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Posts Tagged ‘Zeljeznicar’

Na época de 1984/85, após um brilhante percurso em que eliminou os checoslovacos do Dukla de Praga, os franceses do Paris SG, os jugoslavos do Partizan, os ingleses do Manchester United e os jugoslavos do Zeljeznicar, os húngaros do Videoton atingiam a final da Taça UEFA, onde iriam defrontar o todo poderoso Real Madrid. Nessa final, a equipa de Székesfehérvár não teve quaisquer hipóteses, acabando vergada com uma derrota caseira (0-3) e uma insuficiente vitória fora (1-0). Apesar do desaire, esse momento acabou por ser um momento mágico na vida de um clube que, apesar de ter quase setenta anos, nunca conquistou, sequer, um campeonato da Hungria.

Videoton precisou de 26 anos para alcançar a primeira divisão húngara

O Videoton foi fundado em 1941 como Székesfehérvári Vadásztölténygyár SK por uma empresa que fabricava armas para o exército húngaro. No entanto, o clube só teve a felicidade de alcançar a promoção ao principal campeonato da Hungria em 1967, quando terminou o campeonato da segunda divisão em segundo lugar.

Nessa estreia no escalão principal (1968), foi a primeira vez que usaram a denominação: Videoton, graças a um patrocínio de uma fábrica de produtos eléctricos com o mesmo nome. Contudo, em termos desportivos, a época não correu muito bem, pois o Videoton terminou em penúltimo lugar e acabou por descer de divisão.

O Videoton actua no Estádio Sóstoi

Após regressar ao escalão principal, cimentou-se na primeira divisão

Apesar da primeira estadia no principal campeonato húngaro não ter corrido da melhor forma, o regresso a esse mesmo escalão não tardou, pois, após descer à segunda divisão, conquistou esse mesmo campeonato (1968/69) e subiu novamente à primeira divisão.

A partir daqui, o Videoton cimentou-se como clube de primeiro escalão, garantindo classificações que variaram entre o décimo e o quarto lugar, até que, em 1975/76, alcançou a melhor classificação de sempre no campeonato húngaro, o segundo lugar.

Ainda assim, esse excelente classificação não gerou crescimento no clube húngaro, pois este, nos anos seguintes, teve classificações modestas, apenas voltando à ribalta em 1982, quando atingiu a final da Taça da Hungria, perdendo com o Újpest por duas bolas a zero.

R. Madrid foi mais forte na final da Taça UEFA

Surpreendente carreira na Taça UEFA valeu-lhe histórica final

Após ter terminado o campeonato húngaro de 1983/84 na terceira posição, o Videoton conquistou, por direito próprio, o acesso à Taça UEFA da época seguinte. Nessa competição, a equipa húngara apenas pretendia fazer uma participação digna, mas acabou por superar todas as expectativas.

Na primeira eliminatória, afastou a equipa do Dukla Praga (1-0 e 0-0), seguindo-se o Paris Saint-Germain (4-2 e 1-0) e o Partizan (0-2 e 5-0). Apesar de já se poder considerar um feito digno de registo ter eliminado esses clubes de renome e atingir os quartos de final, o mais surpreendente surgiu aí, quando sorteados com o todo poderoso Manchester United, acabaram por eliminar os “red devils” nos penaltis (5-4).

Assim sendo, faltava apenas um passo para chegar à final e, motivados pela eliminação do forte clube inglês, os húngaros acabaram por ser mais fortes que os jugoslavos do Zeljeznicar (3-1 e 1-2) e alcançar uma histórica presença no jogo decisivo da terceira competição mais importante da UEFA.

Nessa final, acabou por ser decisiva a derrota caseira do Videoton, que, no seu Estádio, não resistiu ao poder do Real Madrid e perdeu por 3-0 com golos de Míchel, Santillana e Jorge Valdano. Na segunda mão, o Videoton até foi vencer ao Santiago Bernabéu por 1-0, mas o golo de Májer foi curto para as ambições húngaras e o Real Madrid conquistou a Taça UEFA.

André Alves é a estrela do actual Videoton

Sucesso só regressou nos tempos recentes

Após a histórica presença na final da Taça UEFA, o Videoton regressou a classificações modestas e a épocas de pouco brilho. Contudo, foi se mantendo na primeira divisão até 1998/99 quando desceu à segunda divisão vinte e nove anos depois.

Essa descida, porém, foi o início da renovação do clube, que conquistou a segunda divisão em 1999/00 e regressou novamente ao primeiro escalão, alcançando, no ano seguinte, a final da Taça da Hungria pela segunda vez, ainda que, tal como na primeira final, tenha saído derrotado (2-5 com o Debrecen).

Em 2006, depois de ter mudado a sua denominação para FC Fehérvar, o clube conquistou o seu primeiro título importante, a Taça da Húngria, após vencer o Vasas (2-2 e 6-5 g.p.) na final.

Dois anos depois, o clube húngaro haveria de conquistar a Taça da Liga (1-0 e 2-0 na final diante do Debrecen), título que haveria de revalidar no ano seguinte, após vencer o Pécsi Mecsek FC (3-1).

Em 2009/10, além de ter reassumido a denominação de Videoton FC, igualou a melhor classificação no campeonato húngaro, terminando na segunda posição.

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Depois de ter ficado dez anos sem conquistar o campeonato israelita, o Hapoel Telavive, além de se ter sagrado campeão, garantiu, após ultrapassar o  Zeljeznicar Sarajevo (BOS), Aktobe (CAZ) e o favorito Red Bull Salzburgo (AUT), o apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões. Trata-se de uma equipa muito aguerrida, bem ao jeito das formações israelitas, mas que também tem jogadores de grande nível como o guarda-redes internacional nigeriano: Enyeama, o médio francês Romain Rocchi ou o internacional israelita, ex-Chelsea, Ben Sahar. Uma equipa que irá correr por fora, mas que, por certo, irá ter uma palavra a dizer no Grupo B da Liga dos Campeões.

Quem é o Hapoel Telavive

O Hapoel Telavive foi fundado em 1927 e, logo no ano seguinte, a equipa ganhou a Taça da Palestina (a primeira que foi reconhecida pela Federação Israelita de Futebol) diante do Maccabi Hasmonean Jerusalem (2-0), no entanto, como jogou com um jogador inválido, teve de partilhar a taça com o seu adversário.

Desde a criação do clube, o Hapoel conquistou 13 campeonatos de Israel (1934, 1935, 1938, 1940, 1943, 1957, 1966, 1969, 1981, 1986, 1988, 2000 e 2010) e 13 Taças de Israel (1928, 1934, 1937, 1938, 1939, 1961, 1972, 1983, 1999, 2000, 2006, 2007 e 2010), sendo o segundo clube com mais títulos naquele país do médio oriente, apenas superado pelo Maccabi Telavive.

Numa altura em que os clubes de Israel participavam nas competições asiáticas de futebol, o Hapoel Telavive participou em duas finais da Taça dos Campeões Asiáticos, vencendo uma, em 1967, diante do Selangor da Malásia (2-1) e perdendo outra, em 1969, diante do Taj Club do Irão (1-2).

Por outro lado, em termos de competições europeias, as participações do clube da capital israelita têm sido bem mais modestas, ainda assim, há que destacar a campanha na Taça UEFA (2001/02), quando a equipa atingiu os quartos de final da prova, sendo eliminada pelo AC Milan (0-2 e 1-0).

Como joga

Quem conhece minimamente o futebol israelita irá, certamente, perceber após poucos minutos que esta equipa de Telavive pratica o típico futebol daquelas paragens do leste do Mediterrâneo.

Tecnicamente evoluídos, os jogadores do Hapoel Telavive são uma equipa com grande raça e espírito colectivo, tendo, contudo, algumas falhas momentâneas, que derivam da falta de experiência, mas que, numa prova como a Liga dos Campeões, lhes podem ser fatais.

Em termos tácticos, os “demónios vermelhos” costumam jogar num 4-4-2 clássico, que procura explorar o contra-ataque e a velocidade dos dois perigosos avançados (Shechter e Ben Sahar), dois jogadores muito perigosos e que necessitam de vigilância constante por parte da equipa encarnada.

Individualmente e para além dos dois avançados já referidos, há ainda que ter em atenção o guarda-redes internacional nigeriano (Enyeama), jogador que brilhou no Mundial 2010 e que, para além de ser exímio a defender a sua baliza, também é um especialista na marcação de grandes penalidades, o central brasileiro Douglas da Silva, patrão do último reduto do Hapoel Telavive e, por fim, o médio francês Rocchi, um box to box que transporta todo o jogo ofensivo dos “demónios vermelhos”.

Em princípio, a equipa israelita deverá apresentar este onze base no Estádio da Luz:

Shechter é um avançado muito perigoso

Quem é que as águias devem ter debaixo de olho – Itay Shechter

O internacional israelita de 23 anos é, claramente, um dos melhores jogadores deste Hapoel Telavive e terá, forçosamente, de merecer grande atenção dos responsáveis encarnados.

Criado nas escolas do Hapoel Haifa e do Hapoel Nazareth Illit, Shechter estreou-se pela equipa principal do clube de Nazareth em 2005/06 com apenas 18 anos. Nessa temporada, o avançado israelita fez uma razoável temporada de estreia, apontando 3 golos e fazendo 27 jogos, todavia, em termos colectivos, as coisas não correram tão bem, pois o Hapoel Nazareth Illit desceu à segunda divisão.

No entanto, as boas exibições de Shechter, aliadas à enorme margem de progressão que demonstrava, impediram-no de descer com o clube de Nazareth Illit, sendo, assim, contratado pelo Maccabi Netanya.

Durante três temporadas em Netanya, o internacional israelita foi sempre titular, marcando 21 golos em 83 jogos do campeonato de Israel. Números interessantes, mas que não davam ao jovem avançado o estatuto de goleador, todavia, essa situação mudou na temporada passada.

Em 2009/10, transferido para o Hapoel Telavive, Shechter revelou-se, além de um avançado rápido, criativo e tecnicista, num jogador letal na hora de atirar à baliza. Em 52 jogos oficiais pelos “demónios vermelhos”, o internacional israelita fez 31 golos e foi peça fulcral na dobradinha conquistada pelo Hapoel Telavive.

Em suma, trata-se de um jogador muito interessante e para o qual Jorge Jesus terá de arranjar um antídoto.

As hipóteses encarnadas

Apesar da qualidade do Hapoel Telavive, o Benfica é, pelo seu plantel e pela sua enorme experiência europeia, claramente favorito para vencer as duas partidas diante dos israelitas.

Ainda assim, o Benfica terá de jogar com grande concentração e seriedade, pois o Hapoel Telavive é uma equipa muito perigosa no contra-ataque e que se galvaniza com facilidade, sendo que, no seu Estádio, essa situação é ainda mais notória.

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