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Archive for Novembro, 2014

Ibraimi é um dos elementos de qualidade do Maribor

Ibraimi é um dos elementos de qualidade do Maribor

O Maribor tem mostrado ser uma equipa modesta no contexto da Liga dos Campeões, mas isso não invalida o facto do conjunto esloveno já ter assegurado alguns resultados interessantes (conseguiu empates com Sporting, Schalke 04 e Chelsea), assim como a revelação de alguns talentos como é o caso do internacional macedónio Agim Ibraimi.

Nascido a 29 de Agosto de 1988 em Tetovo, Macedónia, Agim Ibraimi foi formado nas camadas jovens do FK Shkëndija do seu país natal, tendo passado depois por clubes como o Red Bull Salzburgo (Áustria), Olimpija (Eslovénia), Eskişehirspor (Turquia) e Nafta Lendava (Eslovénia), ainda que a sua verdadeira explosão tenha surgido no Maribor, clube pelo qual, entre 2011 e 2013, somou 56 jogos e 17 golos, o que lhe valeu o salto para os italianos do Cagliari, em 2013/14.

Na Série A esteve apenas uma temporada, também porque a sua transferência para o emblema da Sardenha foi apenas por empréstimo, tendo o internacional macedónio somado 25 jogos (oito como titular) e dois golos pelo Cagliari, isto antes de regressar ao Maribor em 2014/15, onde volta a assumir-se como peça importantíssima do emblema esloveno.

Rápido e tecnicista

Agim Ibraimi é preferencialmente um extremo-esquerdo, ainda que também possa actuar sem problemas no flanco oposto, destacando-se pela sua evoluidíssima qualidade técnica, velocidade e capacidade de drible, sendo, portanto, um jogador que cria facilmente desequilíbrios na defesa contrária.

Pelas suas características, trata-se de um ala/extremo que tanto pode ser utilizado no sentido mais puro do termo do lado esquerdo, nomeadamente mais colado à linha e com a intenção de ganhar constantemente a linha de fundo; ou, ao invés, numa posição mais híbrida, procurando constantemente as diagonais para dentro, e com vista a experimentar o seu forte pontapé de meia distância, isto se for colocado no flanco oposto.

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Hvilsom a festejar mais um golo pelo Hobro

Hvilsom a festejar mais um golo pelo Hobro

Actua no modesto Hobro IK, clube que faz a sua estreia na primeira divisão dinamarquesa, um dos pontas de lança mais sedutores daquele país da Escandinávia, mais concretamente o jovem Mads Hvilsom, de 22 anos.

Nascido a 23 de Agosto de 1992 em Himmelev, Dinamarca, Mads Dittmer Hvilsom passou pelas camadas jovens de clubes como o Himmelev-Veddelev, Hvidovre, Roskilde e FC Midtjylland, tendo sido através deste último que se estreou no futebol profissional a 5 de Abril de 2009, numa vitória diante do Horsens (3-1), em jogo da Superliga Dinamarquesa.

Não se afirmou no Midtjylland

Ainda assim, apesar desta chegada precoce à primeira equipa do FC Midtjylland, a verdade é que o ponta de lança, nunca se afirmou na plenitude nesse emblema, acabando emprestado ao Viborg (16 jogos e sete golos em 2011) e ao Hobro IK (37 jogos, 12 golos entre 2012 e 2014, isto mesmo tendo falhado praticamente toda a temporada de 2012/13 devido a uma rotura de ligamentos).

Naturalmente contentes com o seu desempenho, os responsáveis do Hobro IK, aproveitando a subida do modesto clube à Superliga dinamarquesa, esforçaram-se para assegurar em definitivo o concurso do jovem ponta de lança, sendo que Mads Hvilsom, até este momento, não está a defraudar minimamente as expectativas, somando nove golos em 15 jogos do campeonato local, algo que lhe permite inclusivamente ser o actual melhor marcador da prova.

Um puro “nove”

Mads Hvilsom é um puro “target man”, ou seja, um daqueles pontas de lança que servem de referência aos extremos e médios-ofensivos na hora de enviarem a bola para a área, sendo que o jovem internacional sub-20 dinamarquês parece estar sempre no sítio certo para finalizar, demonstrando um posicionamento excelente.

Com 1,88 metros e 80 kg, trata-se de um atacante muito possante, que desgasta as defesas e que é naturalmente forte no jogo aéreo, ainda que se destaque essencialmente pela violência e precisão do seu disparo de pé direito, onde é absolutamente letal.

Não sendo um portento de técnica ou de velocidade, Mads Hvilsom é muito competente em qualquer um desses aspectos, sendo ainda de destacar a sua capacidade de cair para os flancos, algo pouco expectável num jogador com as sua características físicas. Em suma, um talento dinamarquês que merece atenção à sua evolução.

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Evandro pouco tem jogado no FC Porto

Evandro pouco tem jogado no FC Porto

Numa temporada em que o FC Porto fez um forte investimento para tentar recuperar o título que perdeu em 2013/14 para o Benfica, a grande maioria dos reforços chegou oriunda do estrangeiro, sendo que apenas três jogadores escaparam a essa ditadura, mais concretamente Rúben Neves, que veio das camadas jovens, assim como Ricardo (ex-Académica) e Evandro (ex-Estoril).

Sobre o médio-ofensivo brasileiro, aliás, depositavam-se enormes expectativas, uma vez que se tratava de um jogador que havia sido crucial nas boas campanhas do Estoril em 2012/13 (5.º lugar) e 2013/14 (4.º lugar), sendo deveras conhecido o interesse do Sporting, clube, onde, admita-se, Evandro encaixaria que nem uma luva na posição de médio mais adiantado no terreno, fosse em 2013/14 (onde deveria ter sido contratado ao invés de Gerson Magrão) ou 2014/15 (onde voltaria a merecer o investimento, ao invés do dinheiro gasto em jogadores como André Geraldes, só para dar um exemplo).

Certo é que Evandro está muito longe de ter o impacto no FC Porto que teve no Estoril, sendo que o brasileiro de 28 anos apenas soma 247 minutos de utilização divididos por oito jogos (dois como titular), algo que contrasta em absoluto com a utilização regular no emblema canarinho, onde somou, em duas épocas, 73 jogos e 16 golos.

Situação é uma constante em tempos recentes

Inegável, também, é que o caso de Evandro é apenas mais um exemplo de algo que tem saltado à vista nas últimas temporadas e que passa pela dificuldade dos jogadores recrutados na Liga Portuguesa se imporem quando dão o salto para o FC Porto. Afinal, o “keeper” Ricardo, outro reforço para esta temporada, ainda nem sequer se estreou em jogos oficiais e o regresso aos trabalhos de Helton deverá transformá-lo mesmo no 4.º guarda-redes da hierarquia, o que deve valer-lhe a saída já em Janeiro.

Depois, se recuarmos à temporada passada, chegamos à curiosa constatação que quase nenhum dos jogadores então contratados pelo FC Porto na Liga se mantêm na equipa azul-e-branca. De facto, Josué (contratado ao Paços de Ferreira) foi emprestado ao Bursaspor; Licá (contratado ao Estoril) foi emprestado ao Rayo Vallecano; Ghilas (contratado ao Moreirense) foi emprestado ao Córdoba; e Carlos Eduardo (contratado ao Estoril), foi emprestado ao Nice.

Desse leque, aliás, restam dois jogadores: Ricardo e Tiago Rodrigues, mas a verdade é que a dupla contratada ao V. Guimarães está longe de ter grande destaque no FC Porto, com o lateral/extremo a continuar muito longe das principais escolhas de Lopetegui e o médio-centro a penar no FC Porto B.

Pressão é maior sobre os portugueses

Mas o que é que justifica este eclipse de muito jogadores que, noutros clubes portugueses, eram vistos como verdadeiras mais-valias e com condições para se imporem nos “três grandes”? Existem vários motivos que podem ajudar a compreender este fenómeno, sendo que o primeiro começa logo nos próprios adeptos, que têm maior facilidade em ter tolerância zero em jogadores que já conhecem (principalmente se forem portugueses), colocando em cima deles uma pressão excessiva sobre os seus ombros, isto enquanto, por exemplo, muitos craques consagrados também estiveram abaixo das suas capacidades em 2013/14, mas foram bem mais “protegidos”.

Depois, e mesmo que eu não queira acreditar que o FC Porto os contratou apenas por esse motivo, parece que também é estratégica a contratação de alguns futebolistas na Liga Portuguesa que a SAD azul-e-branca acredita que possam se assumir como mais-valias nos rivais, sendo sintomático que a grande maioria dos futebolistas contratados entre o Verão de 2013 e 2014 estiveram apontados ao Sporting, como são os casos de Josué, Licá, Ghilas, Evandro ou Carlos Eduardo.

Por fim, e devido à vontade de recuperar imediatamente o título nacional, o FC Porto fez um forte investimento financeiro na actual temporada, algo que permitiu aos azuis-e-brancos recrutar inúmeros jogadores de renome no estrangeiro. É certo que alguns, como Adrián López, estão muito longe de estarem a justificar a forte aposta do FC Porto no seu concurso, mas, nas horas das decisões, será sempre mais fácil dispensar/emprestar um “Licá”, que custou um milhão de euros, do que um internacional espanhol pelo qual os azuis-e-brancos investiram 11 milhões de euros por 60% do passe. A corda, afinal, quebra sempre pelo lado mais frágil.

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Stoj tem potencial para vir a ser um "keeper" de topo

Stoj tem potencial para vir a ser um “keeper” de topo

A equipa de juniores do Sporting está longe de estar a fazer uma grande época, ou não tivesse sido já eliminada da UEFA Youth League e se encontrar a 11 pontos do Benfica na Zona Sul do Campeonato Nacional, mas isso não invalida o facto do conjunto agora comandado por Luís Boa Morte contar com algumas individualidades com qualidade, como é o caso do guarda-redes Vladimir Stojkovic.

Nascido em Leça da Palmeira a 4 de Outubro de 1996, Vladimir Stojkovic começou a sua carreira no Maia, mas chegou ao Sporting logo na temporada 2007/08, encontrando-se desde essa data em Alcochete, onde tem evoluído ao ponto de se assumir, neste momento, como uma das grandes promessas verde-e-brancas.

Com o futebol bem presente no sangue, ou não fosse filho de Vladan Stojkovic (ex-guarda-redes do Ovarense e do Leça) e sobrinho de Vladimir Stojkovic (ex-guarda-redes do Sporting), o jovem “Stoj” preferiu representar o seu país de nascimento e não o país de origem do pai e do tio, a Sérvia, sendo já internacional sub-18 português.

Com qualidade para vingar

Com 1,92 metros e 83 quilos, Vladimir Stojkovic tem as características ideais para ser um futuro guarda-redes de topo, sendo de salientar o facto de oferecer muita segurança no jogo aéreo, ser elástico e ter um posicionamento muito bom, algo que, aliado à sua envergadura, faz com que “encha a baliza”.

É certo que existem aspectos em que ainda terá de melhorar, nomeadamente ao nível de algumas falhas de concentração que, por vezes, ainda apresenta, mas é inegável que não falta potencial a um “keeper” de 18 anos, que, lembre-se, até já se estreou pela equipa principal do Sporting, ainda pela mão de Leonardo Jardim, em 2013/14, num particular diante do Farense (1-3).

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André Silva é um finalizador letal

André Silva é um finalizador letal

Depois de alguns rumores de que poderia mudar-se para o estrangeiro, a verdade é que André Silva acabou por renovar contrato com o FC Porto até 2019, mantendo assim os azuis-e-brancos um ponta de lança que, pelas suas qualidades, poderá ser um dos jogadores que poderá ajudar a terminar com os crónicos problemas que Portugal revela há imensos anos ao nível da posição “nove”.

André Miguel Valente da Silva nasceu a 6 de Novembro de 1995, em Gondomar, e passou pelas camadas jovens do Salgueiros e do Boavista antes de chegar ao FC Porto, onde tem consolidado o seu estatuto de grande promessa do futebol português.

Na equipa B dos azuis-e-brancos, que representa desde a temporada transacta, já soma 26 jogos (quatro como titular) e três golos, sendo que os números poderiam ser ainda mais significativos se o internacional sub-19 português não tivesse ficado afastado da equipa durante grande parte da actual temporada, isto devido à demora no seu processo de renovação com o FC Porto.

Um verdadeiro homem de área

André Silva é um puro “nove” de área, que se destaca essencialmente por ser um finalizador frio e eficaz, que raramente desperdiça uma verdadeira oportunidade de golo, seja com a cabeça ou com os pés.

Muito trabalhador e com uma maturidade assinalável para os seus 19 anos, o jogador do FC Porto B é também um ponta de lança que joga muito bem de costas para a baliza e que apresenta uma mobilidade assinalável, sabendo cair para os flancos sempre que necessário.

Por fim, pela sua envergadura física (185 cm e 77 kg) e a referida capacidade de trabalho, é então um atacante que vai desgastando as defesas contrárias, sendo claro que se trata de um “nove” completo e que, a manter a evolução, chegará certamente aos grandes palcos nacionais e internacionais.

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Petteri Forsell merece palcos mais grandiosos

A qualidade de Forsell merece palcos mais grandiosos

Actua no modesto IFK Mariehamn da Liga Finlandesa um quase desconhecido mas muito interessante médio-ofensivo, que foi o rei das assistências nessa liga nórdica em 2014, com 12 passes decisivos, e ainda teve tempo para apontar 11 golos, apenas menos três do que os melhores marcadores da prova, Jonas Emet (FF Jaro) e Luis Solignac (IFK Mariehamn), que somaram 14 tentos.

De quem falamos é de Petteri Forsell, futebolista nascido a 16 de Outubro de 1990 em Kokkola, Finlândia, e que é um produto das escolas do KPV, clube onde se estreou no futebol sénior, tendo passado depois pelo VPS Vaasa, isto antes de ingressar no IFK Mariehamn em 2010, clube que representa desde essa data, exceptuando uma passagem de pouco sucesso pelos turcos do Bursaspor, em 2012/13.

Ao serviço do IFK Mariehamn, e contabilizando todos os jogos oficiais desde 2010, o médio-ofensivo revela números muito interessantes, somando 44 golos em 107 jogos e revelando-se como o principal desequilibrador do emblema finlandês.

“Dez” ou extremo-esquerdo tecnicista

Devemos começar por dizer que Petteri Forsell, apesar de ter nascido na Finlândia, tem pouco daquilo que identificamos imediatamente como o típico jogador dessas paragens, tendo apenas 1,69 metros e apoiando o seu futebol essencialmente na qualidade técnica e na criatividade.

Podendo actuar preferencialmente como médio-ofensivo central ou ala/extremo-esquerdo, destaca-se pela elevadíssima capacidade de drible, qualidade de passe, visão de jogo e velocidade, sendo também um finalizador de qualidade, como os números provam.

Impressionante, também, é a qualidade e eficácia que apresenta nos tiros de meia distância, seja em lances de bola parada ou corrida, onde é letal. Em suma, um internacional finlandês que, aos 24 anos, merece claramente o salto para outros palcos.


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Binya deixou muitos adversários a temer pela carreira

Binya deixou muitos adversários a temer pela carreira

Antes do crescimento potenciado pela chegada de Jorge Jesus, em 2009/10, o Benfica viveu anos algo sombrios, marcados pela ausência de títulos e, também, pela contratação de inúmeros activos duvidosos, sendo que uma dessas contratações foi um internacional camaronês que acabou por ficar mais conhecido pela (exageradíssima) agressividade que colocava nas jogadas do que pelas suas (reduzidíssimas) qualidades técnicas. Binya, aliás, era o seu nome e o “A Outra Visão” foi descobrir por onde anda um dos “seis” mais fracos que pisaram os relvados da Liga Portuguesa

Saltou de África para o Benfica

Gilles Binya chegou ao Benfica em 2007/08, à beira de fazer 23 anos, e a sua contratação surgiu nos mesmos moldes da aquisição recente de Islam Slimani por parte do Sporting, ou seja, os encarnados foram recrutar o médio-defensivo directamente ao campeonato argelino, acreditando que o camaronês pudesse ter uma adaptação rápida à Europa e impacto imediato na Liga Portuguesa.

Na primeira temporada com a camisola encarnada, e mesmo que estivesse longe de ter grande aceitação por parte dos adeptos, a verdade é que Gilles Binya acabou por actuar com relativa regularidade por um Benfica que foi orientado nessa campanha por Fernando Santos, José António Camacho e Fernando Chalana. Foram, afinal, 25 jogos (21 como titular) em todas as competições oficiais, ainda que os principais motivos de destaque passem pelos 12 cartões amarelos e dois vermelhos vistos pelo temível camaronês.

Queda em desgraça com Quique Flores

Mas se Binya ainda foi jogando com regularidade na primeira época no Benfica, tudo se alterou em 2008/09, uma vez que Quique Flores apenas o colocou a jogar em 14 jogos (nove como titular), números suficientes para que o camaronês conseguisse ver oito cartões amarelos e um vermelho e ainda fazer alguns adversários temerem pela sua carreira, isto sempre que disputavam uma bola com o “seis”.

Ora, dois anos depois de o terem recrutado ao MC Oran, os responsáveis encarnados, que se preparavam para abraçar uma “Era Jesus” que já vai pela sexta temporada dentro, deixaram finalmente de contar com Binya, deixando-o sair para o modesto Neuchatel Xamax (Suiça), onde o médio-defensivo permaneceu por duas temporadas, somando 52 jogos e um golo.

Desde 2011/12, ainda assim, é no futebol turco, mais concretamente no Gaziantepspor (94 jogos e dois golos até ao momento), que Binya vai deixando o “perfume” do seu futebol, sendo certo que os amantes do futebol do país herdeiro do Império Otomano até devem achar Bruno Alves (Fenerbahçe) um defesa-central dócil, habituados que estão a ver o camaronês, jornada após jornada, semear o pânico por todos os rivais que encontra na Super Liga Turca.

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