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Fortounis é uma promessa helénica

Fortounis é uma promessa helénica

Um dos jogadores que se está a destacar na actual edição do campeonato grego, confirmando dessa forma o excelente desempenho que já havia tido na temporada transacta, é o médio-ofensivo Konstantinos Fortounis, um dos imprescindíveis de Marco Silva no seu novo projecto no Olympiakos.

Trata-se de um futebolista nascido a 16 de Outubro de 1992 em Trikala, Grécia, e que é precisamente um produto das camadas jovens do histórico emblema do Pireu, ainda que o início do seu percurso no futebol sénior tenha passado por outras paragens helénicas, nomeadamente pelo Trikala (2008 a 2010) e Asteras Tripolis (2010 a 2011).

Experiência germânica

As excelentes exibições no Asteras Tripolis, onde somou 25 jogos (um golo) na temporada 2010/11, valeram-lhe o rótulo de uma das grandes promessas do futebol europeu e, também, o passaporte para a Bundesliga, tendo o jovem grego assinado contrato com o Kaiserslautern, isto apesar do interesse de outros colossos como a Juventus.

Na Alemanha, todavia, o sonho da Bundesliga durou apenas a temporada de 2011/12, uma vez que o Kaiserslautern haveria de descer de divisão no final dessa campanha, tendo então Fortounis actuado na 2. Bundesliga nas duas épocas seguintes, somando, entre 2011 e 2014, um total de 77 jogos (três golos).

Recuperado pelo Olympiakos

Quem o iria resgatar à segunda divisão germânica foi o Olympiakos, clube da sua génese futebolística, e que voltou a apostar no agora internacional grego, oferecendo-lhe inclusivamente um lugar de destaque no onze do emblema do Pireu.

Desde o Verão de 2014, Kostas Fortounis tem assumido-se como uma das principais figuras do Olympiakos, tendo somado 36 jogos (10 golos), na época passada, sob o comando de Vítor Pereira, e acumulando oito jogos (seis golos) na actual campanha, já com Marco Silva como timoneiro.

Médio-ofensivo com golo

Konstantinos “Kostas” Fortounis é preferecialmente um médio-ofensivo central, vulgo “dez”, ainda que também possa actuar como avançado de suporte ou inclusivamente como falso-extremo. Inegável, contudo, é que é em zonas centrais que mais rende.

Afinal, o internacional grego destaca-se pela evoluída visão de jogo, excelente qualidade técnica e de passe, inteligência nas movimentações, sendo também muito inteligente e acima de tudo eficaz na forma como sabe aparecer em zonas de remate, algo onde cresceu muito no último ano e meio.

O seu impacto neste Olympiakos, aliás, vê-se facilmente nos números do jovem de 22 anos, uma vez que este, para além dos seis golos, também já assina seis assistências neste início de temporada.

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FC_Lokomotiv_Moscow_logo.svgDepois do confronto de má memória diante do CSKA, que o atirou para fora da Liga dos Campeões, o Sporting prepara-se para defrontar nova equipa russa, e também moscovita, mais concretamente o Lokomotiv, conjunto que terminou a última liga local na sétima posição, tendo chegado a esta Liga Europa em virtude de ter conquistado a Taça da Rússia. Algo distante do valor do CSKA Moscovo, tanto ao nível de palmarés como de qualidade do próprio plantel, a verdade é que o emblema orientado por Igor Cherevchenko poderá causar muitos problemas aos leões se estes não estiverem concentrados e inspirados.

O bonito Lokomotiv Stadium

O bonito Lokomotiv Stadium

Quem é o Lokomotiv de Moscovo?

O FC Lokomotiv de Moscovo foi fundado em 1922 com a designação de Kazanka Moskovskaya-Kazanskaya Zh.D, mas haveria de mudar o seu nome para o actual em 1936, ano em que haveria de conquistar o seu primeiro título relevante, a Taça da União Soviética, num feito que haveria de repetir em 1957.

Certo, contudo, é que o Lokomotiv de Moscovo nunca foi um clube muito relevante nos tempos da URSS, sendo sintomático que nunca tenha conquistado o campeonato desse extinto país, tendo a sua melhor campanha surgido em 1959, quando foi vice-campeão.

Diferentes, contudo, têm sido os tempos mais recentes, após o desmantelamento da URSS, uma vez que o Lokomotiv de Moscovo já conquistou dois campeonatos russos; seis taças da Rússia e duas supertaças.

Relevantes têm sido igualmente algumas campanhas europeias, sendo de destacar a presença em duas meias-finais da extinta Taça das Taças, nomeadamente em 1997/98 e 1998/99.

Niasse é o goleador do Lokomotiv

Niasse é o goleador do Lokomotiv

Como joga o Lokomotiv de Moscovo?

A equipa do Lokomotiv de Moscovo costuma actuar num 4x2x3x1 bastante claro, sendo que o principal perigo surge em zonas ofensivas, nomeadamente através da dinâmica e magia do tridente que actua nas costas do possante e excelente finalizador, Niasse.

Afinal, a secundar esse terrível ponta de lança senegalês, costumam actuar os perigosíssimos extremos: Kasaev (mais pela esquerda) e Samedov (mais pela direita), que tanto sabem oferecer profundidade e verticalidade ao respectivo flanco, como conseguem assumir igualmente posições mais interiores quando necessário. Depois, na posição “dez”, muita atenção ao grande talento deste Lokomotiv, mais concretamente o prodigioso construtor de jogo Miranchuk, de apenas 19 anos, que tem tudo para ser um dos grandes craques russos num futuro muito próximo.

Mais atrás, surge o duplo-pivot: N’Dinga/Tarasov, composto por dois elementos que se preocupam quase em exclusivo por fechar os caminhos para a defesa da equipa russa, esta composta pelo quarteto: Shishkin (direita); Denisov (esquerda); Corluka e Pejcinovic (centrais). Aqui, na verdade, poderá estar o segredo de uma eventual vitória verde-e-branca, uma vez que os laterais costumam dar muito espaço nas suas costas e, também por isso, os dois centrais terão certamente dificuldades em lidar com a dinâmica e velocidade que terá de ser imposta pelo ataque leonino.

Por fim, há ainda que falar do guarda-redes do Lokomotiv, o brasileiro Guilherme, que tem como pontos fortes a sua elasticidade e qualidade entre os postes, mas que não é muito forte nas saídas aos cruzamentos, num perfil curiosamente parecido ao “keeper” do Sporting, Rui Patrício.

Miranchuk é um verdadeiro prodígio

Miranchuk é um verdadeiro prodígio

Quem é que o Sporting deve ter debaixo de olho? Miranchuk

Com apenas 19 anos de idade, Aleksei Miranchuk é claramente a grande figura deste Lokomotiv de Moscovo, estando a viver uma ascensão verdadeiramente meteórica, isto ao ponto de já somar 44 jogos (quatro golos) pelo emblema da capital russa e duas internacionalizações A (um golo).

Nascido a 17 de Outubro de 1995 em Slavyansk-na-Kubani, Rússia, o jovem craque iniciou o seu percurso no Olymp Slavyansk-na-Kubani e ainda passou pelas camadas jovens do Spartak de Moscovo, onde foi chumbado por não considerarem que reunia as condições físicas ideais para a alta-competição.

Essa decisão do Spartak acabou por ser a sorte do Lokomotiv de Moscovo, que recebeu o jogador em 2011 e, desde 2013, tem o visto brilhar na equipa principal, sempre pautando as suas exibições pela sua superior visão de jogo e excelente qualidade técnica.

Aliás, será imperioso que o Sporting vigie constantemente as movimentações de Aleksei Miranchuk, porque cedo irá perceber que a maior parte do jogo ofensivo do Lokomotiv de Moscovo passa, efectivamente, pelo pés de veludo desta jovem promessa.

ELQuais são as possibilidades do Sporting?

É indesmentível que o Sporting tem melhor equipa do que o Lokomotiv de Moscovo, ainda que seja igualmente um facto que as ausências de Ewerton, William Carvalho, João Mário e André Carrillo aproximam mais o valor de verde-e-brancos e russos.

Nesse seguimento, o Sporting terá de ser uma equipa muito competente e equilibrada para levar de vencido o seu adversário, sendo imperioso saber explorar algumas lacunas que o Lokomotiv de Moscovo apresenta na sua defesa e controlar sempre muito bem as movimentações de Niasse e do trio de criativos que actua nas suas costas.

Certo, de qualquer maneira, é que este jogo será muito importante para as ambições do Sporting nesta Liga Europa, sendo que qualquer resultado que não seja a vitória verde-e-branca poderá complicar imediatamente as contas leoninas num agrupamento que também tem um forte Besiktas.

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FC-Dynamo-Kyiv-Logo-3DNum agrupamento com um grande favorito ao primeiro lugar (Chelsea) e outro grande favorito ao último posto (Maccabi Telavive), deverá ser diante dos ucranianos do Dínamo de Kiev que o FC Porto disputará a segunda posição deste Grupo G, numa corrida pelo prestígio e dinheiro que advirá de um eventual apuramento para os oitavos de final da Liga dos Campeões. Um adversário forte, é certo, mas ainda assim ao alcance de uma equipa azul-e-branca com uma superior qualidade individual e colectiva.

O líndissimo Olímpico de Kiev

O líndissimo Estádio Olímpico de Kiev

Quem é o Dínamo de Kiev

O Dínamo de Kiev foi fundado a 13 de Maio de 1927, ainda nos tempos da União Soviética, e sempre se assumiu como um dos grandes emblemas da antiga URSS, ou não tivesse conquistado 11 campeonatos soviéticos, nove taças da URSS e três supertaças.

Nesse mesmo período de tempo, há ainda que destacar o facto do Dínamo de Kiev ter triunfado em três competições continentais, vencendo a Taça das Taças em 1974/75 e 1985/86, assim como a Supertaça Europeia em 1975.

Posteriormente, desde que a Ucrânia se assumiu como um país independente, o Dínamo de Kiev continuou o seu percurso vitorioso, sendo desde aí o emblema com mais títulos do país, com 16 campeonatos, 11 taças e cinco supertaças.

Aliás, o clube da capital ucraniana é mesmo o actual campeão em título, isto mesmo que tenha sofrido nos últimos tempos com o crescimento exponencial do seu grande rival, Shakhtar Donetsk, equipa que venceu oito dos últimos 11 campeonatos.

Rebrov é o treinador do Dínamo

Rebrov é o treinador do Dínamo

Como joga o Dínamo de Kiev?

Prevendo-se que receba o FC Porto com uma abordagem prudente e de risco sempre muito calculado, é igualmente expectável que o Dínamo de Kiev se apresente neste duelo com o seu esquema habitual de 4x2x3x1/4x3x3 e precisamente com o mesmo onze que actuou no último jogo do campeonato ucraniano, diante do FK Oleksandria (3-0).

Nesse seguimento, o emblema orientado pelo antigo ponta de lança, Sergei Rebrov, deverá subir para o relvado do Estádio Olímpico de Kiev com o veteraníssimo guarda-redes: Shovkovskiy, seguindo-se um quarteto defensivo composto por Danilo Silva (lateral-direito); Antunes (lateral-esquerdo); Domagoj Vida e Khcheridi (defesas-centrais). Sendo um sector muito competente, e que tem sofrido poucos golos, restará ao FC Porto tentar explorar a dureza de rins de Khcheridi (actua em substituição do lesionado Dragovic), que não é especialmente forte junto ao relvado, e os momentos em que os laterais possam dar algum espaço nas suas costas.

Quanto ao meio-campo, este dá mais ênfase ao equilíbrio do sector do que propriamente em desequilibrar criativamente a equipa adversária, sendo composto por Rybalka e Miguel Veloso, que formam um duplo-pivot de tracção defensiva, e por Garmash, que, jogando um pouco mais adiantado, está longe de ser um jogador fantasista.

O perigo ofensivo deste Dínamo de Kiev, valha a verdade, parte quase sempre dos seus extremos, e principalmente por intermédio do internacional ucraniano Yarmolenko, futebolista que é letal nas venenosas diagonais que faz a partir do lado direito do ataque. A acompanhá-lo, muita atenção igualmente ao criativo e veloz ex-benfiquista Derlis González, que actua no flanco oposto, mas também ao ponta de lança brasileiro Junior Moraes, cuja mobilidade pode causar alguns problemas aos azuis-e-brancos.

Yarmolenko é a estrela do Dínamo

Yarmolenko é a estrela do Dínamo

Quem é que o FC Porto deve ter debaixo de olho? Yarmolenko

Quanto ao jogador que deverá ser visto como o perigo público deste Dínamo de Kiev, penso que não há dúvidas em apontar o dedo a Andriy Yarmolenko, avançado que soma seis golos e seis assistências nos seus primeiros nove jogos oficiais da época.

Trata-se de um futebolista nascido a 23 de Outubro de 1989 em São Petersburgo, Rússia, ainda que seja de origem ucraniana, somando mesmo 51 internacionalizações A (20 golos) por esse país. Quanto ao nível clubístico, foi no Dínamo de Kiev que evoluiu na maior parte da sua carreira, representando esse clube profissionalmente desde 2007 e somando um total de 270 jogos, 101 golos e 70 assistências.

Muito inteligente nas movimentações, é um esquerdino que actua preferencialmente pelo lado direito, isto por forma a facilitar um dos aspectos em que é mais forte, nomeadamente as venenosas diagonais que faz para criar desequilíbrios em zonas centrais, sector onde é letal tanto no capítulo da criação como da finalização.

Possante (189 cm e 82 kg), o internacional ucraniano não é propriamente lento, sabendo igualmente oferecer verticalidade no flanco direito sempre que necessário. Ou seja, mesmo que especialmente talhado para ser um falso-ala, a verdade é que Yarmolenko também sabe quando deve assumir o papel de extremo puro.

ChampsQuais são as perspectivas do FC Porto?

O duplo-confronto com o Dínamo de Kiev terá tudo para se assumir como decisivo para um eventual apuramento do FC Porto para os oitavos de final da “Champions”, sendo que um resultado positivo no jogo de hoje, no Estádio Olímpico, seria meio-caminho andado para esse desiderato.

Sendo um conjunto forte, e algo cínico, o Dínamo Kiev é, ainda assim, uma equipa ao alcance do vice-campeão nacional, conjunto que é mais forte colectivamente e, acima de tudo, mais forte em termos individuais.

Nesse seguimento, e partindo do princípio que apresentará nos jogos com os ucranianos a sua melhor face, penso que o FC Porto terá todas as condições para pontuar na Ucrânia e vencer tranquilamente no Estádio do Dragão. Ainda assim, os azuis-e-brancos deverão ser pacientes e prudentes na abordagem a este Dínamo de Kiev, que é um conjunto que é muito perigoso na exploração dos erros do adversário.

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Schelotto é internacional italiano

Schelotto é internacional italiano

Actualmente sem clube, o extremo Matias Ezequiel Schelotto tem sido falado como potencial reforço de Sporting e Benfica, ele que, aos 26 anos, já apresenta algum cartel, nomeadamente o de ser internacional A pela Itália e de já ter representado vários emblemas históricos transalpinos, como o Inter de Milão, o Parma ou a Atalanta.

Ainda assim, e mesmo que a sua carreira tenha sido passada quase toda em Itália, a verdade é que Ezequiel Schelotto nasceu a 23 de Maio de 1989 na Argentina, país onde envergou as cores do Velez Sarsfield e do Banfield, isto ainda nas camadas jovens.

2008, todavia, foi o ano da viagem para Itália, país onde começou por representar o Cesena entre 2008/09 e 2010/11, numa viagem marcada pela ascensão do terceiro ao primeiro escalão e pela realização de 66 partidas oficiais (oito golos).

Atalanta, Inter e muitos empréstimos pelo meio

Na temporada de 2010/11, contudo, Ezequiel Schelotto já representava o Cesena por empréstimo da Atalanta, sendo que o futebolista de origem argentina nem sequer haveria de terminar essa sua época de estreia na Série A nos “Cavallucci Marini”, acabando por ser cedido no Catania (14 jogos, um golo) na segunda metade dessa campanha.

Ora, a Atalanta, que havia contratado o internacional italiano no Verão de 2010, apenas o veria representar efectivamente o clube a partir de 2011/12, temporada que marcou o regresso do clube de Bérgamo à Série A, sendo que Schelotto haveria de criar um grande impacto nesse período, somando um total de 56 jogos (dois golos) e conseguindo mesmo o salto para o Inter de Milão.

Aos “nerazzurri”, aliás, esteve vinculado até ao último Verão, ainda que nem sempre os tenha representado, somando apenas um total de 13 jogos (um golo) e acabando nesse mesmo período por acumular cedências a emblemas como o Sassuolo (12 jogos, um golo – 2013/14); Parma (16 jogos, quatro golos – 2013/14); e Chievo (29 jogos – 2014/15).

Uma locomotiva que não é um prodígio técnico

Ezequiel Schelotto é um futebolista que actua preferencialmente como extremo-direito, tendo como principais valências a sua velocidade, explosividade e capacidade física, sendo acima de tudo um jogador especialmente perigoso quando embalado de trás e com espaço para progredir no terreno.

Apenas mediano em termos técnicos, tem por isso algumas dificuldades em criar desequilíbrios se não tiver esse mesmo espaço, parecendo mais indicado para explorar situações de contra-ataque, algo que já lhe mereceu o rótulo de não ser um “extremo de equipa grande”.

Nesse seguimento, talvez fosse como um lateral-direito de perfil ofensivo que talvez tivesse mais condições de vingar num emblema como o Benfica ou o Sporting, até porque à sua velocidade e envergadura física (1,87 metros, 81 quilos) há que acrescentar a natural inteligência táctica de quem actuou tantos anos no “calcio”.


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AstanaAo contrário do que sucedeu na temporada passada e que haveria de vir a revelar-se fatal nas ambições europeias dos encarnados, a verdade é que o Benfica não se pode queixar muito do sorteio referente à fase de grupos da Liga dos Campeões, tendo merecido inclusivamente a presença no agrupamento de um clube que deverá garantir, no mínimo, o apuramento das águias para os dezasseis avos de final da Liga Europa, mais concretamente o emblema cazaque do Astana, claramente o elo mais fraco deste Grupo C.

O bonito e moderno Astana Arena

O bonito e moderno Astana Arena

Quem é o Astana?

O FC Astana é um clube extremamente jovem, ou não tivesse sido fundado em 2009, isto após uma fusão entre dois clubes de Almaty, mais concretamente o FC Alma-Ata e o FC Megasport, sendo que a sua primeira designação foi de FC Lokomotiv Astana, tendo em 2011 deixado cair o termo “Lokomotiv” e ficado apenas como FC Astana.

Desde a sua génese, este clube da capital cazaque tem se esforçado para assumir um papel de destaque no futebol deste país encaixado entre a Europa e a Ásia, começando por contratar alguns jogadores de renome como o ex-internacionais russos: Titov e Tikhonov e crescendo muito rapidamente nas provas locais, onde conquistou a Taça do Cazaquistão em 2010 e 2012, a Supertaça em 2012 e 2015 e a Liga em 2014.

Ora, esse primeiro título nacional obtido no ano passado permitiu ao FC Astana assegurar a primeira participação na Liga dos Campeões em 2015/16, sendo que esta presença tem sido de pleno sucesso, uma vez que a equipa cazaque conseguiu voar até à fase de grupos, isto após eliminar sucessivamente os eslovenos do Maribor (0-1 e 3-1); os finlandeses do HJK Helsínquia (0-0 e 4-3); e os cipriotas do Apoel Nicósia (1-0 e 1-1).

Os jogadores do Astana festejam o apuramento para a fase de grupos da

Os jogadores do Astana festejam o apuramento para a fase de grupos da “Champions”

Como joga o Astana?

Pegando naquilo que foram a generalidade das partidas do FC Astana nesta fase preliminar da “Champions”, podemos dizer que o emblema cazaque privilegia o 4x2x3x1, isto com um ataque desconcertante e com um duplo-pivot onde estão talvez os dois mais fascinantes futebolistas do elenco: o sérvio Maksimovic e o colombiano Roger Cañas.

O Kairat é dono de um ataque muito móvel, composto pelo médio-ofensivo Zhukov, que consegue aliar muito bem o excelente trabalho de construção ofensiva a um bom índice de trabalho defensivo; o extremo-esquerdo Kéthévoama, dono de uma grande velocidade e capacidade de desequilíbrio; e os atacantes: Nursebayev, finalizador que joga preferencialmente na posição “nove” mas também cai na direita, e o ala-direito Dzholchiyev, que faz a movimentação exactamente oposta, num contexto de claro falso-extremo.

O duplo-pivot, ainda assim, e tal como reforcei ao início, é a zona do terreno onde habitam os elementos mais fascinantes do elenco, especialmente o jovem sérvio Maksimovic, futebolista que se sagrou recentemente campeão do Mundo de sub-20 e que sabe aliar a capacidade de equilibrar defensivamente a equipa, com um excelente início de construção ofensiva, mas também o colombiano Cañas, futebolista que também alinha no mesmo diapasão do sérvio, sendo muito inteligente na forma como ocupa os espaços defensivos, mas nunca deixando de avançar de forma confiante no terreno assim que a oportunidade o permite. Aliás, tanto Maksimovic como Cañas marcam golos com regularidade, numa prova viva da importância ofensiva da dupla.

Menos emblemático e cintilante, por outro lado, apresenta-se a defesa do FC Astana, que tem sido composta pelo guarda-redes: Nenad Eric, e o quarteto: Ilic (lateral-direito), Shomko (lateral-esquerdo), e Anicic e Postnikov (defesas-centrais). Ainda assim, há que destacar a grande experiência do internacional esloveno Ilic, futebolista de 32 anos com muitos jogos pela sua selecção e que oferece grande competência e fiabilidade no flanco direito da defesa do FC Astana.

Maksimovic é já uma certeza do futebol sérvio

Maksimovic é já uma certeza do futebol sérvio

Quem é que o Benfica deverá ter debaixo de olho? Nemanja Maksimovic

O internacional sérvio do FC Astana é claramente o elemento mais valioso do FC Astana, isto tanto ao nível do valor de mercado do internacional sub-20 sérvio, assim como da própria importância que este assume no meio-campo do emblema do Cazaquistão.

Trata-se de um futebolista nascido a 26 de Janeiro de 1995 em Banja Koviljača, Sérvia, sendo um produto das escolas do Estrela Vermelha de Belgrado, isto apesar da sua estreia profissional ter sido feita na Eslovénia, com a camisola do Domzale, em 2013.

Aí, até meados de 2015, somou 30 jogos e quatro golos, isto antes de se mudar para o FC Astana, clube que representa desde 7 de Fevereiro, acumulando um total de 24 partidas e seis golos.

Inteligente em termos posicionais e forte fisicamente (189 cm e 81 quilos), o sérvio é muito forte no jogo aéreo, sendo ainda poderoso nos confrontos individuais, onde sabe aplicar o seu corpo em seu benefício. Depois, fruto de uma técnica apreciável e boa capacidade de passe, é competente na forma como inicia o processo ofensivo do FC Astana, alternando essa função com o seu inseparável companheiro Cañas.

CLQuais são as perspectivas do Benfica?

Apesar de ser improvável que o FC Astana entregue de mão beijada os seis pontos ao Benfica, é igualmente inegável que este emblema do Cazaquistão está a anos de luz da qualidade da equipa portuguesa, ou não fosse talvez o mais frágil clube presente nesta edição 2015/16 da Liga dos Campeões.

Nesse seguimento, acredito que o clube da Luz terá todas as condições para somar os seis pontos em disputa com o FC Astana, isto mesmo acreditando que a partida do Cazaquistão, tanto pela viagem como pelo próprio ambiente que os encarnados irão encontrar, poderá apresentar algumas dificuldades ao Benfica.

Certo, de qualquer maneira, é que a chave para um eventual apuramento dos encarnados para os oitavos de final da Liga dos Campeões poderá estar mesmo neste duplo-confronto com o FC Astana, uma vez que se prevê um duelo titânico para a qualificação com os turcos do Galatasaray e, nesse tête-à-tête, a perda de pontos com o clube cazaque pode ser a “morte do artista”.

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Uma imagem recorrente: Diomande a festejar um golo pelo Stabaek

Uma imagem recorrente: Diomande a festejar um golo

O actual segundo melhor marcador do principal campeonato norueguês é Adama Diomande, futebolista de 25 anos que vai evoluindo no Stabaek, vice-líder da prova, muito por culpa dos 15 golos do jovem atacante

Nascido a 14 de Fevereiro de 1990 em Oslo, Noruega, Adama Diomande passou pelas camadas jovens do Valerenga e do Lyn, tendo se estreado no futebol sénior precisamente neste último emblema, pelo qual somou uma partida oficial em 2009.

Posteriormente, passou pelo Skeid, da terceira divisão da Noruega, ainda que tenha sido em 2011, no segundo escalão, e ao serviço do Hødd, que teve a sua verdadeira temporada de explosão, ou não tivesse somado 17 golos em 31 jogos nessa mesma campanha.

Strømsgodset permitiu entrada na elite

Em 2012, todavia, o ponta de lança haveria de assegurar o bilhete para a carruagem da Tippeligaen, nomeadamente através do Strømsgodset, clube pelo qual haveria de somar 16 golos em 50 jogos, isto em dois anos com a camisola do “Godset”.

Perante esse relativo destaque, o internacional norueguês haveria de garantir uma transferência para o Dínamo Minsk, isto numa operação que haveria de se revelar nefasta para Adama Diomande, uma vez que este nunca se adaptou ao futebol bielorusso, tendo terminado a época de 2014 com apenas três golos apontados em 32 jogos.

Ora, perante este estado de coisas, o ponta de lança preferiu voltar ao ponto de partida, regressando então à Noruega, sendo claro que essa terá sido a melhor decisão que poderia ter tomado, uma vez que tem se assumido como um verdadeiro abono de família do seu novo clube, o Stabaek, emblema pelo qual soma 23 golos em 25 jogos oficiais.

Um atacante que permite diversas soluções

Adama Diomande, que é de etnia nigeriana, representa claramente o perfil do ponta de lança africano, uma vez que é rápido, tecnicista e muito móvel, sendo ainda de destacar a sua inteligência a lidar com a linha de fora de jogo e a sua excelente capacidade finalizadora, seja com os pés ou com a cabeça.

Não sendo um colosso (180 cm e 75 quilos), é ainda assim um ponta de lança que sabe usar o corpo nos confrontos com as defesas contrárias, percebendo-se que o muito físico futebol norueguês acabou por uma excelente escola para esse propósito, oferecendo-lhe clara embalagem para se destacar ainda mais em campeonatos não tão exigentes nesses parâmetros.

A evoluir, obviamente, existem ainda alguns aspectos importantíssimos, nomeadamente na sua tomada de decisão, uma vez que Adama Diomande exagera algumas vezes em iniciativas individuais insípidas, mas também na própria consistência das suas exibições (apaga-se inexplicavelmente por vezes).

De qualquer maneira, com um treinador que tenha a paciência necessária, poderá estar aqui um avançado para outros palcos, afigurando-se como um atleta ideal para jogar ao lado de uma referência mais posicional num qualquer esquema com dois pontas de lança.

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Jiménez é uma aposta forte do Benfica para 2015/16

Jiménez é uma aposta forte do Benfica para 2015/16

O mais recente reforço do Benfica para a nova temporada é o internacional mexicano Raúl Jiménez, futebolista que começou a destacar-se no América do seu país natal, mas que chega à Luz oriundo dos espanhóis do Atlético de Madrid, clube que representou na temporada transacta.

Trata-se de um ponta de lança nascido a 5 de Maio de 1991 em Tepeji, México, e que é precisamente um produto das camadas jovens do América, emblema que representou entre 1998 e 2014, sendo que, nos últimos três desses anos, actuou ao nível da equipa sénior.

Aí, o possante atacante (190 cm, 80 kg) assumiu-se como uma excelente referência ofensiva, ou não tivesse somado 38 golos em 103 jogos oficiais, e conquistado inclusivamente uma transferência para o Atlético de Madrid a troco de 11 milhões de euros.

O salto para a capital espanhola, todavia, não correu particularmente bem ao internacional mexicano, que raramente conseguiu encontrar o seu espaço junto do onze do Atlético de Madrid, terminando a época de 2014/15 com apenas seis jogos como titular (mais 21 como suplente utilizado) e somente um golo apontado.

Tem potencial mas sentiu o salto para a Europa

Raúl Jiménez é o típico futebolista que temos de analisar através de duas vertentes, mais concretamente o seu valor actual e o seu valor potencial, sendo que o segundo é muito superior ao primeiro, em virtude do internacional mexicano ainda não parecer minimamente adaptado ao futebol do Velho Continente.

Afinal, o ponta de lança de 23 anos tem, realmente, tudo para ser um ponta de lança de grande qualidade no espectro do futebol mundial, uma vez que é fortíssimo fisicamente, algo que lhe permite ser muito forte nos duelos individuais e no jogo aéreo (é letal na finalização de cabeça), mas consegue aliar isso a uma técnica individual muito apreciável no passe, drible e finalização com o pé esquerdo, assim como a uma assinalável mobilidade.

O problema, contudo, é que Raúl Jiménez sentiu em demasia o salto do mais anárquico futebol mexicano para o mais intenso e evoluído futebol europeu, sendo que o ponta de lança, nos “colchoneros”, via-se muitas vezes facilmente engolido pelas organizações defensivas adversárias e com dificuldades extremas para se libertar dessas amarras.

Essa inadaptação, aliás, até prejudicou-o bastante no capítulo da decisão, sendo que era recorrente ver o ponta de lança a definir mal as jogadas, desperdiçando boas ocasiões para oferecer soluções interessantes para a sua equipa.

Certo, de qualquer maneira, é que o campeonato português é bem menos exigente que o espanhol, podendo então este passo atrás na carreira afigurar-se como a melhor decisão para um ponta de lança que, assim que se adaptar aos princípios do futebol europeu, tem tudo para ser um goleador de elite.

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