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Posts Tagged ‘Leixões’

Beto volta a uma grande competição

Depois da surpreendente chamada ao Mundial 2010, Beto volta a fazer parte dos convocados para uma grande competição internacional de selecções, juntando-se a Rui Patrício e Eduardo como opção para a baliza portuguesa. Desta feita, porém, a sua chamada é menos polémica que a do mundial sul-africano, pois Beto actuou com regularidade nos romenos do Cluj, tendo, inclusivamente, mais legitimidade de estar no lote que Eduardo, guarda-redes que pouco jogou na Luz. Ainda assim, mais que o bom balneário, poucas poderá fazer Beto, pois as perspectivas de utilização da terceira escolha de Paulo Bento para a baliza são extremamente reduzidas.

Percurso desportivo

António Alberto Bastos Pimparel “Beto” nasceu a 1 de Maio de 1982 em Lisboa e é um produto das escolas do Sporting, ainda que, como sénior, só tenha jogado pela equipa B em 2000/01, 2001/02 e 2003/04, contando-se, também, um empréstimo ao Casa Pia, pelo meio, em 2002/03.

Em 2004/05, transferiu-se definitivamente para o Chaves, clube onde não jogou, tendo mudado de ares novamente na época seguinte, onde, ao serviço do Marco, foi mais feliz, pois efectuou 27 partidas oficiais.

Em 2006/07, transferiu-se para o Leixões, iniciando um percurso de três temporadas que lhe garantiu a subida ao primeiro escalão na primeira e boas temporadas nas duas seguintes na Primeira Liga. Nesses três anos em que esteve em Matosinhos, Beto efectuou 94 jogos, tendo apenas falhado seis jogos oficiais do Leixões.

Essas boas exibições no clube de Matosinhos valeram-lhe a transferência para o FC Porto, clube onde, em duas épocas, mostrou competência mas nunca conseguiu ganhar o lugar ao titularíssimo Helton. Assim sendo, nesta temporada que agora termina, Beto acabou emprestado ao Cluj, clube onde foi utilizado com regularidade e onde se sagrou campeão romeno.

Qualidades e Lacunas

Com apenas 1,80 metros, o jogo aéreo não é claramente o forte de Beto, jogador que falha com preocupante frequência nos cruzamentos para a área.

Ainda assim, o guarda-redes formado no Sporting tem inúmeras qualidades, que passam pela elasticidade, boa capacidade de resposta, excelentes reflexos e um posicionamento bastante interessante entre os postes.

Como tal, no seu global, Beto é um guarda-redes frio e eficaz, que, tirando a lacuna supra-citada do jogo aéreo, é bastante competente no desempenho das suas funções.

Para além disso, é um elemento que costuma fazer bom balneário e, isso, num jogador que muito dificilmente actuará no Euro 2012, é fundamental.

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Renato Neto brilhou na Bélgica

O primeiro reforço de inverno do Sporting Clube de Portugal foi um produto da casa que, há ano e meio, rodava com enorme sucesso nos belgas do Cercle Brugge. Falo, obviamente, de Renato Neto.

Nascido a 27 de Setembro de 1991 em Camacan, Brasil, Renato Neto é um produto da Academia Catarinense de Futebol, tendo chegado ao futebol português e ao Sporting em 2007.

Entre 2007/08 e 2009/10, o médio evoluiu nas camadas jovens verde-e-brancas, tendo se assumido como figura importante da equipa no meio-campo ofensivo e sendo inclusivamente chamado algumas vezes à equipa principal, participando na última jornada de 2008/09 (vitória por 3-1 diante do Nacional) e na última jornada de 2009/10 (vitória por 2-1 diante do Leixões).

Em 2010/11, o brasileiro foi emprestado ao Cercle Brugge e a aventura belga foi uma etapa de grande sucesso na carreira de Renato Neto. De facto, em época e meia, o jovem canarinho efectuou 54 jogos e marcou 5 golos pelo clube belga e assumiu-se como uma das principais estrelas do segundo clube mais representativo de Brugge, granjeado imensos elogios e conseguindo, neste inverno, o regresso aos leões de Alvalade.

Faz três posições no miolo

Renato Neto é um médio polivalente, podendo actuar na posição “seis”, “oito” e “dez”, ainda que seja a “oito” que se sente mais peixe na água, pois é fortíssimo nas transições.

Jogador com elevada qualidade técnica, bastante alto (1,87 metros) e forte fisicamente, trata-se de um elemento possante e com grande pulmão, muito importante para fortalecer a zona central do meio-campo.

A tudo isso, soma um bom remate e apenas peca por não ser um elemento muito rápido, apesar de compensar essa situação com um excelente posicionamento, qualidade que refinou durante o ano e meio que esteve na Bélgica.

Com 20 anos, trata-se de um elemento com elevado potencial e que, certamente, irá crescer ainda mais nesta nova etapa da sua vida desportiva.

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Florent é uma revelação leixonense

Um dos mais interessantes novos jogadores da nossa liga secundária é claramente um defesa-esquerdo gaulês que tem brilhado nos relvados de Matosinhos ao serviço do Leixões: Florent Hanin.

Nascido a 2 de Abril de 1990, Florent Olivier Sylvain Hanin iniciou a sua carreira ao serviço do Le Havre, actuando na equipa secundária dos franceses entre 2008 e 2011 e efectuando 65 jogos (1 golo).

Neste defeso, trocou França por Portugal e o Le Havre pelo Leixões, tendo rapidamente se assumido como peça importante da equipa de Matosinhos. De facto, o gaulês soma 13 jogos oficiais e tem cumprido muito bem com o seu trabalho.

Lateral-esquerdo completo

Florent Hanin é um lateral-esquerdo que alia segurança a defender com inteligência e qualidade na forma como sobe no flanco, assumindo-se como um dos bons valores do Leixões.

Sem ser muito forte fisicamente (177 cm e 65kg), é um jogador que defende muito bem o seu flanco, sendo inteligente no desarme e rápido na recuperação, apoiando depois bem o ataque, com base na velocidade e na boa capacidade de passe.

Neste momento, com 21 anos, trata-se de um jogador para seguirem com atenção, pois poderá dar o salto para um clube com outras dimensões num futuro próximo.

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A equipa do Leixões que venceu o FC Porto (2-0)

Em 1960/61, Leixões e FC Porto apuram-se para a final da Taça de Portugal e, como esta seria entre dois clubes do norte, a Federação portuguesa de futebol dá a ambos os clubes a possibilidade de se entenderem quanto ao melhor local para disputarem o encontro decisivo. Curiosamente, o jogo acaba por se disputar nas Antas, mas o Leixões, mesmo na casa do adversário, acaba por surpreender tudo e todos, vencendo por 2-0 (golos de Silva e Osvaldo Silva), apurando-se para a Taça das Taças (1961/62), uma competição em que o Leixões iria fazer uma recuperação impressionante e seria obrigado pela NATO a jogar dois jogos fora nos quartos de final…

La Chaux de Fonds e Progresul não pararam o Leixões

Naquela que era apenas a segunda edição da Taça das Taças, o Leixões defrontou, na 1ª Ronda, os suíços do La Chaux de Fonds, uma equipa agora desconhecida, mas que, na altura, somava dois campeonatos suíços e seis taças da Suíça no palmarés. O primeiro jogo, em terras helvéticas, foi um desastre e o Leixões perdeu por 6-2, acreditando-se que a primeira presença europeia da equipa de Matosinhos ia terminar logo ali.

Contudo, na segunda mão, a equipa portuguesa encheu-se de brio e despachou o La Chaux de Fonds por 5-0 com golos de Osvaldo Silva (2), Oliveira (2) e Ventura, apurando-se para os oitavos de final numa partida memorável no pelado do Campo de Santana.

O segundo obstáculo dos leixonenses era uma equipa romena que também tinha bastante mais prestígio na altura do que tem neste momento: Progresul Bucareste. Numa eliminatória equilibrada, o Leixões começou por empatar no Estádio de Alvalade (1-1), para depois ir à Roménia surpreender o adversário vencendo o Progresul por 1-0. Nesta ronda, o marcador de ambos os golos foi a grande estrela da equipa: Osvaldo Silva.

NATO facilitou a vida ao Motor Jena

Nos quartos de final da prova, o sorteio ditou que o Leixões tinha de defrontar uma equipa da Alemanha Oriental, neste caso, o Motor Jena (agora Carl Zeiss Jena). Após chegar-se a acordo para as datas dos jogos em Jena e Lisboa, os germânicos voltam atrás e propõem que o Leixões faça os dois jogos na RDA com todas as despesas pagas.

Os leixonenses não aceitam e obrigam à intervenção da NATO, que nega os vistos de entrada em Portugal aos jogadores alemães (há quem diga que Salazar também dá o seu parecer negativo…) Como a UEFA não se meteu no assunto, o Leixões acabou mesmo por fazer os dois encontros na Alemanha Oriental, empatando 1-1 em Jena e perdendo 3-1 em Gera (campo “neutro”), terminando assim de forma inglória a sua campanha europeia, pois os leixonenses acreditam que, após o tal empate de Jena, teriam superado o clube alemão se o segundo jogo se disputasse em Portugal.

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Pedras na final da Taça que garantiu o apuramento do Leixões para a Taça UEFA

Em 2001/02, o Leixões fez uma campanha excepcional na Taça de Portugal, eliminando várias equipas de escalões superiores (a mais emblemática foi o Sp. Braga, derrotado no 1º Maio por 3-1 nas meias-finais) e apenas caindo na final, perdendo por uma bola a zero, diante do novo campeão nacional: Sporting. Assim sendo, e tendo em conta que os leões estavam apurados para a Liga dos Campeões, o Leixões, então a militar na II Divisão B, apurou-se para as competições europeias, disputando a Taça UEFA com bastante brio e, até, superando as expectativas depositadas no clube de Matosinhos.

Pré-eliminatória: Leixões 2-2 Belasica / Belasica 1-2 Leixões

Numa altura em que Portugal se encontrava bem abaixo do actual sexto lugar no Ranking UEFA, o Leixões foi obrigado a disputar uma pré-eliminatória para chegar ao quadro principal da Taça UEFA. Nessa ronda, o adversário foi uma desconhecida equipa da Macedónia, o Belasica, que apesar de não parecer um papão do futebol europeu, seria sempre um adversário difícil para uma equipa da II Divisão B lusa.

Assim sendo, foi sem surpresa que, na primeira mão, disputada no Estádio do Mar, a equipa de Matosinhos sentisse bastantes dificuldades, tendo, inclusivamente, estado a perder por 0-2 com golos de Ahmetovic, ainda que, até ao apito final, ainda tenha tido forças para recuperar da desvantagem e alcançar o 2-2 com tentos de Antchouet e Brito. Este resultado deixava tudo em aberto para a segunda mão a disputar na Macedónia.

Nessa segunda partida, o Leixões acabou por surpreender tudo e todos, jogando com enorme personalidade e chegando, inclusivamente ao 2-0 com golos de Brito e Nené. Depois, a dez minutos do fim, Baldovaliev ainda reduziu para 1-2, mas acabou por ser o único golo obtido pelo conjunto macedónio. O Leixões alcançava, dessa forma, a primeira eliminatória da Taça UEFA.

1ª Eliminatória: Leixões 2-1 PAOK / PAOK 4-1 Leixões

O sorteio acabou por colocar a equipa de Matosinhos a disputar o apuramento para a 2ª eliminatória diante de um complicado conjunto grego, o PAOK.

Na primeira mão, disputada em casa, o Leixões voltou a surpreender a Europa do futebol, ao vencer os helénicos por 2-1, graças a golos de Brito e Detinho (Kukielka marcou o tento da equipa do PAOK).

No entanto, na segunda mão, disputada no mítico Estádio Toumba, o PAOK acabou por demonstrar as naturais diferenças entre um conjunto do principal escalão grego e outra do terceiro escalão português, ao vencer por 4-1, graças a golos de Salpingidis, Okkas (2) e Koutsopoulos, perante um tento solitário de Pedras.

O Leixões era, assim, eliminado da Taça UEFA, mas deixava a competição de cabeça bem levantada e de forma orgulhosa, pois dignificou claramente o seu clube e o futebol português.

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Laranjeiro é um jogador raçudo

No Leixões actua um lateral que é oriundo das camadas jovens da União de Leiria e que tanto pode jogar no flanco direito como no esquerdo: Laranjeiro.

Nascido a 18 de Janeiro de 1983, Nuno Filipe Rodrigues Laranjeiro é um produto das escolas do União de Leiria, tendo se estreado nos seniores dos leirienses na temporada 2001/02, quando fez dois minutos numa derrota do União de Leiria, no Caldeirão dos Barreiros, diante do Marítimo (0-3).

A partir daí e até 2008, Laranjeiro efectuou 108 jogos (3 golos) pelos leirienses, sendo que, principalmente nas épocas 2003/04 e 2004/05, foi titular indiscutível.

Mudou-se para Matosinhos em 2008

Após três épocas em que foi sendo utilizado nos leirienses, mas não se assumiu como titular absoluto, Laranjeiro trocou a equipa do Liz pelo Leixões no início da temporada 2008/09.

Nessa época, foi peça importante numa equipa nortenha que alcançou um magnífico sexto lugar na Liga Sagres, assumindo-se como um dos mais utilizados do Leixões nessa campanha (25 jogos).

No entanto, na época seguinte, conheceu vários problemas físicos que o impediram de dar um melhor contributo a uma equipa leixonense que acabou por descer de divisão, após terminar o campeonato na décima-quinta posição.

Na decorrente época, já no segundo escalão, o lateral também não tem conseguido a regularidade que, por certo, pretendia, somando onze jogos em todas as competições disputadas pelo Leixões.

Lateral polivalente e raçudo

Originalmente um lateral-direito, Laranjeiro adapta-se facilmente à posição de lateral-esquerdo, assumindo-se como um jogador raçudo, inteligente em termos posicionais e seguro a defender.

Não sendo um portento de técnica, é competente no processo ofensivo, conseguindo criar alguns desequilíbrios no ataque quando lhe dão liberdade para subir no terreno.

Sem problemas físicos e com um treinador que acredite nas suas capacidades, é um jogador para se assumir como opção regular de uma equipa média-baixa do principal escalão do futebol português.

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A chamada de Beto ao Mundial foi uma surpresa

António Alberto Bastos Pimparel, conhecido por Beto, estreia-se na convocatória para uma fase final de selecções. Provavelmente, será a terceira opção para a baliza de Portugal, se atendermos à sua experiência. No entanto, se surgir alguma infelicidade que impossibilite as outras duas opções, terá de mostrar que está à altura do lugar.

Formou-se nas escolas do Sporting Clube de Portugal, mas esteve apenas uma temporada na equipa principal – como terceira escolha. Seguiu-se um empréstimo ao Casa Pia, até que foi dispensado de Alvalade. Após uma época no Desportivo de Chaves e outra no FC Marco, Beto assina pelo Leixões, onde esteve três temporadas de grande regularidade exibicional, ajudando o clube a subir à primeira divisão e manter-se na mesma nas duas épocas seguintes. A sua regularidade e consistência na defesa da baliza de Matosinhos, valeu-lhe a cobiça do FC Porto, para onde se transferiu e jogou esta temporada. Apesar de, ao longo da época, não ser titular na baliza azul e branca, quando foi chamado para substituir Helton na fase final da temporada, correspondeu da melhor forma, valendo-lhe a presença no Mundial 2010.

Beto não é um guarda-redes alto (1,80 m), ressentindo-se na sua capacidade de sair aos cruzamentos. No entanto, tem reflexos muito apurados, sendo um guarda-redes de grande elasticidade e que tem um posicionamento interessante entre postes.

A sua carreira na selecção é curta, já que se estreou, este ano, num particular com a Estónia. A sua falta de experiência na baliza da selecção, faz com que seja a evidente terceira escolha de Queirós. A sua permanência na selecção portuguesa, após o mundial, estará dependente da sua capacidade de se impor do FC Porto.

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