Bordéus (1º) venceu o Lille por 3-1 com golos de Ciani, Jussiê e Gourcuff; o Montpellier (2º) venceu com dificuldade o Valenciennes, em casa, por 2-1; e o Auxerre (3º) precisou de um golo de Pedretti, já nos descontos, para levar de vencido o Le Mans (2-1). Quem também continua a sonhar com o título é o Marselha que, em casa, venceu o Lyon por 2-1. Assim sendo, a Liga Francesa continua explosiva, pois o Bordéus (-1 jogo) lidera com os mesmos pontos do Montpellier e apenas mais um ponto que o Auxerre. O Marselha (-1 jogo), por sua vez, é quarto a três pontos do líder.

    Outras Ligas – Bayern surpreendido em Frankfurt

    O Bayern Munique foi surpreendentemente derrotado em Frankfurt (1-2), mas continua líder na Bundesliga. Os bávaros têm agora apenas um ponto de vantagem sobre o Schalke 04 (2º), que empatou 2-2 em Hamburgo e mantêm os três de avanço diante do Leverkusen (3º) que perdeu em Dortmund (0-3); Na Holanda, por outro lado, o Twente empatou com o PSV (1-1) em Eindhoven, mas continua lider isolado da Eredivisie. A equipa que foi eliminada pelo Sporting na Champions lidera com quatro pontos de avanço sobre o Ajax (2º) e cinco sobre o PSV (3º); Por fim, na Grécia, o PAOK continua a má fase e perdeu, em casa, com o AEK (0-1). A equipa de Salónica caiu, assim, para terceira, pois o Olympiakos venceu na casa do líder Panathinaikos por 1-0. O PAO lidera agora com quatro pontos de avanço do Olympiakos (2º) e cinco do PAOK de Fernando Santos. 

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