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Archive for the ‘Liga NOS’ Category

Schulz

Schulz é um lateral ofensivo

Se há posição em que parece unânime que o Sporting terá de reforçar é a de lateral-esquerdo, sendo inúmeros os futebolistas que têm vindo a ser apontados ao emblema verde-e-branco como são exemplos: Insúa e Fábio Coentrão.

Hoje, contudo, vem da Alemanha outro possível alvo para o flanco canhoto do leão, mais concretamente Nico Schulz, jovem de 24 anos que vem evoluindo no Borussia de Mönchegladbach, isto depois de ter sido formado no Hertha de Berlim.

Trata-se, aliás, de um futebolista que parece preencher os requisitos de Jorge Jesus para a posição, uma vez que é forte fisicamente (1,80 metros e 78 quilos) e tem grande perfil ofensivo, ou não jogasse muitas vezes como médio/ala ou até extremo-esquerdo.

Criado em Berlim

Nico Schulz nasceu a 1 de Abril de 1993 em Berlim, Alemanha, sendo um produto das escolas do Hertha, emblema que representa desde os sete anos e no qual se estreou ao nível sénior a 14 de Agosto de 2010, isto em duelo da Taça da Alemanha diante do SC Pfullendorf (2-0).

Desde essa data e até ao Verão de 2015, o jovem que soma 50 internacionalizações (seis golos) pelas selecções jovens germânicas haveria de contabilizar um total de 98 jogos (dois golos e oito assistências) pela equipa principal do Hertha de Berlim, tendo ainda somado 24 partidas pela equipa secundária.

No Verão de 2015, contudo, Nico Schulz haveria de mudar-se para o Borussia de Mönchegladbach, numa mudança que o jovem alemão esperava ser positiva para a sua carreira, mas que, até agora, tem sido marcada pelo infortúnio.

Afinal, o lateral fez uma rotura do ligamento cruzado do joelho esquerdo logo em Outubro desse ano, perdendo todo o resto da temporada 2015/16 e fazendo-o nunca mais recuperar a importância que outrora teve em Berlim. Na campanha que agora termina, somou apenas 15 jogos (seis como titular), tendo estado sempre na sombra de Wendt.

Muito ofensivo

Nico Schulz é um lateral-esquerdo de perfil ofensivo, destacando-se pela profundidade que dá ao seu flanco, fruto da sua velocidade, pulmão, boa qualidade técnica, e capacidade de passe e cruzamento.

Estas características, aliás, fazem com que tenha sido algumas vezes utilizado como ala ou extremo-esquerdo, ainda que a sua posição ideal seja a de lateral, principalmente num esquema de três centrais, algo que, contudo, dificilmente encontrará em Alvalade com Jorge Jesus.

Forte fisicamente, denota boa inteligência posicional e é eficaz no capítulo da recuperação e do desarme, características que o tornam competente no capítulo defensivo, ainda que a sua vocação ofensiva faça com que os extremos caiam algumas vezes nas suas costas, numa situação que deverá ser corrigida.

Inegável é que, pela sua qualidade intrínseca, Nico Schulz é superior a todos os jogadores que o Sporting tem neste momento para a posição de lateral-esquerdo, ainda que seja igualmente relevante perceber se a terrível lesão que teve há quase dois anos deixou mazelas. Certo é que, caso esteja a 100%, o internacional sub-21 alemão será sempre um bom reforço para os verde-e-brancos.

 

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Adam Maher

Adam Maher apontará a Alvalade?

Numa fase em que vão crescendo os rumores de possíveis saídas de peso no meio-campo do Sporting, é com alguma naturalidade que os verde-e-brancos vão sondando o mercado na busca de alternativas, sendo que Adam Maher, do PSV, parece ser um dos alvos referenciados.

Box-to-box de perfil ofensivo, o internacional holandês vem de duas temporadas de menor fulgor, situação que pode fazer deste o melhor timing para que os leões assegurem um grande talento por um preço bastante em conta.

Afinal, até há não muito tempo, Adam Maher era um jogador colocado na órbita de grandes colossos do futebol mundial, num bom cartão de visita das qualidades de um jogador que, aos 23 anos, está muito a tempo de reerguer a sua carreira para os patamares de excelência que eram expectáveis.

Produto das escolas do AZ

Adam Maher nasceu a 20 de Julho de 1993 em Ait Izzou, Marrocos, ainda que cedo tenha rumado à Holanda, país que, aliás, representa desde as camadas jovens, já somando um total de cinco jogos pela selecção A da “laranja”.

Ao nível clubístico, o médio-ofensivo começou a sua carreira nos modestos SV Diemen e AVV Zeeburgia, ainda que tenha chegado muito cedo ao AZ Alkmaar, emblema onde terminou o seu percurso juvenil e se estreou ao nível sénior com 17 anos, isto num duelo da Liga Europa diante do BATE (3-0) e onde até marcou um golo.

Com uma ascensão meteórica, rapidamente se tornou numa referência do AZ Alkmaar, tendo somado, entre as temporadas de 2011/12 e 2012/13, um total de 91 jogos, 22 golos e 17 assistências.

Foi perdendo gás no PSV

Perante o gigantesco impacto que ia conhecendo no meio-campo do AZ, foi com naturalidade que começou a ser apontado a inúmeros gigantes do futebol europeu, ainda que se tenha transferido para bem perto, uma vez que haveria de rumar ao PSV, em 2013, por cerca de oito milhões de euros.

No emblema de Eindhoven, haveria de ser muito importante nas duas primeiras temporadas, nas quais somou um total de 83 jogos e 13 golos. Em 2015/16, contudo, perdeu bastante espaço no seio do PSV, terminando essa campanha com “apenas” 20 jogos (três golos), tendo inclusivamente feito seis jogos pela equipa de sub-21.

Ora, essa quebra de importância terá feito com que Adam Maher não tenha dito que não a uma mudança de ares, tendo sido nos turcos do Osmanlispor que foi evoluindo esta época. Aí, por empréstimo do PSV, soma 37 jogos (dois golos, três assistência) em números que reflectem alguma recuperação, mas ainda estão muito distantes da glória do passado recente.

Mais ofensivo que Adrien

Adam Maher é preferencialmente um médio-ofensivo (o vulgo “dez”), destacando-se pela elegância, inteligência posicional, evoluída qualidade técnica, boa capacidade de passe (curta e longa distância) e finalização, e uma extraordinária visão de jogo.

Fisicamente não é muito forte (1,74 metros, 75 quilos), mas compensa esse factor com uma excelente ocupação de espaços. Raçudo, é um bom recuperador de bolas e muito importante na primeira zona de pressão, isto mesmo quando joga a “dez”.

Essas características, aliás, também o colocam perfeitamente habilitado a fazer a posição de box-to-box, sendo certamente aí que Jorge Jesus o utilizará caso o internacional holandês rume mesmo a Alvalade.

Nessa posição, e em comparação com actual titular Adrien Silva, é inegável que Adam Maher iria oferecer muito mais em termos ofensivos, uma vez que as rotinas de médio-ofensivo o aproximam muito mais dos avançados do que o que acontece com o internacional português. Ao nível defensivo, todavia, o jovem de 23 anos certamente ganharia muito mais a jogar na companhia de um “seis” de perfil mais conservador (Danilo seria feito à medida, por exemplo) do que ao lado de William Carvalho.

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Coman

Coman é uma grande promessa romena

O campeonato romeno conheceu esta temporada um surpreendente campeão, mais concretamente o Viitorul Constanta, emblema cujo dono e treinador é o mítico ex-internacional romeno Gheorghe Hagi

Apenas fundado em 2009, o emblema que vem vivendo uma ascensão verdadeiramente meteórica começa não só a amealhar troféus como também a revelar grandes talentos, sendo talvez o avançado Florinel Coman talvez o mais cintilante de todos.

Em declarações ao jornal “A Bola”, que colocou hoje Coman no caminho do Benfica, Hagi comparou o jovem de 19 anos ao francês Mbappé, sublinhando que a única diferença entre o romeno e o futebolista do Mónaco é que ao seu atleta “ninguém no estrangeiro o conhece”.

Lapidado na Academia de Hagi

Florinel Teodor Coman nasceu a 10 de Abril de 1998 em Brăila, Roménia, tendo actuado nas camadas jovens do modesto Luceafărul Brăila, passando em 2011 para a Academia Gheorghe Hagi, emblema que serve como viveiro de talentos do Viitorul Constanta.

Pela equipa sénior do Viitorul, aliás, haveria de estrear-se no campeonato romeno logo em 2014/15, num duelo diante do Astra Giurgiu, e isto apenas oito dias após completar 17 anos de idade.

A explosão, contudo, surgiria na actual temporada, campanha onde Florinel Coman foi um dos destaques do surpreendente campeão romeno, ou não tivesse somado seis golos e sete assistências em 28 jogos, números que, aos 19 anos, terão chamado à atenção do Benfica, clube que se terá antecipado a forte concorrência para assegurar o talentoso atleta.

Um diamante por lapidar

A qualidade e, acima de tudo, enorme potencial de Florinel Coman é algo indiscutível, e mesmo que a colagem que Hagi fez entre o romeno e Mbappé possa ser um pouco exagerada nesta fase, até porque não se pode comparar a Liga Romena à Ligue 1, a verdade é que podemos estar perante um excelente investimento do Benfica.

O internacional sub-19 romeno é preferencialmente um extremo-esquerdo, que joga com o pé direito, situação que lhe permite ser fortíssimo nas diagonais para a zona central, movimentação em que é especialmente perigoso, fruto da sua velocidade, apuradíssima técnica individual, capacidade física e bom remate de longa distância.

Certo é que apesar de estar especialmente talhado para essa função de falso extremo-esquerdo, a verdade é que Coman pode oferecer polivalência a Rui Vitória, uma vez que também pode actuar nesse mesmo flanco como um ala/extremo de perfil mais puro, assim como actuar do lado direito ou inclusivamente a segundo avançado.

Inegável, contudo, é que o jovem de 19 anos dificilmente será um futebolista para ter um impacto imediato na equipa sénior do Benfica, até porque as exigências que vai encontrar em Portugal serão muito maiores do que as que encontrava na Roménia. De qualquer maneira, se for bem trabalhado pelos encarnados, e se cumprir com todo o seu potencial, poderemos estar perante uma excelente mais-valia para o médio-prazo.

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Mattheus é um talentoso médio-ofensivo

Mattheus Oliveira é o curioso caso de um futebolista que se tornou conhecido ainda recém-nascido, fruto de um célebre festejo do seu pai, Bebeto, após ter marcado um golo à Holanda (3-2) em jogo dos quartos de final do Mundial 94.

Inegável, contudo, é que ser filho de alguém que marcou de forma tão acentuada o futebol brasileiro e mundial acabou por se revelar igualmente uma herança pesada para o médio-ofensivo, que desde cedo teve de lidar constantemente com a exagerada pressão de quem insiste em traçar paralelismos com Bebeto.

O jovem de 22 anos, ainda assim, tem sabido construir o seu percurso com critério, conseguindo agora um importante salto para um dos maiores clubes portugueses, afigurando-se o Sporting como o palco ideal para que Mattheus Oliveira consiga finalmente escrever uma história com nome próprio e se afaste, definitivamente, do sempre ingrato rótulo do “filho de Bebeto”.

Juventus e Real Madrid estiveram interessados

Mattheus de Andrade Gama de Oliveira nasceu a 7 de Julho de 1994 no Rio de Janeiro, Brasil, sendo um produto das escolas do Flamengo, emblema carioca onde foi evoluindo durante todo o seu percurso no futebol juvenil e pelo qual se estreou no futebol sénior, com apenas 17 anos, num duelo diante do Olaria.

Destaque das camadas jovens do Flamengo e com um percurso interessante nas selecções jovens do Brasil, foi então sem surpresa que o médio-ofensivo foi ganhando algumas oportunidades na equipa principal do “rubro-negro”, tendo feito 12 jogos oficiais em 2012.

Essa ascensão de Mattheus, aliás, levou grandes clubes europeus a sondá-lo, com a imprensa brasileira a chegar a ligá-lo ao interesse de gigantes como a Juventus (que terá estado mesmo perto de contratá-lo) e Real Madrid. A verdade, contudo, é que o jovem talento foi perdendo espaço no Flamengo, somando apenas mais oito jogos oficiais durante a época de 2014.

Estoril foi importante passo atrás

Sentindo que estava a estagnar no Flamengo, Mattheus Oliveira acedeu a mudar de ares, sendo que não se transferiu apenas de clube, mas igualmente de país, ou não tivesse rumado a Portugal e ao Estoril.

Ao clube canarinho, chegou em Janeiro de 2015, a título de empréstimo, ainda que essa transferência se tenha tornado definitiva um ano e meio depois, naquilo que se assumiu como a consequência lógica do seu excelente impacto no nosso campeonato.

Afinal, em dois anos e meio, o internacional sub-20 brasileiro somou um total de 60 jogos (seis golos, 12 assistências) pelo Estoril, destacando-se tanto na função de médio-ofensivo, médio-centro ou extremo.

Leão recebe um diamante para lapidar

É inegável que o Sporting contratou alguém que ainda deverá ser catalogado de “projecto de futebolista de topo”, mas é igualmente inegável que o que não falta é potencial para que Mattheus Oliveira se afigure como um excelente reforço para os verde-e-brancos.

Com um pé-esquerdo absolutamente fantástico, o jovem de 22 anos destaca-se pela excelente capacidade de passe (é fortíssimo no último passe), qualidade nas bolas paradas, visão de jogo e inteligência nas movimentações, sendo feito à medida para a posição “dez”.

Também podendo actuar como extremo (preferencialmente à direita, onde pode ser especialmente perigoso nas diagonais para o centro), o esquerdino deverá, todavia, encontrar maiores oportunidades no Sporting como alternativa a Adrien Silva na posição “oito”, curiosamente uma função que vem desempenhando nos últimos jogos que fez na Amoreira.

Aí, e mesmo que seja inclusivamente superior ao internacional português naquilo que pode oferecer ao processo ofensivo, a verdade é que o brasileiro terá ainda de evoluir no que toca ao momento defensivo, nomeadamente ao nível da intensidade de jogo, capacidade de recuperação e posicionamento. Ou seja, será necessário algum trabalho de laboratório antes que Mattheus Oliveira se possa assumir como um “oito” à imagem de Jorge Jesus.

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Jiménez é uma aposta forte do Benfica para 2015/16

Jiménez é uma aposta forte do Benfica para 2015/16

O mais recente reforço do Benfica para a nova temporada é o internacional mexicano Raúl Jiménez, futebolista que começou a destacar-se no América do seu país natal, mas que chega à Luz oriundo dos espanhóis do Atlético de Madrid, clube que representou na temporada transacta.

Trata-se de um ponta de lança nascido a 5 de Maio de 1991 em Tepeji, México, e que é precisamente um produto das camadas jovens do América, emblema que representou entre 1998 e 2014, sendo que, nos últimos três desses anos, actuou ao nível da equipa sénior.

Aí, o possante atacante (190 cm, 80 kg) assumiu-se como uma excelente referência ofensiva, ou não tivesse somado 38 golos em 103 jogos oficiais, e conquistado inclusivamente uma transferência para o Atlético de Madrid a troco de 11 milhões de euros.

O salto para a capital espanhola, todavia, não correu particularmente bem ao internacional mexicano, que raramente conseguiu encontrar o seu espaço junto do onze do Atlético de Madrid, terminando a época de 2014/15 com apenas seis jogos como titular (mais 21 como suplente utilizado) e somente um golo apontado.

Tem potencial mas sentiu o salto para a Europa

Raúl Jiménez é o típico futebolista que temos de analisar através de duas vertentes, mais concretamente o seu valor actual e o seu valor potencial, sendo que o segundo é muito superior ao primeiro, em virtude do internacional mexicano ainda não parecer minimamente adaptado ao futebol do Velho Continente.

Afinal, o ponta de lança de 23 anos tem, realmente, tudo para ser um ponta de lança de grande qualidade no espectro do futebol mundial, uma vez que é fortíssimo fisicamente, algo que lhe permite ser muito forte nos duelos individuais e no jogo aéreo (é letal na finalização de cabeça), mas consegue aliar isso a uma técnica individual muito apreciável no passe, drible e finalização com o pé esquerdo, assim como a uma assinalável mobilidade.

O problema, contudo, é que Raúl Jiménez sentiu em demasia o salto do mais anárquico futebol mexicano para o mais intenso e evoluído futebol europeu, sendo que o ponta de lança, nos “colchoneros”, via-se muitas vezes facilmente engolido pelas organizações defensivas adversárias e com dificuldades extremas para se libertar dessas amarras.

Essa inadaptação, aliás, até prejudicou-o bastante no capítulo da decisão, sendo que era recorrente ver o ponta de lança a definir mal as jogadas, desperdiçando boas ocasiões para oferecer soluções interessantes para a sua equipa.

Certo, de qualquer maneira, é que o campeonato português é bem menos exigente que o espanhol, podendo então este passo atrás na carreira afigurar-se como a melhor decisão para um ponta de lança que, assim que se adaptar aos princípios do futebol europeu, tem tudo para ser um goleador de elite.

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Capel estará prestes a despedir-se de Alvalade

Capel estará prestes a despedir-se de Alvalade

Multiplicam-se os rumores de que o internacional espanhol Diego Capel estará muito próximo de trocar o Sporting pelo Génova, supostamente numa transferência que não irá trazer aos verde-e-brancos qualquer mais-valia financeira, isto para além da óbvia poupança nos salários que teriam de ser pagos neste último ano de contrato.

Esta conclusão, mesmo tratando-se de um jogador que terminaria contrato em menos de um ano, e havendo a noção de que este pouco jogou na temporada transacta, não deixa, contudo, de surpreender um pouco, quanto mais não seja pelo facto deste ainda ser relativamente novo (27 anos) e de ter um interessante currículo, ao ponto de ter chegado inclusivamente a ser internacional espanhol.

Claro que os recentes investimentos em salários avultados de jogadores como Bryan Ruiz, Teo Gutiérrez ou Alberto Aquilani terão precipitado a necessidade do Sporting libertar Diego Capel, ou não fosse o extremo um dos mais bem pagos do plantel e excedentário, mas não posso deixar de pensar que todo a “partida de poker” que foi a gestão da situação do internacional espanhol acabou por prejudicar e muito o emblema leonino, que nunca viu grandes proveitos desportivos do extremo nas últimas duas temporadas e ainda acabou por ter prejuízos financeiros onde até poderia ter somado alguns milhões de euros.

Lembre-se que, no Verão de 2013, o primeiro defeso da “Era Bruno de Carvalho”, a comunicação social deu conta da chegada de algumas propostas a Alvalade pelo concurso do internacional espanhol, ainda que tenha reafirmado constantemente a vontade da SAD do Sporting em apenas libertar o atleta por valores a rondar os 6/7 milhões de euros, isto quando as ofertas rondariam os 3/4 milhões de euros, algo que ainda assim permitiria ao Sporting somar, a esse encaixe, mais quatro milhões de euros dos salários referentes a estas duas últimas temporadas em que Diego Capel se foi mantendo em Alvalade.

Nessa altura, ainda assim, e mesmo que já se mostrasse exibicionalmente a um nível bem longe do que o seu vencimento justificava, a verdade é que Diego Capel ainda foi bastante utilizado por Leonardo Jardim, terminando essa época de 2013/14 com 31 jogos (20 como titular) realizados.

Essa situação terá mantido pelo menos o valor de mercado de Diego Capel, sendo que o Verão seguinte, principalmente perante a chegada de Nani, desenhava-se como o momento ideal para a saída do internacional espanhol, abrindo-se assim espaço a uma importante poupança salarial e um sempre interessante encaixe financeiro que poderia certamente chegar aos quatro milhões de euros.

A verdade é que a direcção liderada por Bruno de Carvalho voltou a esticar a corda em demasia, isto num perfil que também já se notou este defeso nos processos de contratação de Ruiz e Gutiérrez (correndo bem) e de Mitroglou (correndo mal), acabando Diego Capel por ficar mais um ano em Alvalade, sendo que este último completamente sem espaço, ultrapassado naturalmente por Nani e André Carrillo e, até, Carlos Mané.

Ora, no futebol, os timings são tudo e, agora, apenas um ano depois, no rescaldo de uma temporada em que Diego Capel somou apenas cinco jogos como titular nos leões e terá custado mais dois milhões de euros aos cofres da SAD, a direcção leonina vê-se “obrigada” a transaccionar o seu passe a custo zero, limitando-se a ter a mais-valia de uma poupança de alguns meses de salários e de uma hipotética mais-valia de uma transferência futura.

Espera-se, assim, que isto sirva de exemplo para Bruno de Carvalho e respectiva direcção, que terá de perceber que a intransigência negocial nem sempre é a melhor solução para a gestão financeira e desportiva de um clube de futebol, sendo que o processo André Carrillo deverá assumir-se, agora, como um teste primordial para a capacidade do jovem presidente leonino em aprender com os próprios erros.

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JJ foi uma sombra que perturbou Rui Vitória

JJ foi uma sombra que perturbou Rui Vitória

Terminou a Supertaça com o triunfo da equipa que, ao longo da pré-temporada, pareceu claramente mais preparada para o início desta época desportiva, numa conclusão que, aliás, parecia prevista pela grande maioria da comunicação social, que de forma mais ou menos declarada colocou o Sporting como o grande favorito ao triunfo no primeiro jogo oficial da nova campanha.

Aliás, essa pressão imposta sobre os verde-e-brancos poderia até ter sido um grande trunfo para Rui Vitória, isto por forma a minimizar o facto de, nesta fase, o ex-treinador do Vitória de Guimarães ter de conviver com um plantel desequilibrado e, também, com as consequências de um demasiado longo périplo pela América do Norte. A realidade, contudo, foi que o novo timoneiro encarnado acabou por complicar ainda mais as possibilidades do Benfica vencer este troféu menor, mas que ganhou grande importância graças à alavanca Jorge Jesus.

Conhecedor de como funciona o clube onde foi treinador principal por seis temporadas, Jorge Jesus, como forma de aliviar a pressão sobre o Sporting e os seus jogadores, mas também de condicionar a própria actuação de Rui Vitória, veio a público dizer que o Benfica continuava a jogar à sua imagem.

A verdade é que essa estratégia de Jorge Jesus, e sabemos bem que tudo isto foi muito bem pensado pelo novo técnico do Sporting, acabou por correr às mil maravilhas: Em primeiro lugar, porque cedo se percebeu que os jogadores verde-e-brancos pareciam verdadeiramente libertos de uma pressão excessiva, algo que, a suceder até seria natural tendo em conta que os leões apenas haviam vencido o Benfica por uma ocasião nas últimas seis temporadas; depois, porque o próprio Benfica surgiu no relvado condicionado por essas próprias declarações de Jorge Jesus, tudo bem patente nas próprias escolhas de Rui Vitória.

Afinal, num esforço quase titânico para se desprender da colagem às ideias do novo treinador do Sporting, Rui Vitória acabou por proceder a inúmeras alterações no onze do Benfica, isto tanto ao nível dos jogadores que escolheu, assim como do próprio esquema táctico, chegando inclusivamente a optar por deixar Jonas sozinho na frente, sistema que não favorece minimamente o internacional brasileiro, talvez apenas para fugir à ideia de que poderia estar a replicar o 4x4x2 do antecessor.

Ora, essas decisões, aliadas a algumas lesões importantes (se bem que muito se tem esquecido que o Sporting também não tem Ewerton e William Carvalho pelo mesmo motivo) e à má preparação da pré-temporada, acabaram por precipitar o tal desaire que a maioria da comunicação social já vaticinava, sendo que o Benfica foi quase sempre uma equipa parca de ideias no Algarve, somando equívocos e até correndo o risco de “queimar” um jovem muito talentoso como Nélson Semedo, que, e ainda bem, acabou por resistir ao naufrágio.

Aliás, o momento de maior desnorte/naufrágio psicológico de Rui Vitória terá surgido na última vintena de minutos, quando decidiu ir ao banco buscar o recém-chegado Kostas Mitroglou, isto, talvez, numa tentativa de jogar com o psicológico do Sporting, que, como se sabe, também perseguia o internacional grego, mas que acabou por apenas tornar o ponta de lança vítima de mais um equívoco do novo treinador do Benfica e, também, mexer naturalmente com a confiança do outro “nove”, o uruguaio Jonathan Rodríguez, que faz toda a pré-época e, quando as coisas são a doer, é ultrapassado por um colega com um par de treinos.

É que esta Supertaça, quer queiram quer não, não se define apenas no troféu que foi para as vitrinas de Alvalade e não da Luz, mas por todos os efeitos psicológicos que giraram à volta do evento e que acabaram por fortalecer ainda mais a imagem de Jorge Jesus (em detrimento de Rui Vitória) e deixar a confiança dos jogadores do Sporting nos píncaros, enquanto os atletas do arqui-rival navegam num mar de dúvidas e nem sequer sabem se podem confiar num almirante, que parece, também ele, sem qualquer rumo definido.

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