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Archive for Abril, 2011

"No pasa nada, tenemos a Arconada" era o que cantavam os adeptos da Real Sociedad

Um dos principais jogadores da história da Real Sociedad e da selecção espanhola foi o guarda-redes Luis Arconada, um atleta que marcou uma época no futebol europeu no final da década de 70 e durante toda a década de 80. Duas vezes campeão espanhol e vice-campeão europeu ao serviço de Espanha, Arconada era um guarda-redes de extraordinários reflexos que lhe permitiam fazer defesas (quase) impossíveis e efectuar exibições que vão ficar para sempre na memória dos adeptos da Real Sociedad e de Espanha. Afinal, não era por acaso que os adeptos donostiarras cantavam “No pasa nada, tenemos a Arconada”.

Arconada só conheceu um clube em toda a sua carreira

Produto das escolas da Real Sociedad, Luis Arconada actuou toda a sua carreira nesse clube de San Sebastián, tendo passado pelas camadas jovens, equipa secundária e, obviamente, conjunto principal.

Entre 1974 e 1989 (período em que representou a equipa A da Real Sociedad), Luis Arconada vestiu a camisola do clube basco por 551 ocasiões, tendo conquistado dois campeonatos espanhóis (1980/81 e 1981/82), uma Taça do Rei (1986/87) e uma Supertaça espanhola (1981/82). Individualmente, conquistou três troféus Zamora (1979/80, 1980/81 e 1981/82), prémio atribuído aos guarda-redes com menor rácio de golos sofridos por jogos efectuados no campeonato espanhol.

Desde que abandonou a Real Sociedad, todos os guarda-redes que vestiram a camisola do clube basco têm tido dificuldade em quebrar a lenda de Arconada, que, invariavelmente, leva adeptos e imprensa a estabelecerem constantes comparações que em nada facilitam a vida dos novos guarda-redes do clube de San Sebastián.

Grande figura da selecção espanhola

Luis Arconada representou Espanha por 68 ocasiões entre 1977 e 1985, tendo estado presente nos campeonatos do Mundo de 1978 (suplente não utilizado numa prova em que os espanhóis não passaram da primeira fase) e 1982 (titular e capitão de uma equipa eliminada na segunda fase de grupos).

Em termos de campeonato da Europa, esteve presente no de 1980, em que a Espanha não passou da primeira fase, e de 1984, onde ajudou “nuestros hermanos” a alcançarem a final, mas onde acabou por ficar ligado à derrota espanhola no duelo decisivo por duas bolas a zero diante da França, ao falhar uma defesa fácil a livre de Platini.

Era previsível que Luís Arconada fosse titular durante o Mundial 1986 a disputar no México, contudo, uma grave lesão sofrida ao serviço da Real Sociedad na época 1985/86, acabou por significar o fim precoce do seu reinado na baliza da selecção espanhola.

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Milan Stepanov no FC Porto

No Verão de 2007 chegava ao FC Porto um promissor defesa-central sérvio de quem se esperava muito, Milan Stepanov. Oriundo do Trabzonspor, onde era considerado uma das principais figuras, vinha referenciado como um central rápido, muito forte no jogo aéreo e bastante competente nos duelos individuais junto à relva, contudo, depois de ter começado por garantir a titularidade no clube azul-e-branco, acabou por ficar definitivamente marcado por um péssimo jogo em Liverpool, onde os dragões perderam por quatro bolas a uma e Stepanov foi um dos pincipais culpados. De facto, após essa fraquíssima exibição, o internacional sérvio nunca mais foi visto com bons olhos no FC Porto, acabando por sair dos dragões, sem honra nem glória, no final da temporada 2008/09.

Produto das escolas do Vojvodina

Milan Stepanov nasceu a 2 de Abril de 1983 em Novi Sad, Sérvia, tendo iniciado a sua carreira futebolística no Vojvodina da sua cidade natal. Nesse clube sérvio, também haveria de se estrear pela equipa principal em 2000, permanecendo no conjunto mais emblemático de Novi Sad até meio da temporada 2005/06, somando 105 jogos (6 golos).

Depois, no defeso de Inverno dessa época, transferiu-se para o futebol turco e para o Trabzonspor, onde se assumiu como uma figura extremamente importante. No clube de Trabzon, haveria de somar 40 jogos (1 golo) e grandes exibições em época e meia, desperando o interesse de vários clubes europeus.

Estadia no Dragão foi marcada pela má exibição de Liverpool

Apesar do interesse de vários clubes europeus, Stepanov haveria de se transferir para o FC Porto que esperava que o internacional sérvio se tornasse numa das grandes referências de uma defesa recém-órfã de Pepe.

De facto, após passar por um período de adaptação, tudo parecia correr de feição para Stepanov, que começava a garantir a titularidade na equipa azul e branca naquela época de 2007/08.

Contudo, a 28 de Novembro de 2007, num duelo da Liga dos Campeões diante do Liverpool, o internacional sérvio fez uma exibição deplorável, tendo contribuído para um pesado desaire portista por quatro bolas a uma e marcado definitivamente e de forma negativa a sua passagem pelo FC Porto.

Na verdade, a partir daí, o ex-jogador do Trabzonspor pouco mais jogou, sendo que terminou a temporada 2007/08 com 17 jogos realizados e a seguinte com apenas dez, sendo nove deles a contar para a Taça de Portugal ou Taça da Liga.

Empréstimo ao Málaga antes do regresso à Turquia

Em 2009/10, ainda ligado contratualmente ao FC Porto, o defesa-central esteve emprestado ao Málaga, mas apenas fez 13 jogos, tendo, no início da actual temporada, se transferido definitivamente para o Bursaspor.

No regresso ao campeonato turco, Stepanov não tem tido vida fácil para se assumir como titular no actual campeão turco, somando apenas dez partidas desde que se iniciou a época de 2010/11.

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Mario Mutsch é um jogador raçudo

No Metz da Ligue II (segundo escalão do futebol francês) actua um trinco/lateral-direito luxemburguês de grande raça e inteligência posicional: Mario Mutsch.

Apesar de ter nascido a 3 de Setembro de 1984 em St. Vith, Bélgica, o médio defensivo optou pela nacionalidade luxemburguesa pelo facto do seu pai ter nascido naquele país. Apesar disso, a sua carreira nunca passou pelo Luxemburgo, dado que Mario Mutsch iniciou-se no futebol juvenil em modestas equipas belgas como o RFC St. Vith e o Olympique Recht, tendo depois actuado profissionalmente noutros dois clubes da Bélgica: entre 2002 e 2005 no modestíssimo Spa, onde efectuou 78 jogos (12 golos); e em 2005/06 no não menos modesto Union La Calamine, onde realizou 27 jogos.

Passagem pela Alemanha e Suíça, antes de chegar ao Metz

Em 2006/2007, Mario Mutsch abandonou o futebol belga e transferiu-se para o Alemannia Achen, onde, ainda assim, apenas conseguiu actuar pela equipa secundária. Assim sendo, na temporada seguinte, o internacional luxemburguês mudou de clube e de país, transferindo-se para a Suíça e para o Aarau, onde, em duas épocas, efectuou 56 jogos (3 golos).

As boas exibições ao serviço do clube da primeira divisão helvética valeram-lhe, em 2009/10, nova mudança de campeonato, tendo Mario Mutsch se transferido para a Ligue II e para o Metz. No histórico clube francês, agora no escalão secundário, o internacional luxemburguês assumiu-se como um dos principais elementos do Metz, somando 57 jogos (1 golo) e já tendo assegurado uma transferência para o FC Sion para a temporada 2011/12.

A trinco ou lateral revela sempre as mesmas qualidades

Mario Mutsch é um internacional luxemburguês (33 jogos, 1 golo) que não se destaca por ser um portento de técnica, mas por revelar uma enorme raça e generosidade na forma como se exibe dentro das quatro linhas.

Rápido e com um excelente sentido posicional, é um jogador de perfil defensivo, funcionando na perfeição na posição “seis”. Polivalente, também pode ser deslocado para o lado direito da defesa, onde se revela um atleta extremamente competente como lateral, garantindo grande segurança defensiva.

Neste momento, com 26 anos, é um elemento que ainda daria muito jeito a um clube de perfil médio/médio-baixo do principal escalão do futebol português.

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Michel é a grande estrela do Penafiel

No Penafiel actua um avançado-centro de grande qualidade técnica e que marca claramente a diferença no plantel daquela equipa nortenha: Michel.

Nascido a 22 de Agosto de 1986 no Rio de Janeiro, Brasil, Michel Souza Silva começou a sua carreira no Futsal, tendo chegado ao Penafiel na temporada 2008/09, quando ajudou os penafidelenses a subir à II Liga, apontando catorze golos em trinta e quatro jogos.

Na temporada seguinte e no que já leva a actual época de 2010/11, Michel assume-se como a grande figura do Penafiel e o seu autêntico abono de família, somando 20 golos em 57 jogos (combinado das duas temporadas). Principal elemento desequilibrador do Penafiel, é o líder de uma equipa que tenta garantir a manutenção no segundo escalão do futebol português.

Finalizador nato e dotado de boa técnica

O ponta de lança do Penafiel é um jogador muito oportuno que aparece quase sempre no sítio certo para facturar. Rápido, móvel, com boa técnica individual e forte presença na área, torna-se num avançado muito difícil de marcar e controlar pelo último reduto contrário.

Pelas suas características, tanto pode jogar sozinho na frente num 4x3x3 como ao lado de outro avançado num 4x4x2, sendo que nesta última hipótese, o curioso é que tem qualidades que tanto lhe permitem jogar como avançado mais móvel como numa função de ponta de lança mais fixo.

Com 24 anos, Michel é, claramente, um avançado para outros palcos, sendo que merece jogar pelo menos num clube médio do principal escalão do futebol português.

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Viram-se grandes talentos na Pontinha

Por motivos profissionais, estive presente no Torneio Internacional da Pontinha, onde tive o prazer de ver alguns jogos do escalão de infantis, com equipas de renome como o FC Porto, Benfica, Sporting, Real Madrid e Manchester City, mas também outras equipas mais modestas como o Nacional, o anfitrião Cultural e o primeiro clube onde jogou Cristiano Ronaldo (patrono do Torneio), o Andorinha.

Nesse torneio que o Real Madrid haveria de vencer após superar o Benfica na final, saltaram-me à vista alguns jogadores que me impressionaram e, desses, falarei de três que penso que têm tudo para serem grandes jogadores de futuro: Luca Zidane (guarda-redes), Moreto Cassamá (médio-centro) e Madiu Bari (avançado).

Luca Zidane – Guarda-Redes – Real Madrid CF

Um dos jogadores que me impressionou bastante nesta prova foi o jovem guarda-redes do Real Madrid, Luca Zidane. Filho do mítico Zinedine Zidane, joga numa posição completamente antagónica daquela que foi desempenhada pelo pai, todavia, a qualidade para ser um jogador de grande qualidade está lá.

Rápido, muito bom a sair-se aos cruzamentos e aos pés dos jogadores e extraordinário na ocupação da baliza, Luca Zidane é um guarda-redes muito “adulto” para um elemento que ainda é sub-13, denotando uma frieza e uma maturidade que lhe podem fazer chegar muito alto no Mundo do futebol.

Moreto Cassamá – Médio-Centro – Sporting CP

O Sporting desiludiu nesta prova, não alcançando melhor que a sexta posição, todavia, o seu trinco Moreto Cassamá foi claramente um dos melhores jogadores do Torneio Internacional da Pontinha.

Com uma inteligência posicional fantástica e um enorme pulmão, Moreto Cassamá pautou todo o jogo do Sporting no miolo, mostrando um futebol eficaz, mas de grande qualidade técnica e criatividade, chegando a ser um regalo sempre que o pequeno jogador verde-e-branco tocava no esférico. Claramente um jogador a rever nos próximos tempos, pois trata-se de um diamante pronto a ser lapidado.

Madiu Bari – Avançado – SL Benfica

Na equipa encarnada, vice-campeã do Torneio Internacional da Pontinha, destacaram-se alguns jogadores, mas eu vou deter-me no rápido e oportuno avançado Madiu Bari.

Tanto no centro do ataque como descaído no flanco direito, o atacante do Benfica foi sempre um quebra-cabeças para as defesas adversárias, graças à sua forte capacidade física, grande velocidade e técnica evoluída. Depois, como se essas qualidades não bastassem, trata-se de um jogador muito frio na hora da atirar à baliza, sendo capaz de marcar golos mesmo com o ângulo do remate muito desfavorável. Um avançado de grande talento, pronto a vingar num futebol português que vive grandes carências nessa posição específica.

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Tomé desperdiçou ocasião soberana em Magdeburgo

Na temporada de 1973/74, o Sporting haveria de fazer uma das melhores épocas da sua história. Contando com elementos da qualidade de Yazalde, Dinis ou Damas, os leões conquistaram o campeonato nacional e a Taça de Portugal, tendo ficado a um pequeníssimo passo da final da Taça das Taças. De facto, após eliminarem os galeses do Cardiff City, os ingleses do Sunderland e os suíços do FC Zurique, os verde-e-brancos foram emparelhados nas meias-finais com a equipa do Magdeburgo, um dos principais conjuntos da Alemanha Oriental. Numa eliminatória em que o Sporting foi mais forte, foi a falta de pontaria dos avançados leoninos que impediu o Sporting de, na altura, alcançar a sua segunda final europeia.

Eliminatórias renhidas com Cardiff City e Sunderland antes de um passeio à Suíça

A primeira eliminatória colocou os leões a actuarem com a frágil equipa galesa do Cardiff City e pensava-se que o Sporting iria eliminar os britânicos sem problemas, todavia, não foi bem assim. Após uma igualdade no País de Gales (0-0), o Sporting suou para vencer o Cardiff City em Alvalade por 2-1 e, assim, passar à segunda ronda.

Nessa segunda eliminatória, novo adversário britânico e novo duelo bem disputado. Diante do Sunderland, o Sporting até perdeu a primeira mão (1-2) em terras inglesas, todavia, em Alvalade, houve frieza para dar a volta ao resultado e os verde-e-brancos acabaram por vencer o Sunderland por 2-0, garantindo o apuramento para os quartos de final.

Favorito diante do FC Zurique, o Sporting não deu quaisquer hipóteses ao conjunto helvético nos quartos de final, superando os suíços por três bolas a zero em Alvalade e empatando, sem grandes problemas, em Zurique (1-1).

Finalização desinspirada roubou final europeia aos leões

Nas meias-finais, o Sporting defrontou os alemães do Magdeburgo, uma das prinicipais equipas da antiga RDA. Na primeira mão, disputada em Alvalade, os leões falharam golos que dariam para ganhar duas eliminatórias, chegando ao cúmulo de desperdiçarem um penalti por intermédio de Dinis. Nesse encontro, os alemães adiantaram-se com um auto-golo de Carlos Pereira e apenas um golo de Manaca a treze minutos do final garantiu o empate aos leões (1-1).

Depois, em Magdeburgo, o Sporting privado de Dinis e Yazalde, entrou mal na partida e chegou a estar a perder por 2-0, graças aos golos de Pommerank e Sparwasser, todavia, a treze minutos do final, Marinho reduziu para 2-1 e deu esperança à equipa portuguesa.

O tempo ia passando até que, bem perto do final, Tomé teve uma ocasião soberana para fazer 0 2-2 e garantir o apuramento verde-e-branco para a final da prova europeia. No entanto, quando já todos os adeptos leoninos esperavam o tento salvador, Tomé falhou o que não podia desperdiçar e os alemães de leste garantiram o acesso à final que haveriam de vencer, ao superarem o Milão por 2-0.

Curiosamente, este jogo disputou-se na véspera do 25 de Abril e, devido à revolução, os jogadores do Sporting só conseguiram regressar a Portugal no dia 26 de Abril de 1974.

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Kikin a festejar o golo ao Belenenses

No defeso de 2006/07, chegava ao Benfica um atacante mexicano que se pensava que pudesse ser uma enorme mais valia para o plantel encarnado: Kikin Fonseca. Com bastante crédito na América Central e tendo marcado um golo a Portugal no Mundial 2006, o internacional mexicano parecia ter tudo para vingar no Estádio da Luz, entusiasmando os adeptos das águias, que já sonhavam com muitos golos e grandes exibições. No entanto, apesar de ter deixado excelente impressão pela capacidade de luta e pela entrega no terreno de jogo, o trajecto do avançado mexicano no Benfica acabou por ser demasiado curto, pois Kikin limitou-se a marcar 3 golos em 13 jogos, regressando ao México, menos de seis meses depois.

Apareceu no La Piedad e explodiu no Pumas

Nascido a 2 de Outubro de 1979, José Francisco “Kikin” Fonseca Guzmán iniciou a sua carreira no La Piedad em 2001, onde fez 28 partidas, sendo que a maior parte delas tenham sido como suplente. No ano seguinte, trocou o La Piedad pelo Pumas, brilhando até ao final de 2004, com 24 golos em 80 jogos e excelentes exibições individuais.

Posteriormente, no início de 2005, Kikin transferiu-se para o Cruz Azul, numa das mais caras transferências de sempre do futebol mexicano. Durante época e meia, o avançado raçudo provou que o histórico clube mexicano tinha acertado na sua contratação, marcando 25 golos em 48 jogos.

Passagem fugaz pelo Benfica

O sucesso ao serviço do Cruz Azul, aliado a um bom campeonato do Mundo de 2006 ao serviço do México, levaram os responsáveis encarnados a avançarem para a sua contratação no defeso de 2006/07. Chegado ao Benfica, esperava-se muito de Kikin Fonseca, mas o certo é que o atacante mexicano apesar de demonstrar ser um atacante com qualidades, como a enorme entrega, a raça e a mobilidade, nunca foi capaz de se revelar aquilo que os benfiquistas mais esperavam dele, um goleador.

De facto, em época e meia, Kikin Fonseca marcou 3 golos em 13 jogos, sendo dois deles num desafio para a Taça de Portugal diante do Oliveira do Bairro. Curiosamente, os três golos que marcou (o outro foi diante do Belenenses para o campeonato) surgiram nos dois últimos jogos que fez pelo Benfica, dando a ideia que talvez se tenha ido embora quando se começava a adaptar ao futebol português.

Regresso ao México

Após a curta experiência encarnada, o internacional mexicano regressou ao seu país natal, tendo se transferido para o Tigres. Nesse clube, haveria de permanecer até 2011, sendo um habitual titular, mas não revelando uma média de golos por aí além, pois apenas marcou 15 em 109 jogos.

Este ano, trocou o Tigres pelo Atlante, onde soma 5 golos em 8 jogos e mantém-se como um dos bons avançados do futebol mexicano.

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