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Posts Tagged ‘Beira-Mar’

Nazmi Faiz é uma pérola malaia

Será, com toda a certeza, uma das grandes atracções da próxima edição da Liga Zon Sagres. Um jogador oriundo da exótica Malásia que se acaba de transferir para o Beira-Mar e que já criou grande entusiasmo nos media daquele país do Sudeste Asiático: Nazmi Faiz.

Nascido a 16 de Agosto de 1994 em Lembah Karamat, Malásia, Muhamad Nazmi Faiz Bin Mansor é um produto da melhor escola de futebol do país, a Sekolah Sukan Bukit Jalil, tendo se transferido depois em 2011 para o Harimau Muda, equipa sub-23 da Malásia que actua na Liga da Singapura.

Apesar de muito jovem, o médio-centro cedo se destacou numa equipa 100% malaia, tendo chegado à formação principal em 2012 após bom desempenho na equipa secundária do Harimau Muda.

Agora, aquele que é considerado a maior pérola de sempre do futebol da Malásia prepara-se para nova aventura, saltando aos 17 anos para o muito mais exigente futebol português.

Médio-centro muito talentoso

Nazmi Faiz é preferencialmente um “oito”, sendo que reúne características que o podem fazer avançar para “dez.” Rápido e inteligente em termos posicionais, o médio-centro malaio é um jogador que demonstra uma visão de jogo muito acima da média para um jogador tão jovem, notando-se que pensa muito mais rápido que a maioria dos futebolistas da sua idade.

Em termos de capacidade de passe, trata-se, também, de um jogador evoluidíssimo, variando muito facilmente de flanco e desmarcando com mestria os colegas. Para além disso, é um jogador com pulmão e com uma aceitável capacidade de desarme, o que demonstra que além de construtor, também é um bom destruidor.

Como principal lacuna, terá, porém, o franzino corpo, ainda assim, por ser um jogador extremamente jovem, isso será facilmente corrigido durante o seu percurso evolutivo em Portugal.

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Eduardo será o nº2 para a baliza

Provável segunda escolha para a baliza de Portugal no campeonato da Europa, é um dos casos mais curiosos nesta convocatória, pois trata-se de um guarda-redes que mal jogou ao longo da época 2011/12, devido a estar tapado no Benfica pelo brasileiro Artur Moraes. Ainda assim, mereceu a confiança de Paulo Bento para estar no Euro 2012, talvez por este ainda se recordar das brilhantes actuações de Eduardo ao longo do Mundial 2010, competição onde o ainda guarda-redes encarnado fez a totalidade dos 360 minutos que Portugal somou na África do Sul e apenas sofreu um golo, fatídico, diga-se, de David Villa.

Percurso desportivo

Eduardo dos Reis Carvalho nasceu a 19 de Setembro de 1982 em Mirandela, Portugal, e é um produto das escolas de formação do Sporting Clube de Braga. Entre 2000/01 e 2005/06, o guarda-redes português foi conquistado o seu espaço no Braga B, clube secundário dos arsenalistas onde Eduardo efectuou 110 jogos, tendo, nessa fase, se sentado no banco da equipa principal dos bracarenses várias vezes.

Em 2006/07, os responsáveis do Sp. Braga, perceberam que Eduardo já não poderia continuar a competir convenientemente numa pouco exigente II Divisão nacional e, como tal, emprestaram-no ao Beira-Mar, clube onde o guarda-redes somou 20 jogos oficiais. Na temporada seguinte, Eduardo voltaria a ser cedido, desta feita ao Vitória de Setúbal, onde, sob o comando de Carlos Carvalhal, fez a sua primeira grande época, somando 41 jogos e sendo peça fundamental na conquista da Taça da Liga, após defender três grandes penalidades na final diante do Sporting.

Essa excelente época, valeu-lhe o regresso ao Sp. Braga, clube onde durante duas temporadas foi titular indiscutível, destacando-se a segunda, onde apenas sofreu 20 golos no campeonato, contribuindo para o excelente segundo lugar dos bracarenses nessa edição da Liga Zon Sagres.

No defeso de 2010/11, transferiu-se para o Génova, onde jogou com regularidade durante a época transacta (37 jogos), mas onde nunca convenceu verdadeiramente responsáveis e adeptos do clube da Ligúria. Essa falta de confiança nas suas qualidades foram decisivas para o empréstimo de Eduardo ao Benfica, todavia, aí, o guarda-redes português não foi feliz, tendo somado apenas um jogo no campeonato e oito nas taças domésticas.

Qualidades e Lacunas

Curiosamente Eduardo é um guarda-redes parecido com Rui Patrício, nomeadamente na principal lacuna, pois, tal como o guarda-redes leonino, Eduardo sempre teve problemas com os cruzamentos. A principal diferença é que, ao contrário do habitual titular verde-e-branco, Eduardo nunca conseguiu corrigir tão bem esta deficiência.

Pouco espectacular mas eficaz entre os postes, Eduardo é um guarda-redes que responde com rapidez e eficiência aos problemas que lhe são postos, pois, não sendo especialmente elástico, sabe ocupar com mestria a sua zona de acção, acabando por ser efectivo na defesa da baliza.

Para além disso, trata-se de um líder que sabe comandar muito bem o sector recuado e partilha com Rui Patrício uma especialidade: a defesa de grandes penalidades, sendo, por tudo isto, uma alternativa válida para a baliza caso Rui Patrício se magoe ou seja castigado ao longo do campeonato da Europa.

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Wilson Eduardo tem estado bem em Olhão

No Olhanense encontra-se um avançado que, por certo, merecia uma oportunidade na equipa principal do Sporting, falamos, obviamente, de Wilson Eduardo.

Nascido a 8 de Julho de 1990 em Massarelos, Portugal, Wilson Bruno Naval da Costa Eduardo iniciou a sua carreira no Pedras Rubras em 2000, tendo ainda passado pelo FC Porto antes de chegar às camadas jovens do Sporting em 2003/04.

Nos leões permaneceu depois até ao final do seu percurso juvenil, acabando emprestado ao Real Massamá na temporada 2009/10. No clube da Linha de Sintra, o avançado efectuou 13 jogos e marcou 1 golo, mudando a meio da temporada para o Portimonense da Liga de Honra, clube onde marcou três golos em dez jogos e ajudou a chegar ao principal escalão do futebol português.

Sucesso em Aveiro e Olhão

Em 2010/11, o Sporting entendeu que estava na hora de Wilson Eduardo ser emprestado a um clube da primeira divisão e, nesse seguimento, emprestou-o ao Beira-Mar. No conjunto aveirense que acabaria o campeonato na décima terceira posição, o avançado português foi peça importante, marcando cinco golos em trinta e duas partidas oficiais.

No defeso da actual temporada, ainda se pensou que Wilson Eduardo pudesse ter uma oportunidade na equipa principal do Sporting, todavia, o atacante acabou por ser novamente emprestado, desta feita ao Olhanense. No clube algarvio, o internacional sub-21 continuou a mostrar clara evolução futebolística, levando neste momento seis golos em vinte e cinco jogos e assumindo-se como peça importantíssima do Olhanense.

Extremo ou segundo avançado de grande talento

Wilson Eduardo começou a carreira como ponta de lança, mas as suas características têm levado o nortenho a actuar mais sobre os flancos do ataque, zona onde pode dar azo à sua enorme velocidade, técnica e repentismo.

Forte fisicamente e de remate fácil, o avançado de 21 anos é um jogador que não tem medo de enfrentar os adversários, sendo muito forte em lances de um contra um e inteligente na forma como surpreende os defesas.

Além de poder actuar como extremo, Wilson Eduardo também será extremamente efectivo nas costas ou apoio a um ponta de lança mais fixo, utilizando toda a sua mobilidade e inteligência posicional para arranjar espaços para o tiro ou para um desequilíbrio.

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A melhor época de Igor Pita foi em Aveiro

No Belenenses da Liga Orangina actua um defesa-esquerdo com capacidade para evoluir no Mundo do futebol caso lhe dêem oportunidades: Igor Pita.

Nascido a 31 de Maio de 1989 na Camacha, Madeira, Carlos Igor Silveira Pita é um produto das camadas jovens do Nacional da Madeira, tendo se estreado profissionalmente em 2007/08, quando efectuou dois jogos oficiais pelo Nacional.

Na temporada seguinte, o lateral-esquerdo foi utilizado em dez partidas, mas acabou por abandonar a equipa madeirense no final da época, transferindo-se para o Beira-Mar. Na equipa aveirense, fez uma espectacular época de 2009/10, efectuando 33 jogos e sendo quase sempre titular na equipa que haveria de garantir a subida ao principal escalão do futebol português nessa temporada.

Não teve sucesso nem em Chipre nem no Marítimo

2010/11 foi uma temporada que começou em Chipre para Igor Pita, pois o lateral-esquerdo transferiu-se para o Doxa Katokopia. No clube cipriota, o defesa madeirense não se impôs e, a meio da época, voltou a mudar de ares, transferindo-se para o Marítimo.

No regresso à Madeira também não foi feliz, sendo apenas utilizado na equipa B do Marítimo, sendo natural que no final da época tenha abandonado a equipa insular e se transferido por empréstimo para o continente e para o Belenenses.

Na equipa lisboeta, o lateral-esquerdo não tem sido titular indiscutível (tem dez jogos realizados), mas sempre que foi utilizado demonstrou grande competência, destacando-se a exibição sóbria e segura que fez em Alvalade em jogo da Taça de Portugal.

Lateral-esquerdo sério e competente

Igor Pita é um lateral-esquerdo de 1,84 metros que se destaca pelo bom pulmão, velocidade e segurança e competência no processo defensivo da equipa que defende.

Ofensivamente, é um jogador que sabe subir no flanco sendo incisivo e inteligente na forma como o faz, pois nunca coloca em causa a segurança defensiva quando sobe no terreno.

Neste momento, com 22 anos, trata-se de um jovem jogaodr português com condições para evoluir no futebol português, até porque actua numa posição onde, normalmente, existe muita escassez de valores nacionais.

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L. Pimenta é um produto das escolas do Benfica

No Atlético actua uma jovem promessa lusitana criada nas escolas do Sport Lisboa e Benfica e que, por certo, almejará regressar um dia ao ninho da águia: Leandro Pimenta.

Nascido a 9 de Julho de 1990 em Albufeira, Leandro António Coelho Pimenta é um produto das escolas do Sport Lisboa e Benfica, tendo brilhado nas camadas jovens encarnadas como médio polivalente que tanto podia jogar numa posição mais defensiva, como a interior-esquerdo ou, inclusivamente, médio ofensivo.

Numa espiral de empréstimos

Em 2009/10, na transição para futebolista sénior, Leandro Pimenta foi emprestado ao Beira-Mar, então na Liga de Honra. No clube aveirense, porém, o médio português não se conseguiu impor, terminando a temporada com apenas 533 minutos realizados em todas as competições oficiais.

Na temporada seguinte, Leandro Pimenta foi emprestado ao Fátima, mas voltou a não ser feliz, não se assumindo como titular no clube que acabou por descer à II divisão nacional no final da época.

Na actual época, foi a vez do jovem português ser emprestado ao Atlético e, aí, finalmente Leandro Pimenta se assumiu como titular absoluto, somando 11 jogos como titular pelo clube da Tapadinha e sendo, claramente, uma das peças fundamentais de uma equipa que se assume como uma surpreendente candidata à subida ao primeiro escalão.

Médio polivalente que também pode jogar como lateral

Leandro Pimenta é preferencialmente um médio-centro, que tanto pode jogar numa posição mais defensiva como em sectores mais ofensivos do relvado, demonstrando ter boa técnica individual, interessante visão de jogo e um posicionamento no terreno de jogo de grande qualidade.

Para além disso, a sua polivalência também lhe permite actuar como interior-esquerdo e, inclusivamente, a lateral-esquerdo, assumindo-se sempre como um jogador muito seguro, generoso e que sabe cumprir com aquilo que o treinador lhe pede.

Neste momento, com 21 anos, e a viver a primeira temporada sénior como titular absoluto, Leandro Pimenta aproxima-se finalmente do grande sonho de, um dia, poder vestir a camisola principal do Sport Lisboa e Benfica.

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Fary era o goleador dos aveirenses

Em 1998/99, apesar de ter terminado o campeonato na décima-sexta posição e descido ao segundo escalão do futebol português, o Beira-Mar fez uma grande campanha na Taça de Portugal, culminada com a conquista da prova rainha do panorama futebolístico nacional, graças a um triunfo na final diante do Campomaiorense (1-0) com um golo de Ricardo Sousa. Esse título, garantiu que a equipa de Aveiro, mesmo na Liga de Honra, iria participar na Taça UEFA, naquela que seria a primeira participação da equipa aurinegra numa prova europeia. 

Bilhete do Beira Mar vs Vitesse

Vitesse foi o carrasco na estreia europeia

O Beira-Mar vivia a sua estreia europeia e não teve grande sorte no sorteio, pois foi emparelhado com uma equipa com pergaminhos no futebol europeu, o Vitesse.

Apesar de tudo, a equipa de Arnhem já havia sido eliminada por duas equipas portuguesas (Sporting e Sp. Braga) em edições anteriores desta mesma prova e isso dava alguma esperança aos aurinegros.

No primeiro jogo, disputado em Aveiro, o Beira-Mar entrou melhor e, aos 41 minutos, Fary deu mesmo a vantagem à equipa aurinegra. No entanto, aproveitando a sua maior experiência internacional, o Vitesse soube acalmar os ímpetos aveirenses e deu a volta ao resultado com golos do bem conhecido van Hooijdonk (51′) e Grozdic (82′).

Com uma derrota (1-2) no duelo disputado em casa, poucos acreditavam que o Beira-Mar pudesse disputar o jogo na Holanda, mas a verdade é que o Vitesse ainda tremeu perante a vontade de vencer da equipa portuguesa.

De facto, o Beira-Mar foi sempre superior no Gelredome e viu mesmo um golo limpo de Fary ser anulado por Roland Beck, o árbitro do Liechtenstein designado para o compromisso europeu.

No entanto, apesar da excelente exibição dos aveirenses, o resultado terminou como havia começado (0-0) e, dessa forma, terminou logo na primeira ronda o périplo do Beira-Mar pela Taça UEFA (1999/00).

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Marcelo Labarthe no Grémio

No Verão de 2005, no rescaldo da temporada do “quase”, o Sporting foi ao Rio Grande do Sul adquirir aquele que se dizia ser uma das grandes promessas do Internacional de Porto Alegre e, mais do que isso, o novo “Deco”: Marcelo Labarthe. Rotulado de grande talento, mas com apenas 21 anos, o Sporting entendeu que era melhor emprestá-lo a outros clubes portugueses, para que, futuramente, explodisse nos verde-e-brancos. Todavia, os leões rapidamente perceberam que alguém que não se impõe no Beira-Mar ou no Vitória de Setúbal dificilmente será uma mais valia para o Sporting Clube de Portugal…

Produto das escolas do Internacional

Marcelo Martini Labarthe nasceu a 12 de Agosto de 1984 em Porto Alegre, Brasil, e frequentou as escolas de um dos grandes clubes do Estado do Rio Grande do Sul, o Internacional de Porto Alegre.

Após alguns jogos pela equipa principal do “Colorado”, começou-se a falar do talento do jovem “dez”, que se dizia reunir as características de outro jogador que havia brilhado em Portugal: Deco.

Assim sendo, o Sporting avançou para a sua contratação em 2005, emprestando-o, nessa temporada de 2005/06 ao Beira-Mar, onde Labarthe não conseguiu confirmar tudo o que se dizia sobre si, efectuando apenas 13 jogos num clube que, na altura, estava no segundo escalão do futebol português.

Apesar da desilusão na experiência em Aveiro, o Sporting entendeu dar mais uma oportunidade ao criativo brasileiro, emprestando-o, em 2006/07, ao Vitória de Setúbal. Nos sadinos, todavia, o sucesso voltou a ser o mesmo, ou seja, (quase) nulo, com Marcelo Labarthe a não fazer mais do que onze jogos de futebol pálido e pouco inspirado.

Nunca confirmou o seu potencial

Após o empréstimo ao Vitória de Setúbal, o Sporting percebeu que Labarthe nunca seria uma mais-valia e deixou de ter um vínculo contratual com o brasileiro.

Assim sendo, em 2007, o canarinho regressou ao Brasil e ao Rio Grande do Sul, para representar o Grémio, todavia, não criou qualquer impacto, mudando-se, dois anos depois, para o Japão, onde representou o Ventforet Kofu.

Após novo insucesso, desta vez em terras nipónicas, Marcelo Labarthe regressou ao Brasil, onde já representou clubes modestos como o Uberlândia, Caxias do Sul e, neste momento, já com 26 anos, o São José.

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