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Archive for Julho, 2011

Os adeptos leoninos voltam a acreditar

Depois de duas épocas desastrosas em termos desportivos, o Sporting procura reassumir-se como um grande de pleno direito no contexto actual do futebol português. Após a vitória nas recentes eleições de Godinho Lopes, o duo de directores gerais: Luís Duque e Carlos Freitas lançaram as mãos à obra, dispensando jogadores como Nuno André Coelho, Maniche, Pedro Mendes ou Vukcevic e adquirindo jogadores de renome como Diego Capel, Bojinov, Schaars, Rodríguez ou Rinaudo, numa enorme revolução, mas que se exigia, devido ao triste passado recente do clube verde-e-branco. Agora, num ano em que muitos julgavam de transição, o Sporting até parece em condições de lutar pelo título, mas a pergunta exige-se: Qual será o melhor onze do Sporting?

Rodríguez tem tudo para ser o líder defensivo

Uma defesa segura e com mais centímetros

Na baliza e nas laterais do sector recuado não haveriam alterações a 2010/11 nem poderiam haver. Rui Patrício (guarda-redes) e João Pereira (lateral-direito) foram dos melhores elementos verde-e-brancos da temporada passada e Evaldo, mesmo sem ter feito uma temporada brilhante, não tem um verdadeiro concorrente do lado-esquerdo da defesa, pois o francês Turan ainda está demasiado “verde” para tamanha responsabilidade.

No entanto, no centro da defesa, a entrada de Onyewu e de Rodríguez é exigível, pois a dupla irá acrescentar muita qualidade aos verde-e-brancos, pelo poder físico e competência no jogo aéreo do norte-americano e, também, pela velocidade, capacidade de desarme e superior leitura de jogo do internacional peruano. Na verdade, estes dois jogadores poderão ser a chave para uma época bem mais descansada que a transacta em termos defensivos.

Schaars é uma clara mais-valia

Um duplo-pivot que já conquistou os adeptos

Apesar de existirem outras soluções de qualidade para as posições “seis” e “oito” como André Santos e Luís Aguiar, a titularidade deverá ser entregue ao internacional argentino Rinaudo e ao internacional holandês Schaars.

O ex-Gimnasia é um puro médio-defensivo que tem um pulmão inesgotável e que disputa cada lance como se fosse o último momento da sua vida, usando e abusando de uma agressividade (não confundir com maldade intencional) que tanto escasseou na temporada anterior. Esse futebol de Rinaudo será importantíssimo para as rápidas recuperações do esférico e para a segurança nas transições defesa-ataque e ataque-defesa.

Depois, na transição ofensiva, o jogador chave será o esquerdino Schaars. Um internacional holandês com uma capacidade táctica e técnica acima da média, que prima por uma extraordinária visão de jogo e uma qualidade fantástica na marcação de bolas paradas. O antigo jogador do AZ fará a ligação entre o “seis” (Rinaudo) e o “dez” (Matías), não havendo no plantel nenhum jogador que o possa fazer com a mesma competência e qualidade.

Matias deve jogar mais próximo da zona de tiro

Um trio de médios-ofensivos de luxo

À frente do duplo-pivot: Rinaudo/Schaars, surge uma linha de três jogadores, sendo dois deles alas/extremos (Diego Capel e Izmailov) e o outro (Matías) um puro “dez”.

Nas alas, optaria por dois jogadores de características diferentes. Do lado esquerdo, e porque Evaldo está cada vez mais um defesa-esquerdo e cada vez menos um lateral-esquerdo, colocava Diego Capel, que é um extremo mais puro e que pela sua velocidade e qualidade técnica se preocuparia mais em dar profundidade ofensiva à equipa com poucas preocupações defensivas, pois Evaldo e mesmo Schaars (excelente nas dobras no flanco esquerdo) seriam suficientes para esse desiderato.

Por outro lado, no flanco direito, colocava Izmailov, um jogador que para além de todas as suas inúmeras qualidades técnicas, é muito inteligente em termos tácticos, sendo capaz de dar profundidade ao lado direito do ataque, mas, ao mesmo tempo, equilíbrio táctico ao centro, abrindo também espaços para as subidas do lateral-direito João Pereira.

Por fim, numa posição intermédia entre o “dez” e o “nove”, numa posição tantas vezes desempenhada por João Pinto no Benfica ou no Sporting colocaria Matías Fernandez. O chileno é um “dez” com bastante sentido de baliza e deve jogar mais próximo do ponta de lança do que nas temporadas anteriores. Ali, mais perto da zona de tiro, penso que a qualidade técnica e de remate do internacional chileno poderá ser bem melhor aproveitada.

van Wolfswinkel marcou 20 golos a época passada

Uma referência de área

A ponta de lança, não se limitando a esperar que a bola lhe chegue aos pés, mas sempre preocupado em ser um farol para todo o futebol ofensivo dos verde-e-brancos actuaria van Wolfswinkel. Apesar de muito jovem, o internacional holandês é um jogador com uma qualidade técnica apreciável e que sabe movimentar-se muito bem na zona de tiro, sendo frio e letal na hora de atirar à baliza, seja com a cabeça ou com os pés.

Depois, bem servido por jogadores como Schaars, Capel, Matías ou Izmailov, tem todas as condições para explodir já nesta temporada e assumir-se como o principal goleador do Sporting 2011/12.

Porquê o 4x2x3x1?

Fala-se muito do Sporting poder actuar em 4x1x3x2, mas sem colocar essa táctica de parte para certo tipo de jogos, nomeadamente os de grau de dificuldade mais baixo, penso que os leões têm tudo a ganhar se usarem este 4x2x3x1. É uma táctica equilibrada, que permite segurança defensiva e profundidade ofensiva e, acima de tudo, mantém a equipa sempre equilibrada, facilitando as transições defesa/ataque e ataque/defesa.

Por outro lado, o 4x1x3x2, muitas vezes, ou não garante segurança à frente da defesa, abrindo demasiados buracos entre a defesa e o meio-campo ou faz com que os dois médios-centro fiquem demasiado distantes dos dois avançados, obrigando a que um dos atacantes recue muito no terreno para ir buscar jogo e funcione quase como um dez. Quando isso acontece, a táctica acaba por se transformar num 4x2x3x1, mas muitas vezes com um “dez” a “oito” e um ponta de lança a “dez”… Lembram-se de quantas vezes isto aconteceu ao Sporting na temporada transacta?

Assim sendo, e tendo em conta o valioso banco que o Sporting teria, com jogadores do calibre de Luís Aguiar, Bojinov, Hélder Postiga ou André Santos, penso que este onze em 4x2x3x1 seria o mais indicado, ficando o 4x1x3x2 como esquema alternativo para quando a ocasião o exigisse.

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Depois de afastar um clube islandês (FH), o Nacional terá de voltar ao norte da Europa e superar os suecos do Hacken para manter vivo o sonho de chegar à fase de grupos da Liga Europa. Apesar de apenas se ter qualificado via prémio fair-play (foi oitavo no campeonato sueco transacto), o Hacken já superou os luxemburgueses do Kaerjeng e os finlandeses do Honka nesta prova, preparando-se agora para tentar surpreender a turma portuguesa, provavelmente fazendo valer o facto do campeonato sueco já ir a meio e, como tal, o seu ritmo competitivo ser naturalmente superior ao dos madeirenses.

O Hacken actua no Rambergsvallen

Quem é o Hacken?

O Hacken é um clube de Gotemburgo que foi fundado em 1940, mas apenas chegou ao Allsvenskan (principal campeonato sueco) na temporada de 1983, ainda que nessa época tenha descido imediatamente, pois foi último.

Depois de passar o resto da década de 80 na segunda divisão, o Hacken iniciou a década de 90 em grande, não pelo regresso à primeira divisão, mas pelo momento mais alto da sua história, que passou pela presença na final da Taça da Suécia de 1989/90, ainda que tenha perdido esse duelo (0-3) com o Djurgardens.

Em 1993, a equipa de Gotemburgo voltou ao primeiro escalão, mas desceria após duas épocas no Allsvenskan, tendo se assumido como uma equipa “yo-yo” até aos dias de hoje, nunca se mantendo muito tempo na principal divisão sueca.

Ainda assim, o Hacken parece estar a estabilizar-se nos últimos anos e desde 2009 que se encontra no Allsvenskan, tendo conquistado o oitavo lugar em 2010 e encontrando-se neste momento em sexto após dezoito jornadas disputadas no actual campeonato.

Os adeptos do Hacken tentarão ser o 12º jogador

Como joga?

O Hacken é uma equipa escandinava e isso pode fazer com que se pense que se trata de um conjunto rudimentar em termos técnicos, algo que é algo distante da verdade, pois a equipa conta com diversos elementos de outras paragens que lhe dão um toque refinado no trato com a bola.

De facto, jogadores como o médio nigeriano John Chibuike ou o avançado congolês René Makondele dão alguma imprevisibilidade a uma equipa de processos simples, mas bastante arrumada em termos tácticos.

Para além disso, e aqui obedecendo à regra dos clubes escandinavos, trata-se de uma equipa muito forte no jogo aéreo, destacando-se nesse aspecto o ponta de lança sueco Mathias Ranégie que mede uns impressionantes 196 centímetros.

Esta noite, o onze provável dos suecos para o jogo diante do Nacional deverá ser esquematizado em 4x3x3 e qualquer coisa como: Kallqvist; Ostberg, Söderberg, Frolund e Elvby; Chibuike, Nystrom e Arkivuo; Chatto, Makondele e Ranegie.

Ranégie é um ponta de lança muito forte pelo ar

Quem é que o Nacional deve ter debaixo de olho? – Mathias Ranégie

Uma das principais fontes de perigo da equipa sueca é um ponta de lança gigante (1,96 metros) e com apetência para o golo: Mathias Ranégie.

Nascido a 14 de Junho de 1984 em Gotemburgo, Mathias Ranégie destacou-se apenas em 2006, quando marcou 25 golos em 22 jogos pelo modesto Lärje/Angered e garantiu uma transferência para o IFK Gotemburgo.

Todavia, não foi feliz no gigante de Gotemburgo e, entre 2007 e 2008, apenas marcou um golo, acabando por mudar de clube sem trocar de cidade em 2009, quando se transferiu para o Hacken.

Essa mudança acabou por fazer bem ao avançado sueco que marcou seis golos na primeira temporada ao serviço do Hacken, doze na época de 2010 e já leva treze na actual temporada, assumindo-se como uma das razões pelas quais o clube de Gotemburgo vai perdendo o estatuto de clube “yo-yo”.

Com 1,96 metros, o internacional sueco trata-se do puro ponta de lança posicional que não prima pela técnica apurada ou pela grande mobilidade, mas que é muito perigoso na zona de tiro. Denotando um sentido de baliza apurado e naturalmente forte no jogo aéreo, trata-se de um jogador com o qual o Nacional terá de se preocupar bastante.

As possibilidades do Nacional

O Nacional é superior ao Hacken tanto em termos colectivos como individuais, ainda que as diferenças entre os dois conjuntos não sejam abismais.

No entanto, o clube sueco tem a vantagem de estar no auge da sua temporada competitiva, situação que aproxima ainda mais os dois conjuntos e dificulta a vida à equipa portuguesa, que ainda só fez dois jogos oficiais em 2011/12.

Ainda assim, tendo em conta que se defrontam o quinto classificado do anterior campeonato português e o oitavo do campeonato sueco transacto, acredito que o Nacional irá superar este obstáculo e seguir para o playoff da Liga Europa.

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Fary era o goleador dos aveirenses

Em 1998/99, apesar de ter terminado o campeonato na décima-sexta posição e descido ao segundo escalão do futebol português, o Beira-Mar fez uma grande campanha na Taça de Portugal, culminada com a conquista da prova rainha do panorama futebolístico nacional, graças a um triunfo na final diante do Campomaiorense (1-0) com um golo de Ricardo Sousa. Esse título, garantiu que a equipa de Aveiro, mesmo na Liga de Honra, iria participar na Taça UEFA, naquela que seria a primeira participação da equipa aurinegra numa prova europeia. 

Bilhete do Beira Mar vs Vitesse

Vitesse foi o carrasco na estreia europeia

O Beira-Mar vivia a sua estreia europeia e não teve grande sorte no sorteio, pois foi emparelhado com uma equipa com pergaminhos no futebol europeu, o Vitesse.

Apesar de tudo, a equipa de Arnhem já havia sido eliminada por duas equipas portuguesas (Sporting e Sp. Braga) em edições anteriores desta mesma prova e isso dava alguma esperança aos aurinegros.

No primeiro jogo, disputado em Aveiro, o Beira-Mar entrou melhor e, aos 41 minutos, Fary deu mesmo a vantagem à equipa aurinegra. No entanto, aproveitando a sua maior experiência internacional, o Vitesse soube acalmar os ímpetos aveirenses e deu a volta ao resultado com golos do bem conhecido van Hooijdonk (51′) e Grozdic (82′).

Com uma derrota (1-2) no duelo disputado em casa, poucos acreditavam que o Beira-Mar pudesse disputar o jogo na Holanda, mas a verdade é que o Vitesse ainda tremeu perante a vontade de vencer da equipa portuguesa.

De facto, o Beira-Mar foi sempre superior no Gelredome e viu mesmo um golo limpo de Fary ser anulado por Roland Beck, o árbitro do Liechtenstein designado para o compromisso europeu.

No entanto, apesar da excelente exibição dos aveirenses, o resultado terminou como havia começado (0-0) e, dessa forma, terminou logo na primeira ronda o périplo do Beira-Mar pela Taça UEFA (1999/00).

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Giannini era um "dez" de classe

Antes de Totti, as últimas grandes referências da Roma foram o internacional brasileiro Falcão, o mago italiano Bruno Conti e “O Príncipe”, um “dez” à antiga que revelava uma técnica e visão de jogo muito acima da média: Giuseppe Giannini. Autêntico poeta com a bola nos pés, o internacional italiano fazia o jogo mudar num ápice logo que o esférico surgia na sua posse, tornando a superioridade moral da Roma uma verdade absoluta e indiscutível. Apesar de ter jogado ao lado de craques como Hassler, Caniggia, Aldaír, Völler ou Thern, Giuseppe Giannini apenas conquistou um campeonato e três taças de Itália no seu longo percurso de quinze anos ao serviço da equipa principal romana, mas garantiu algo muito mais importante que uma mão cheia de títulos, assegurou a eternidade nos corações dos adeptos “Giallorossi.”

Dezoito anos ao serviço da Roma

Giuseppe Giannini nasceu a 20 de Agosto de 1964 em Roma e iniciou a sua carreira em 1978 no modesto Almas Roma, antes de se transferir em 1980 para “La Maggica.”

O antigo internacional italiano estreou-se na equipa principal da Roma em 1981/82, mas só assegurou a titularidade na equipa da capital de Itália em 1984/85, tendo efectuado 436 jogos e marcado 75 golos ao longo de um extenso percurso de quinze anos nos “giallorossi.”

Nesse período (1981-1996), o “dez” conquistou um campeonato italiano e três taças de Itália, tendo ainda disputado uma final da Taça UEFA (1990/91), perdida diante do Inter (0-2 e 1-0).

Giannini festeja o golo aos EUA

Presente no Mundial 90 ao serviço de Itália

Giuseppe Giannini apenas representou a “Squadra Azzurra” durante quatro anos (1987-1991), mas foi o suficiente para conquistar 47 internacionalizações e para estar presente nas fases finais do Euro 88 e Mundial 90.

No campeonato da Europa disputado na antiga Alemanha Ocidental, o então jogador da Roma foi titular nos quatro jogos da Itália na competição, tendo auxiliado a equipa transalpina a atingir as meias-finais da prova, onde foi derrotada pela União Soviética (0-2).

Dois anos depois, num campeonato do Mundo disputado no seu país natal, Giannini foi titular nos sete jogos da Itália na prova, tendo inclusivamente marcado o golo da vitória diante dos Estados Unidos (1-0) na fase de grupos. Nesse certame, a “Squadra Azzurra” classificou-se na terceira posição, apesar de não ter perdido qualquer jogo (foi eliminada nas meias-finais pela Argentina no desempate por grandes penalidades).

Giannini com a camisola do Lecce

Terminou a carreira no Lecce

Após abandonar a Roma, o internacional italiano transferiu-se para o Sturm Graz, mas nunca se adaptou à Áustria, tendo regressado a Itália em 1997/98 para representar o Nápoles.

Não se conseguindo impor nos napolitanos, Giannini transferiu-se em Janeiro de 1998 para o Lecce, onde ao longo de época e meia e mesmo no ocaso da carreira, ainda conseguiu efectuar cinquenta jogos oficiais (quatro golos).

Depois, no Verão de 1999, e após ter ajudado o Lecce a regressar à Série A, o médio-ofensivo retirou-se dos relvados, com quase 35 anos e dezoito épocas de futebol profissional.

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Dincic é um goleador

Um dos novos reforços do Santa Clara é um ponta de lança sérvio que acabou de marcar três golos ao Vitória de Guimarães no Torneio Pauleta: Slobodan Dincic.

Nascido a 7 de Agosto de 1982 na Sérvia, Slobodan Dincic iniciou a sua carreira no Cukaricki, clube primodivisionário sérvio no qual o atacante nunca se impôs.

Na verdade, o possante ponta de lança apenas se começou a destacar a meio da temporada 2008/09, quando se transferiu para o Srem Jakovo, então na III divisão sérvia e, aí, marcou sete golos em dez jogos, ajudando o modesto clube a atingir o segundo escalão.

37 golos nas últimas duas épocas

Em 2009/10, ainda ao serviço do Srem Jakovo, o atacante sérvio voltou a assumir-se como um goleador, agora no segundo escalão do seu país natal, tendo apontado 16 golos em 24 jogos e garantido uma transferência para o BASK Belgrado.

No clube da capital sérvia, Dincic foi o melhor marcador da II Divisão na época transacta, marcando 21 golos em 30 jogos e ajudando o BASK a ganhar o campeonato e o direito a participar na primeira divisão sérvia em 2011/12.

Apesar disso, o atacante preferiu abandonar o seu país natal pela segunda vez (actuou, sem sucesso, nos bósnios do Leotar em 2007/08 e abraçar uma aventura nos Açores e no Santa Clara.

Pura referência de área

Slobodan Dincic é um avançado de 1,96 metros e que, por isso, é importantíssimo no jogo ofensivo de uma equipa, pela forma como desgasta os defesas e ganha, constantemente, bolas no ar, seja para cabecear à baliza ou, simplesmente, servir um colega de equipa.

Não sendo muito evoluído tecnicamente, o atacante sérvio é razoável nesse aspecto, protegendo bem o esférico e demonstrando uma qualidade de passe bastante aceitável.

Finalizador por natureza, sabe procurar os melhores locais para concretizar, parecendo saber sempre onde se posicionar para dar o último toque para a baliza. Nesses momentos, é um atacante bastante frio, raramente falhando nos momentos de decisão.

Pelas suas características e sabendo-se que a Liga de Honra é uma competição em que o poder físico é extremamente importante, Dincic poderá ser um reforço de luxo para uma equipa que sonha com o regresso ao primeiro escalão do futebol nacional.

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Wilfried a festejar um golo pelo Sparta Praga

No Vitesse da Liga Holandesa, actua um dos mais promissores atacantes africanos da actualidade, o internacional marfinense: Wilfried Bony.

Nascido a 10 de Dezembro de 1988 em Bingerville, Costa do Marfim, Wilfried Bony iniciou a sua carreira no seu país natal, ao serviço do Issia Wazi, clube pelo qual se sagrou o melhor marcador da liga marfinense em 2007.

Essas boas exibições valeram-lhe a transferência para a Europa e para o Sparta Praga, clube que representou entre o Verão de 2008 até ao final de 2010, tendo marcado 21 golos em 58 jogos do campeonato checo.

Após a aventura na República Checa, o internacional marfinense voltou a mudar de ares em Janeiro de 2011, transferindo-se para os holandeses do Vitesse. Nesse clube da Eredivisie, ainda vai dando os primeiros passos na adaptação ao futebol holandês, mas, ainda assim, já marcou três golos em sete partidas.

Avançado rápido e com frieza na hora de rematar

Wilfried Bony é um avançado frio, possante e muito rápido, que se movimenta constantemente nas zonas avançadas do terreno, criando imensos problemas aos defesas que o têm de marcar.

Não sendo um portento de técnica, também não é completamente “tosco” nesse aspecto específico do jogo, sendo capaz de marcar golos de belo efeito com ambos os pés. Para além disso, e apesar de não ser muito alto (1,83 metros), é muito perigoso no jogo aéreo, concretizando com regularidade de cabeça.

Pelas suas características, trata-se de um avançado-centro que tanto pode jogar sozinho na frente como ao lado de outro ponta de lança, pois adapta-se perfeitamente a ambos os esquemas. Neste momento, com apenas 22 anos, o internacional marfinense tem tudo para crescer ainda mais no panorama futebolístico europeu.

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O primeiro obstáculo europeu do Vitória de Guimarães na caminhada para chegar à fase de grupos da Liga Europa é uma equipa dinamarquesa da qual o público português terá uma leve memória, pois defrontou o Sporting na Taça UEFA (2001/02), tendo na altura sido vergada a duas derrotas com os leões (0-3 e 2-3) e consequente eliminação da prova. Clube com apenas doze anos e ainda sem nenhum título importante, o FC Midtjylland tem sofrido injecções financeiras para quebrar a hegemonia dos dois principais clubes dinamarqueses (FC Copenhaga e Brondby), mas é bem notório que ainda terá um longo caminho a percorrer.

O FC Midtjylland actua no MCH Arena

Quem é o FC Midtjylland?

O FC Midtjylland foi fundado a 2 de Fevereiro de 1999 como resultado da fusão do Ikast FS e do Herning Fremad e chegou à primeira divisão dinamarquesa em 2000/01, tendo garantido logo um quarto lugar na estreia na competição.

Até este momento, os “lobos” já foram vice-campeões dinamarqueses por duas vezes (2006/07 e 2007/08) e estiveram presentes em quatro finais da Taça da Dinamarca, mas nunca conseguiram conquistar qualquer título.

Na temporada passada, o FC Midtjylland terminou o principal campeonato da Dinamarca na quarta posição, atrás de FC Copenhaga, Odense e Brondby.

Em termos europeus, a equipa dinamarquesa está na sua sexta participação nas provas da UEFA, sendo que a sua melhor campanha foi em 2002/03, quando atingiu a segunda eliminatória da Taça UEFA, caindo, nessa altura, aos pés do Anderlecht (1-3 e 0-3).

O plantel do FC Midtjylland

Como joga?

Como quase todas as equipas escandinavas, o FC Midtjylland actua preferencialmente em 4x4x2, sendo uma equipa bastante forte fisicamente e habitualmente perigosa nas bolas paradas.

Ainda assim, já é uma equipa com um nível técnico bastante razoável, dispondo de vários jogadores africanos para o ataque como Nworun, Igboun ou Izunna Uzochukwu, que garantem ao FC Midtjylland um bom nível de imaginação e improvisação.

No último jogo que efectuou (venceu os galeses do TNS por 5-2), o FC Midtjylland apresentou o seguinte onze: Kasper Jensen; Ipsa, Sivebaek (Izunna, 69′), Lauridsen e Juelsgard; Borring, Jakob Poulsen (Kasper Hansen, 46′), Albaek e Danny Olsen; Nworun e Igboun (Hvilsom, 46′).

Jakob Poulsen tem 17 internacionalizações

Quem é que o Vitória deve ter debaixo de olho? – Jakob Poulsen

O jogador de maior renome do plantel do FC Midtjylland é claramente o médio-centro que representou a Dinamarca no Mundial 2010: Jakob Poulsen.

Nascido a 7 de Julho de 1983, em Varde, Dinamarca, Jakob Bendix Uhd Poulsen iniciou a sua carreira no Esbjerg, onde permaneceu entre 2002 e 2006, efectuando 107 jogos e marcando 19 golos.

Essas boas exibições valeram-lhe uma transferência para o futebol holandês e para o Heerenveen, onde o internacional dinamarquês permaneceu durante dois anos e meio, mas onde nunca se assumiu como titular absoluto, preferindo regressar à Dinamarca no Verão de 2008.

Desde que regressou ao país natal, esteve duas temporadas no Aarhus, antes de se transferir para o Midtjylland logo após a sua participação no Mundial 2010 ao serviço da Dinamarca.

Jogador de grande polivalência (pode jogar como defesa-central, médio-centro, médio-direito ou até “dez”), é no miolo do meio-campo que Jakob Poulsen se sente melhor. Com bom pulmão, inteligência posicional, excelente capacidade recuperadora, boa qualidade de passe e frieza na finalização, trata-se de um médio todo o terreno a que o Vitória de Guimarães deverá dar a máxima atenção.

As possibilidades do Vitória de Guimarães

Em condições normais, o quinto classificado do campeonato português é sempre favorito perante o quarto do campeonato dinamarquês, contudo, há que ter atenção a algumas condicionantes que equilibram este confronto entre o Vitória de Guimarães e o FC Midtjylland.

Primeiro, o campeonato dinamarquês já iniciou e, para além disso, o FC Midtjylland já efectuou dois jogos europeus diante dos galeses do TNS, o que lhe garante uma superior capacidade física e óbvio ritmo competitivo.

Por outro lado, os primeiros ensaios do Vitória de Guimarães não foram animadores (derrotas com Rio Ave e Desportivo das Aves), o que também pode não ser positivo em termos anímicos para os minhotos.

Ainda assim, estou convicto que os vimaranenses têm todas as condições de superarem este obstáculo e seguirem, por direito próprio, para o playoff de acesso à fase de grupos.

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