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Archive for Agosto, 2010

Roberto foi uma aposta de Rui Costa

Hoje não vou falar do Sport Lisboa e Benfica, mas sim da magia que é o futebol, o desporto mais espectacular e imprevisível do Mundo. Ninguém esquece a reviravolta na final da Champions League de 1999, onde o Manchester United deu a volta ao jogo nos descontos. Tal como ninguém esquece a final do Euro 96, em que Oliver Bierhoff entra e torna-se o ídolo dos alemães ao marcar os dois golos (o último no prolongamento) que derrotaram a República Checa.

Num plano muito mais micro, também nenhum Benfiquista vai esquecer o jogo de sábado e a aventura de Roberto, pois são estas novelas de final imprevisível que fazem do Futebol o desporto do povo. Quem no passado Sábado assistiu ao jogo do Sport Lisboa e Benfica, tanto no estádio como na televisão, assistiu a um dos melhores episódios de uma novela que se arrasta desde o primeiro jogo do Benfica na pré-época contra o Sion.

Esta novela não tem gémeas separadas à nascença, nem trios amorosos, mas tem um guarda-redes que custou 8,5 milhões e demonstrava muita falta de confiança, um treinador que acreditava que este guarda-redes era capaz de milagres, e um guarda-redes, até agora suplente, que esperava por uma oportunidade para “deitar abaixo” o menino 8,5 milhões.

Quando tudo se preparava para que Roberto fosse emprestado, este episódio veio dar um novo rumo à história. Foi uma daquelas reviravoltas que só são possíveis no futebol. Entre críticas a Roberto e bastantes aplausos para Júlio César  (até exagerados), o Benfica começou o jogo a ganhar. Mas ninguém esperava que Maxi Pereira e Júlio César ajudassem Roberto. Quando vi que era grande penalidade apenas pensei: “Se defende é herói. Se sofre golo o Benfica muito provavelmente não ganha o jogo (equipa ia ficar nervosa) e Roberto (mesmo sem culpa) ia ficar associado a nova derrota do Benfica”. Mas, a verdade é que, em apenas um lance de futebol, Roberto passou de “frangueiro” a herói.

Para mim, ele não pode ser tão mau como parecia, mas também não consigo ver Roberto como um grande guarda-redes só porque defendeu uma grande penalidade (Michael Thomas também marcou um golo que deu o título ao Arsenal e não é por isso que foi um grande jogador). Vejo nele qualidades mas também muitos problemas de confiança. Esta é a melhor oportunidade para segurar o lugar e mostrar o seu valor. Esta grande penalidade caiu do céu para Roberto, foi um presente de Deus.

Apesar de este ser um espaço dedicado ao Benfica, esta não é a história de Roberto, nem uma crónica a falar do Benfica, mas sim uma crónica a falar da beleza do futebol. É por tudo isto que eu amo este jogo.

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Mandzukic podia ter sido o "pinheiro" do Sporting

Quando me lembrei de criar a rubrica “Olho Clínico”, pensei que pudesse ter dupla função no panorama desportivo português. Em primeiro lugar, pensei no normal adepto de futebol, que gosta de conhecer mais e melhor e que, certamente, teria todo o interesse em descobrir novos valores das paragens mais distantes do planeta futebol, mas, por outro lado, também acreditei que pudesse ser uma boa plataforma para que os clubes portugueses, muitas vezes presos a clichés de mercado, pudessem alargar horizontes e abandonar, de vez, o mesmo mercado saturado que já não lhes permite trazer “peixe graúdo”.

Desde dia 30 de Dezembro de 2009, apresentei, neste blog, 53 jogadores, sendo que nenhum deles actuava nas principais ligas europeias e, mesmo de campeonatos de média dimensão, como o francês, o grego, o belga ou o escocês, foram muitos poucos os jogadores que referenciei, limitando-me a mostrar talentos de primeiro plano como o Eden Hazard, o Sotiris Ninis, o Lukaku ou o Aiden McGeady.

Nesta rubrica, o meu interesse foi sempre viajar para países sul-americanos, do leste europeu e até países em grande expansão futebolística como o Japão ou, numa escala inferior, Chipre e Israel. Na verdade, fiz isso porque sei que aí os atletas ainda são acessíveis aos clubes portugueses, tendo, inclusivamente, o cuidado de mostrar jogadores para a bolsa dos três grandes, mas sem descurar outros que pudessem estar ao alcance de clubes médios do nosso futebol.

Infelizmente, verifiquei que dos 53 jogadores que apresentei, apenas um se transferiu para Portugal, curiosamente um dos mais badalados pela imprensa nos últimos tempos, ainda que tenha sido apresentado no “A Outra Visão” bem antes do início do Mundial 2010 (Otamendi). Assim sendo, fui fazer um pequeno estudo à rubrica e verificar quais os jogadores que permaneciam nos clubes desde que o “A Outra Visão” havia falado deles e, dos que se tinham transferido, quais o haviam feito para um clube superior ao clube onde jogavam.

Assim sendo, dos 53 jogadores referenciados, 19 trocaram de clube, sendo que destes, dezoito se transferiram para um clube e/ou campeonato superior. A única excepção foi o arménio: Edgar Manucharyan, que, perseguido por lesões, regressou à Arménia para jogar no Pyunik Erevan.

As dezanove transferências pós “Olho Clínico”

Jackson Martinez (COL): do Independiente Medellín (COL) para o Jaguares (MEX)

Eliran Atar (ISR): do Bnei Yehuda (ISR) para o Maccabi Telavive (ISR)

Emad Moteab (EGI): do Al-Ahly (EGI) para o Standard Liège (BEL)

Emilio Izaguirre (HON): do Motagua (HON) para o Celtic (ESC)

Aiden McGeady (IRL): do Celtic (ESC) para o Spartak Moscovo (RUS)

Mario Mandzukic (CRO): do Dinamo Zagreb (CRO) para o Wolfsburgo (ALE)

Robert Lewandowski (POL): do Lech Poznan (POL) para o Borussia Dortmund (ALE)

Nicolás Otamendi (ARG): do Velez Sarsfield (ARG) para o FC Porto (POR)

Georgios Tzavelas (GRE): do Panionios (GRE) para o E. Frankfurt (ALE)

Atsuto Uchida (JAP): do Kashima Antlers (JAP) para o Schalke 04 (ALE)

Seydou Doumbia (CMA): do Young Boys (SUI) para o CSKA Moscovo (RUS)*

Aleksandr Bukharov (RUS): do Rubin Kazan (RUS) para o Zenit (RUS)

Giovanni Moreno (COL): do Atlético Nacional (COL) para o Racing Club (ARG)

Domagoj Vida (CRO): do Osijek (CRO) para o Bayer Leverkusen (ALE)

Andreas Avraam (CHI): do Apollon Limassol (CHI) para o Omónia Nicósia (CHI)

Jong Tae-Se (COR): do Kashima Antlers (JAP) para o Bochum (ALE)

Artur Sobiech (POL): do Ruch Chorzow (POL) para o Polónia Varsóvia (POL)

Pablo Armero (COL): do Palmeiras (BRA) para a Udinese (ITA)

Edgar Manucharyan (ARM): do Ajax (HOL) para o Pyunik Erevan (ARM)

*Quando fizemos o “Olho Clínico” dedicado ao Seydou Doumbia, este já tinha acordado uma transferência futura para o CSKA Moscovo.

Estas transferências mostram que, mais do que mostrar bons valores aos adeptos do futebol e fazer com que estes possam alargar, cada vez mais, os seus horizontes futebolísticos, o “Olho Clínico” pode funcionar como plataforma de descoberta de valores para os nossos clubes e para que estes possam, igualmente, alargar horizontes e desprenderem-se dos clichés que, muitas vezes, apenas lhes dão prejuízo financeiro e desportivo.

Da minha parte, irei continuar a fazer o meu melhor para vos mostrar as melhores promessas que caminham pelo mundo do futebol, mesmo que tenha de vasculhar pelos cantos mais recônditos do planeta, esperando que, um dia, a maior parte desses talentos apareça, aqui, no nosso campeonato, ao invés de tantos estrangeiros sem qualidade que, época após época, inundam as nossas ligas profissionais.

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Bochini com a sua camisola de sempre

Bochini era daqueles jogadores que ainda nos faz recordar de um futebol mágico e puro que nos escapou, cruelmente e sem que sequer nos apercebessemos, com a passagem do tempo. Um médio criativo que nos faz viajar a uma época em que o futebol fantasia reinava e em que jogadores como o argentino eram autênticos poetas que, em vez de nos maravilharem com palavras, nos alegravam a vida com mais um drible, um passe fantástico ou um golo que pensávamos ser impossível de obter. Pequenino (1,68 metros) de tamanho, foi sempre enorme dentro das quatro linhas e, nos únicos cinco minutos que jogou em um Mundial (diante da Bélgica nas meias-finais do México 86), recebeu, provavelmente, a sua maior e melhor homenagem de sempre, quando Maradona, ao ver que Bochini ia entrar, sorriu-lhe e disse: “Bien Maestro!”

Ricardo Bochini nasceu a 25 de Janeiro de 1954 em Zárate e apenas conheceu um clube na sua carreira: o Independiente, equipa que representou durante dezanove anos (1972-1991). Durante esse período, o médio ofensivo fez 740 jogos e 107 golos, conquistando inúmeros títulos como quatro Taças dos Libertadores, duas Taças Intercontinentais, três Taças Inter-Americanas e quatro campeonatos da Argentina.

Médio ofensivo com uma técnica fora do vulgar e cujo jogo tinha de passar, invariavelmente, pelos seus pés, Bochini, apesar de ter marcado mais de cem golos na sua carreira, não era um goleador natural. Ao invés, era um jogador que tinha uma excelente capacidade de drible e que parecia sempre descobrir uma linha de passe que, muitas vezes, apenas existia na sua cabeça. Na verdade, os seus passes eram tão geniais que, até hoje, um passe a rasgar a defesa e que deixa um atacante sozinho perante o guarda-redes é conhecido como um “pase bochinesco”. O argentino foi, sem dúvida, um dos melhores números dez da sua época.

Figura que sempre gerou unanimidade entre adeptos e colegas de profissão, foi sempre uma personalidade polémica entre treinadores e dirigentes. Nunca admirou directores, desconfiou de quase todos os jornalistas e sempre recusou empresários, sendo, também, grande crítico dos treinadores defensivos.

Curiosamente, sempre ignorado pelos seleccionadores argentinos para as fases finais de Mundiais, Bochini haveria de participar no Mundial 86, ao ser convocado por Billardo, ironicamente um treinador defensivo. No entanto, no México, apenas jogou cinco minutos e, como tal, sempre afirmou que não se sentia campeão do Mundo.

Era assim Bochini, uma das últimas pérolas de um futebol em estado puro que, infelizmente, teima em desvanecer com o advento da modernidade.

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Quando nos falam de uma equipa e nos informam que o seu presidente se chama António da Silva Marques e os jogadores dão pelos nomes de Hugo Veloso, Bruno Alberto, João Cunha, Pedro Reis ou Filipe Barros, ficamos convencidos de que se trata de uma equipa portuguesa. Depois, por não conhecermos nenhum destes nomes, pensamos que deverá ser um pequeno conjunto de um qualquer campeonato distrital português, onde, por certo, actuam por carolice e simplesmente por amor ao jogo. Pois bem, na verdade, essa ideia não estaria totalmente errada, pois estes jogadores não actuam nesse clube por dinheiro, mas ao contrário do que se possa pensar, eles não actuam num campeonato distrital, eles jogam no principal campeonato de um país (Andorra) e, esta temporada, até participaram na Liga Europa: eis o FC Lusitanos la Posa.

A Fundação e o êxito imediato

O FC Lusitanos la Posa foi fundado em 1999, no seio da comunidade portuguesa em Andorra e, desde sempre, a base da equipa foi composta por jogadores portugueses emigrados naquele país dos Pirineus.

No primeiro ano de vida, a equipa disputou a segunda divisão andorrana e a estreia não podia ter sido mais feliz, pois o FC Lusitanos foi logo campeão e, assim, assegurou a subida ao principal escalão de Andorra.

O Lusitanos actua no Estadi Comunal Aixovall

Campeonatos honrosos e a conquista da Taça de Andorra

Desde 2000/01, a equipa dos emigrantes portugueses em Andorra tem estado sempre na primeira divisão, tendo as suas classificações variado entre a sexta e a quarta posição. Ainda assim, apesar das classificações honrosas, o grande momento futebolístico do Lusitanos surgiu em 2001/02, quando conquistaram a Taça de Andorra, após vencerem, na final, o Inter d’Escaldes (2-0).

Durante outras duas ocasiões, o Lusitanos podia ter voltado a conquistar a Taça de Andorra, no entanto, tanto em 2008 (1-6 com o Sant Julià), como em 2009 (1-6 com o Santa Coloma), o clube dos emigrantes portugueses acabou goleado na final da competição.

A estreia nas provas da UEFA

Esta temporada, o FC Lusitanos la Posa voltou a atingir um marco histórico na sua carreira, pois, pela primeira vez, estreou-se nas competições europeias, defrontando o Rabotnicki macedónio, na primeira pré-eliminatória da Liga Europa. A participação desportiva deixou a desejar (eliminação após 0-11 no agregado), mas, a nível financeiro, tratou-se de algo extremamente importante para este pequeno clube. Esta participação foi o cumprir de um grande objectivo do Presidente do clube, que sempre sonhou ver o FC Lusitanos numa prova europeia.

Neste momento, o FC Lusitanos conta com 150 atletas nos variados escalões de futebol sendo que, naturalmente, a maioria deles são portugueses e procura alcançar o topo no panorama futebolístico daquele país dos Pirineus.

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Quinzinho foi uma grande promessa de Angola

Decorria o ano de 1995, quando chegou ao FC Porto, aquele que era tido como uma das grandes promessas do futebol angolano, um atacante rápido, fisicamente poderoso e, acima de tudo, letal na hora de atirar à baliza. Os adeptos azuis e brancos exultaram com a descrição e ainda mais esperançados ficaram quando souberam que se tratava de um jovem de apenas 21 anos e, assim, com uma enorme margem de progressão à sua frente. Durante quatro anos, Quinzinho procurou o seu espaço no FC Porto, jogando alguns jogos, marcando alguns (não muitos) golos e sendo muitas vezes emprestado, mas nunca foi capaz de dar razão a todos que o consideravam um diamante em bruto.

Joaquim Alberto Silva (Quinzinho) iniciou a sua carreira profissional aos 20 anos, ao serviço do ASA, permanecendo no clube angolano por uma temporada e sendo uma grande revelação do Girabola.

Essas exibições chamaram à atenção dos dragões que, assim, avançaram para a contratação da pérola angolana para o campeonato de 1995/96, juntando-se, nessa temporada, a Mielcarski como as grandes esperanças dos portistas em golos e poder de choque nas áreas contrárias.

Durante quatro temporadas, o internacional angolano procurou o seu espaço, mas raramente o conseguiu alcançar. Ainda assim, conseguiu facturar por seis vezes em 21 jogos, conseguindo ainda números interessantes nos empréstimos a U. Leiria (18 jogos, 3 golos) e Rio Ave (24 jogos, 8 golos).

Em 1999, desprendido do FC Porto, iniciou um périplo que o levou a vestir a camisola do Rayo Vallecano, Farense, Desportivo das Aves e Alverca e se, nos últimos dois clubes, foi titular, nunca se revelou o avançado letal que prometera no passado, pois nunca fez mais do que cinco golos numa temporada…

Depois de uma passagem relâmpago pelo Estoril, Quinzinho, em 2003, trocou o futebol português pelo chinês, onde viveu algumas temporadas interessantes ao serviço do Guangzhou (47 jogos e 17 golos em temporada e meia) e do Xiamen Lanshi (66 jogos e 20 golos em três temporadas).

A boa carreira em terras asiáticas terminou na época de 2008/09, quando o avançado angolano apenas fez um golo na temporada em que jogou pelo Wuxi Zobon, preferindo, assim, em 2009, voltar a mudar de continente, desta vez, voltando a África e ao seu país natal, onde assinou pelo Cáala.

Neste momento, aos 36 anos, Quinzinho ainda actua ao serviço do Recreativo da Cáala e continua, por certo, a pensar que a enorme pressão que lhe colocaram à chegada ao FC Porto foi-lhe prejudicial para a sua carreira desportiva.

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Em 2009/10 o Benfica goleou os sadinos por 8-1

Após ter perdido os dois primeiros jogos do campeonato, o Benfica sabe que não pode falhar na recepção ao V. Setúbal, sendo obrigada a vencer a equipa sadina para não comprometer, ainda mais, as suas aspirações no campeonato. Por outro lado, o líder FC Porto desloca-se a Vila do Conde e, embalado por cinco vitórias consecutivas em jogos oficiais, é claramente favorito à vitória final. Nesta jornada, destaque ainda para a recepção do Braga ao Marítimo, um duelo entre um europeu na mó de cima, após a eliminação do Sevilha e um ex-europeu na mó de baixo, após ter sido eliminado pelo BATE e para a sempre difícil deslocação dos leões (que vêm de uma desgastante mais saborosa deslocação aos subúrbios de Copenhaga) à Figueira da Foz.

Rio Ave-FC Porto

O FC Porto venceu os dois primeiros jogos do campeonato e, mesmo tendo jogado esta semana para as competições europeias (4-2 ao Genk), tratou-se de um desafio que, pelas suas características, não deve ter deixado mossa física na equipa azul e branca. Assim sendo, na deslocação ao campo de um adversário que ainda não marcou nem venceu na Liga Zon Sagres, o FC Porto não deverá ter dificuldades em assegurar os três pontos em disputa.

Sp. Braga-Marítimo

Num duelo entre duas equipas que jogaram, esta semana, para as competições da UEFA, o Braga é claramente favorito ao triunfo final, pois tem confirmado, esta temporada, todas as qualidades da época transacta e ainda parece mais adulto e competitivo. Ainda por cima, os arsenalistas irão entrar em campo com a confiança em alta, pois vêm de uma vitória histórica em Sevilha, que os colocou na fase de grupos da Liga dos Campeões. Assim sendo, o Marítimo, que entrou no campeonato com duas derrotas e já foi eliminado da Liga Europa terá de jogar muito mais do que tem feito até aqui para importunar a equipa arsenalista.

Naval-Sporting

Na Dinamarca, o Sporting teve muito coração, mas ainda mostrou um futebol pouco consentâneo com as suas naturais aspirações para esta época desportiva. Assim sendo, nesta sempre difícil deslocação ao campo da Naval, os leões terão de mostrar que estão em crescimento e aliarem a capacidade de luta que revelaram na passada quinta-feira, a uma maior imaginação e criatividade, para que possam superar este difícil obstáculo.

Benfica-V. Setúbal

O ano passado, os encarnados golearam os sadinos, no Estádio da Luz, por oito bolas a uma, numa das exibições mais conseguidas que o Benfica fez a época transacta. No entanto, os tempos são outros e, neste momento, o Benfica vive um grande défice de confiança, que se reflecte na forma como entra nervoso e campo e, depois, nos resultados. Assim sendo, é preciso uma vitória clara e inequívoca, para que o Benfica possa embalar para um campeonato mais de acordo com os pergaminhos e aspirações. Veremos se o V. Setúbal é o início da revitalização encarnada ou, ao invés, no acentuar da queda das águias.

Nos outros encontros, destaque para o Nacional-V. Guimarães, que coloca, frente a frente, o líder (ex-aequo com o FC Porto) do campeonato e uns vimarenenses, que ainda não perderam, mas também não conseguiram ganhar qualquer jogo. A jornada completa-se com o Beira Mar-Académica, P. Ferreira-Portimonense e Olhanense-U. Leiria.

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Golasa é uma promessa de Israel

Em Haifa, no mesmo clube onde jogam os portugueses Adrien Silva e Alex Zahavi (Maccabi Haifa), actua um dos médios criativos mais entusiasmantes do actual futebol europeu: Eyal Golasa.

Criado nas escolas do Beitar Nes Tubruk, para onde entrou aos nove anos e permaneceu até aos dezasseis, o médio ofensivo israelita rapidamente chamou à atenção de um dos gigantes do futebol de Israel, assinando, em 2008, pelo Maccabi Haifa.

Apesar de ser um jogador muito jovem (neste momento tem 18 anos), Eyal Golasa conseguiu, conquistar, devagarinho, os corações dos exigentes adeptos do Maccabi, tornando-se rapidamente no menino bonito dos “verdes”. Ao longo de duas temporadas, o médio de ataque fez seis golos em 43 jogos da Ligat Winner, o principal escalão do futebol israelita.

Médio ofensivo com grande capacidade de drible, trata-se de um jogador muito rápido e criativo, tendo, também, uma excelente capacidade de desmarcação, aparecendo inúmeras vezes na zona de finalização.

Com apenas dezoito anos, já esteve, em Fevereiro, pertíssimo de se transferir para a Lázio, mas problemas burocráticos impediram a sua transferência, sendo, neste momento, uma pérola a ser observada por grandes clubes do futebol internacional.

Deixo, aqui, um vídeo com algumas qualidades do médio ofensivo israelita, à atenção de clubes portugueses interessados num grande talento.

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