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Hussain não teve sucesso em Portugal

Foi claramente um dos jogadores mais exóticos a passarem pelo futebol português. De origem qatari, Hussain chegava ao Sporting de Braga no Verão de 2006 rotulado de estrela emergente do futebol árabe e já com alguma experiência europeia ao serviço dos belgas do Antuérpia, cipriotas do AEL e, imagine-se, ingleses do Manchester City. Contudo, tanto nos arsenalistas como na época seguinte no Boavista, Hussain foi uma sombra da qualidade que lhe atribuíam, acabando por abandonar o futebol português sem honra nem glória e tão desconhecido como no dia em que se lembraram de o contratar para os bracarenses.

Ecos do seu talento valeram-lhe transferência para o Manchester City

Hussein Yasser El-Mohammadi Abdulrahman nasceu a 9 de Outubro de 1982 em Doha, Qatar, tendo iniciado a carreira no Al-Taawun do seu país natal, tendo depois transferido-se para outro clube qatari, o Al-Rayyan, antes de se mudar para a Bélgica em 2002/03.

Na Flandres, mais concretamente no Antuérpia, o médio-ofensivo árabe haveria de permanecer por duas temporadas, marcando apenas um golo em trinta jogos e abandonando o clube belga sem honra nem glória a caminho do futebol cipriota e do AEL.

No clube de Limassol, mais uma temporada sem grande brilho, pois fez apenas dezasseis jogos e um golo, antes de regressar ao Qatar para representar o Al-Sadd.

No clube qatari, voltou a recuperar a alegria de jogar futebol e as boas exibições, conseguindo, inclusivamente uma curta passagem pelo Manchester City, onde esteve poucos meses e onde apenas disputou um jogo da Taça da Liga diante do Doncaster Rovers.

Sem sucesso em Portugal

Após o regresso ao Qatar para o Al-Sadd e, posteriormente, o Al-Rayyan, o internacional pelo Qatar haveria de mudar-se surpreendentemente para Portugal e para o Sporting de Braga, clube que representou em 2006/07.

Nos arsenalistas, apesar de uma entrada surpreendente e coroada com um golo no 4-0 Hammarby em jogo da Taça UEFA, o médio-ofensivo haveria de fazer uma época pobre, terminando a campanha com apenas dez jogos e esse mesmo golo apontado ao conjunto sueco.

Em 2007/08, mudou-se do Minho para o Porto, transferindo-se para o Boavista. No clube axadrezado, o sucesso foi parecido com o obtido em Braga, ou seja, quase nulo, pois somou apenas 534 minutos de utilização e não marcou qualquer golo.

Esteve no Egipto antes do regresso à Bélgica

Depois dá má experiência portuguesa, o internacional pelo Qatar transferiu-se para o Egipto, tendo representado sem sucesso o Al-Ahly e com algum sucesso o Zamalek, clube onde foi muito elogiado pelo treinador Hossam Hassan e marcou oito golos em trinta e três jogos.

No Verão de 2011, iniciou uma guerra legal para abandonar o Zamalek e transferir-se para o futebol belga e para o Lierse. Aproveitando falhas nos pagamentos dos ordenados, o jogador conseguiu mesmo libertar-se do clube egípcio, tendo se estreado pelo Lierse a 22 de Outubro de 2011, surgindo como suplente utilizado num jogo diante do St. Truiden.

Licá tem brilhado no Estoril

Uma das razões para que o Estoril lidere isoladíssimo o campeonato da segunda liga em Portugal é um avançado português que tem marcado golos à catadupa, assumindo-se claramente como homem para outros voos: Licá.

Nascido a 8 de Setembro de 1988 em Castro D’Aire, Luís Carlos Pereira Carneiro “Licá” iniciou a sua carreira no Social Lamas, tendo passado pela Académica, Tourizense e Trofense, antes de se transferir, no último defeso de Verão, para o Estoril.

Até chegar aos canarinhos, o avançado português tinha como melhor registo de golos, seis tentos pelo Tourizense em 2007/08, todavia, esta época, tem destruído todos os recordes, somando catorze golos em todas as competições oficiais disputadas pela equipa que lidera a Liga Orangina.

Avançado rápido e letal

Licá é um ponta de lança de 1,80 metros e 71 quilos que faz da mobilidade, velocidade e frieza na hora de atirar à baliza os seus maiores predicados.

Capaz de deambular por todas as zonas ofensivas, o avançado-centro é evoluído tecnicamente, desenvencilhando-se facilmente dos adversários com dribles bastante efectivos. Depois, na hora do remate, é frio e certeiro e raramente desperdiça a oportunidade.

Pelas suas características, também pode actuar descaído para a direita como falso extremo-direito, fazendo, dessa forma, constantes diagonais para o centro para aplicar o seu certeiro pontapé.

Em suma, trata-se de um enorme talento que, por certo, jogará no principal escalão português na próxima temporada desportiva, restando saber se o fará ao serviço do Estoril ou de outro clube com outras aspirações.

Claudiu Bumba é um talento precoce

No modesto Targu Mures romeno, actua um médio-ofensivo/ala-esquerdo de 18 anos que tem surpreendido pela qualidade precoce, tendo já conseguido chegar a internacional A: Claudiu Bumba.

Nascido a 5 de Janeiro de 1994 em Baia Mare, Roménia, Claudiu Vasile Bumba iniciou a sua carreira nas camadas jovens do Atletic Club Satu Mare, tendo se transferido posteriormente para o FC Baia Mare em 2009.

Com apenas 15 anos, o médio-ofensivo estreou-se pelo FC Baia Mare, tendo efectuado 27 jogos e 7 golos por um modesto clube que haveria de se dissolver e transformar no FC Maramureş Universitar Baia Mare.

Chegou precocemente à primeira divisão romena e à selecção

No Verão de 2011, o jovem talento transferiu-se para o Targu Mares da primeira divisão romena, tendo-se estrado no principal escalão aos 17 anos, num desafio diante do Dínamo Bucareste e tendo marcado o primeiro golo em Outubro transacto num empate diante do Sportul Studentesc.

Em Janeiro deste ano, o romeno de 18 anos haveria de se tornar internacional A, estreando-se pela Roménia numa vitória diante do Turcomenistão (4-0).

Médio-ofensivo ou ala-esquerdo de grande talento

Aos 18 anos, Claudiu Bumba é uma das grandes promessas de futuro do futebol romeno, demonstrando grande maturidade para a tenra idade e assumindo-se como um jogador rápido, tecnicista e com sentido de baliza.

Preferencialmente, penso que funciona melhor como “dez”, local onde consegue desenvolver melhor o seu futebol criativo e de grande visão de jogo, para além de estar numa posição onde mais facilmente pode dar azo ao seu excelente remate de meia-distância.

Ainda assim, a ala-esquerdo, o jogador também é bastante acutilante, podendo, dessa forma, actuar sem problemas nessa posição sempre que o treinador necessitar.

Campeão polaco por nove ocasiões, vencedor da Taça por treze e presente nas meias-finais de provas como a Taça dos Campeões ou a Taça das Taças, o Légia de Varsóvia é claramente um dos grandes clubes do futebol polaco, estando habitualmente presente nas competições europeias. Nesta época, o clube cuja grande estrela é o atacante Ljuboja, já terá feito mais que a sua obrigação ao apurar-se para os dezasseis avos de final da Liga Europa, todavia, chegado a esta fase da prova, e tendo as condições climatéricas e os seus fanáticos adeptos do seu lado, o Légia de Varsóvia poderá ser um osso muito duro de roer para o Sporting.

O bonito Estádio do Légia

Quem é o Légia de Varsóvia?

O Légia de Varsóvia foi fundado em Março de 1916, todavia, só começou a ter real impacto no futebol polaco nos anos 50, altura que conquistou os seus primeiros dois campeonatos e as suas duas primeiras taças nacionais.

Depois disso, a equipa polaca teve duas épocas de ouro em 1968/69 e 1969/70, altura em que foi bicampeã  polaca e chegou à meia-final da Taça dos Campeões. A essa fase, haveria de se seguir um jejum de conquistas do campeonato polaco até 1994, sendo que apenas a conquista de algumas taças nacionais foram amenizando essa secura.

Vencedora da Taça na temporada passada (14ª da história, um recorde polaco), a equipa não conquista o campeonato desde 2006, ainda que nesta temporada (está em segundo a quatro pontos do líder Slask Wroclaw) o Légia pode terminar esse jejum.

Maciej Skorza é o treinador do Légia

Como joga?

O Légia de Varsóvia é um conjunto que actua com imensa alma, contando sempre com o fanático apoio dos seus adeptos que enchem normalmente o Estádio do Exército Polaco.

Com jogadores tecnicistas como o extremos Rybus e Radovic e atletas muito experientes como o central Zewlakow e a grande estrela da companhia, o ponta de lança Ljuboja, o Légia é um conjunto muito compacto e experiente, que, principalmente em casa, deverá complicar e muito a vida dos leões.

Em termos tácticos, a equipa da capital polaca deverá jogar em 4x1x4x1 com o seguinte onze: Kuciak; Jedrzejczyk, Zewlakow, Komorovski e Wawrzyniak; Boryusiuk; Radovic, Zyro, Vrdoljak e Rybus; Ljuboja.

Ljuboja é um avançado perigoso

Quem é que o Sporting deve ter debaixo de olho? Ljuboja

Com 33 anos, o atacante sérvio Ljuboja mantém intactas as suas qualidades de goleador, sendo claramente um jogador que o Sporting deve seguir com imensa atenção nesta eliminatória.

Alto (1,89 metros), possante e letal na área de rigor, o ponta de lança do Légia de Varsóvia encontra-se no clube polaco desde esta época, somando 11 golos em 17 jogos.

Antes disso, o atacante representou clubes como o Estrasburgo, PSG, Estugarda, Hamburgo, Wolfsburgo, Grenoble e Nice, marcando 90 golos e garantindo enorme experiência internacional ao serviço desses clubes das importantes ligas francesa e alemã.

Assim sendo, é importante que os centrais do Sporting nunca percam de vista o avançado sérvio, pois qualquer desatenção poderá ser fatal.

Como chegou aos 16/final?

3ª Eliminatória: Légia de Varsóvia vs Gaziantepsor (TUR) 1-0 e 0-0

Playoff: Légia de Varsóvia vs Lokomotiv Moscovo (RUS) 2-2 e 3-2

Fase de grupos:

  • Légia de Varsóvia vs PSV (HOL) 0-1 e 0-3
  • Légia de Varsóvia vs Hapoel Telavive (ISR) 3-2 e 0-2
  • Légia de Varsóvia vs Rapid Bucareste (ROM) 1-0 e 3-1

Classificação:

  1. PSV (HOL) 16 pontos
  2. Légia de Varsóvia 9 pontos
  3. Hapoel Telavive (ISR) 7 pontos
  4. Rapid Bucareste (ROM) 3 pontos
As possibilidades do Sporting Clube de Portugal

O Sporting é favorito para esta eliminatória, pois conta com melhores soluções individuais e colectivas que o seu adversário, sendo superior ao Légia de Varsóvia.

Assim sendo, se os leões forem uma equipa inteligente em termos defensivos, sabendo anular o ponta de lança Ljuboja e suster a mais do que certa entrada forte dos polacos, é possível que o Sporting até arranque um triunfo em Varsóvia, encarando depois a segunda mão em Alvalade com enorme tranquilidade.


Actual líder do campeonato russo, o Zenit São Petersburgo chega a este duelo dos oitavos de final da Liga dos Campeões diante do Benfica após ter ficado em segundo lugar no seu grupo, curiosamente, à frente de outra equipa portuguesa, o FC Porto. Clube milionário graças ao patrocínio da Gazprom (maior empresa de gás do Mundo), o Zenit tem conhecido um passado recente cheio de títulos, tendo conquistado inclusivamente a Taça UEFA em 2007/08 e procurando agora, pela primeira vez na sua história, o acesso aos quartos de final da prova mais importante do continente europeu.

O Zenit actua no Estádio Petrovsky

Quem é o Zenit?

O Zenit São Petersburgo foi fundado em 1925, mas nunca foi um gigante no futebol soviético, tendo apenas ganho uma Taça da União Soviética (1944) e um campeonato soviético (1984), numa fase em que o futebol da URSS era dominado pelos clubes moscovitas e pelo Dínamo Kiev.

No entanto, já depois da dissolução da União Soviética, o clube de São Petersburgo chegou mesmo a cair na nova segunda divisão da Federação Russa, tendo regressado em 1996 e recebido um grande incremento de qualidade quando beneficiou do patrocínio da Gazprom.

Esse enriquecimento haveria de garantir frutos em 2007 com o primeiro título russo, tendo ainda o Zenit conquistado a Taça UEFA em 2007/08, a Supertaça Europeia em 2008 e novo campeonato russo em 2010, assumindo-se, neste momento, como um dos grandes clubes da Rússia, tendo grandes jogadores como Bruno Alves, Danny, Kerzhakov e Criscito.

Luciano Spalletti é o treinador do Zenit

Como joga?

Treinado pelo italiano Luciano Spalletti, o Zenit é um conjunto que sabe praticar bom futebol, mas também é conservador quando necessário, podendo actuar com o bloco demasiado baixo em inúmeras partidas como foi exemplo o duelo diante do FC Porto na última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões.

Defensivamente é uma equipa bastante segura, destacando-se Bruno Alves como chave da boa qualidade do sector, tendo depois no ataque elementos rápidos e perigosíssimos como Lazovic ou Faizulin, ainda que esteja orfã por lesão daquele que é a grande estrela da companhia, o internacional português Danny.

No duelo diante do Benfica e apesar das ausências de Danny e Criscito, o clube russo deverá manter o 4x3x3, actuando com um onze que não deve andar longe do seguinte: Zhevnov; Anyukov, Bruno Alves, Hubocan e Lombaerts; Zyrianov, Shirokova e Denisov; Faizulin, Kerzhakov e Lazovic.

Kerzhakov é um avançado de qualidade

Quem é que o Benfica deve ter debaixo de olho? Kerzhakov

Na ausência de Danny, a grande estrela do Zenit é o ponta de lança internacional russo Kerzhakov, jogador que tem grande experiência internacional ao serviço de clubes como o de São Petersburgo, mas também o Sevilha e o Dínamo Moscovo. Produto das escolas do Zenit, o avançado-centro marcou 95 golos em 205 jogos entre 2001 e 2006 com a camisola do clube patrocinado pela Gazprom, tendo garantido depois uma transferência para Espanha e para o Sevilha.

No futebol espanhol, nunca brilhou ao nível que havia feito no Zenit e, assim, regressou à Rússia em 2008, transferindo-se para o Dínamo Moscovo onde, em duas épocas, efectuou excelente registo (59 jogos, 23 golos). De regresso ao Zenit desde 2010, o internacional russo já marcou 33 golos em 59 jogos, tendo sido peça importante na conquista do título russo no ano em que regressou a São Petersburgo.

Pelas suas características: mobilidade, capacidade técnica e enorme frieza na hora de atirar à baliza, trata-se de um jogador que os benfiquistas não deverão deixar respirar neste duelo dos oitavos de final, obrigando a dupla Garay-Luisão a atenções redobradas na marcação ao internacional russo.

Como chegou aos 8/final?

Fase de Grupos:

  • Zenit vs Apoel Nicósia (CHI) 0-0 e 1-2
  • Zenit vs FC Porto (POR) 3-1 e 0-0
  • Zenit vs Shakhtar Donetsk (UCR) 1-0 e 2-2
Classificação:
  1. Apoel Nicósia (CHI) 9 pontos
  2. Zenit 9 pontos
  3. FC Porto (POR) 8 pontos
  4. Shakhtar Donetsk (UCR) 5 pontos

Confrontos com equipas portuguesas em provas da UEFA

Taça UEFA (2005/06): Zenit vs V. Guimarães 2-1

Liga Europa (2009/10): Zenit vs Nacional 1-1 e 3-4

Liga dos Campeões (2011/12): Zenit vs FC Porto 3-1 e 0-0

As possibilidades do Sport Lisboa e Benfica

Por várias razões, entendo que o Benfica é superior ao clube russo, tanto a nível de plantel como das condicionantes que envolvem esta partida: o campeonato russo está parado e a grande estrela do Zenit (Danny) está impedido de actuar por lesão.

Ainda assim, os encarnados terão de ser uma equipa muito inteligente na forma como abordarão a eliminatória, pois o clube russo é uma equipa muito fria e eficaz e, se conseguir um bom resultado em São Petersburgo, não terá qualquer problema de “estacionar o autocarro” no Estádio da Luz para defender a vantagem.

Assim sendo, o Benfica terá de ser uma equipa muito concentrada e matreira o quanto baste, para que possa superar com naturalidade este adversário russo.

Heldon com a camisola verde-rubra

O cabo-verdiano Héldon tem sido uma das surpresas desta temporada, mostrando velocidade e qualidade técnica na ala-direita do ataque maritimista e afirmando-se como um dos bons talentos da nossa liga.

Nascido a 14 de Novembro de 1988 na Ilha do Sal, Cabo Verde, Heldon Augusto Almeida Ramos começou a sua carreira no Batuque caboverdiano, antes de se transferir para Portugal, em 2006/07, para representar os júniores da Académica.

Em 2007/08, o avançado caboverdiano esteve no Caniçal, passando depois na época seguinte para o Fátima, onde brilhou durante duas épocas, marcando 13 golos em 53 jogos pelo conjunto da II divisão nacional.

No Marítimo desde 2010

O internacional por Cabo Verde transferiu-se depois para o Marítimo, onde desde o Verão de 2010 tem aprimorado e feito crescer o seu futebol. Em 2010/11, ainda alternou entre o Marítimo B (9 jogos, 4 golos) e o clube principal (19 jogos, 1 golo), também porque se tratava de uma época de adaptação para o extremo.

Contudo, na presente temporada, Héldon assumiu-se como jogador da primeira equipa madeirense a tempo inteiro, somando 26 jogos (1 golo) pelo Marítimo e rubricando excelentes exibições, como foi exemplo na última jornada diante do Sporting.

Extremo-direito que também pode actuar nas costas do ponta de lança

Héldon é preferencialmente um extremo-direito, que sabe usar a velocidade, a boa técnica e o repentismo para surpreender os adversários que enfrenta.

Com um centro de gravidade baixo, o internacional caboverdiano é exímio em mudanças de velocidade, sabendo também posicionar-se muito bem no terreno.

Apesar de ser no lado direito do ataque que melhor se sente, o atacante de 23 anos também pode actuar numa posição mais central, ainda que, aí, atrás do ponta de lança, não renda tanto como a ala/extremo-direito.

O adversário do Sporting de Braga nos dezasseis avos de final da Liga Europa é um clube turco da parte europeia da cidade de Istambul, terceiro mais importante da Turquia e que tem feito um investimento fortíssimo nos últimos anos com a contratação de estrelas como Simão, Quaresma, Manuel Fernandes e o já entretanto retirado Guti. A onze pontos do líder Fenerbahçe no campeonato turco, o Besiktas tentará salvar a época com uma boa campanha nesta Liga Europa, sendo que a equipa da cidade mais importante da Turquia assume-se como favorita para este confronto diante dos arsenalistas.

O Besiktas actua no Estádio Inönü

Quem é o Besiktas?

O Beşiktaş Jimnastik Kulübü  foi fundado em 1903 ainda durante o Império Otomano, tendo conquistado treze campeonatos de Istambul antes da criação do campeonato nacional da Turquia.

Em 1956, criou-se uma Taça Nacional, que era a única competição que juntava todas as equipas da Turquia, sendo que o Besiktas foi o clube que a venceu durante as duas edições que ela durou, sendo o representante turco na Taça dos Campeões nessa altura.

Em 1958/59, criou-se finalmente o campeonato nacional, com o Besiktas a manter-se como um dos grandes clubes turcos desde essa data, conquistando mais onze campeonatos, nove taças da Turquia e oito supertaças, estando apenas atrás de Galatasaray e Fenerbahçe em títulos conquistados.

Carvalhal é o treinador do conjunto turco

Como joga?

O Besiktas actua normalmente num 4x2x3x1 de perfil bastante português, pois é treinado por Carlos Carvalhal e conta no seu habitual onze com jogadores como Manuel Fernandes, Simão, Quaresma e Hugo Almeida. Evoluída tecnicamente, a força da equipa turca está claramente no meio-campo ofensivo, onde conta com jogadores acima da média como os já referidos Simão, Quaresma e Manuel Fernandes.

O ponto mais fraco do conjunto de Istambul e que deverá ser aproveitado é a sua defesa, claramente a um nível inferior ao conjunto que os turcos têm do meio-campo para a frente, revelando-se um sector lento e que no campeonato turco sofre uma média de um golo por jogo.

O onze que os turcos deverão apresentar na Pedreira não deverá andar longe do seguinte: Gonen; Toraman, Sivok, Gulum e Korkmaz; Kavlak e Ernst; Quaresma, Manuel Fernandes e Simão; Hugo Almeida.

Os adeptos do Besiktas amam Quaresma

Quem é que o Braga deve ter debaixo de olho? Quaresma

A alma e poço de criatividade deste conjunto turco é o nosso bem conhecido Quaresma, jogador de 28 anos que se assume como a estrela da companhia, na forma como empurra a equipa para frente e, também, transforma os adeptos no décimo-segundo jogador, pois os fanáticos adeptos do Besiktas adoram-no.

Sem grande sucesso internacional após ter abandonado o FC Porto em 2008, o extremo lusitano reencontrou a alegria do seu futebol na equipa de Istanbul, sendo habitual titular desde que chegou ao Besiktas na temporada passada.

Ao Sporting de Braga, caberá ter o máximo de atenção ao que Quaresma possa fazer no flanco direito do ataque turco, sendo que o lateral-esquerdo escolhido por Leonardo Jardim (Miguel Lopes?) terá de ter atenções redobradas na anulação do perigoso internacional português, até porque anulando Quaresma, anula-se 50% do jogo ofensivo do Besiktas.

Como chegou aos 16/final?

Playoff: Besiktas vs Alania Vladikavkaz (RUS) 3-0 e 0-2

Fase de Grupos: 

  • Besiktas vs Dínamo Kiev (UCR) 1-0 e 0-1
  • Besiktas vs Stoke City (ING) 3-1 e 1-2
  • Besiktas vs Maccabi Telavive (ISR) 5-1 e 3-2
Classificação:
  1. Besiktas 12 pontos
  2. Stoke City (ING) 11 pontos
  3. Dínamo Kiev (UCR) 7 pontos
  4. Maccabi Telavive (ISR) 2 pontos

Confrontos com equipas portuguesas em provas da UEFA

Taça UEFA (2005/06): V. Guimarães vs Besiktas 1-3

Liga dos Campeões (2007/08): Besiktas vs FC Porto 0-1 e 0-2

Liga Europa (2010/11): Besiktas vs FC Porto 1-3 e 1-1

As possibilidades do Sporting Clube de Braga

O Besiktas é favorito para esta eliminatória, pois tem um plantel com jogadores de grande renome internacional e conta com um orçamento que não tem qualquer comparação com o arsenalista. Ainda assim, a equipa bracarense é muito matreira e cínica na forma como actua, podendo, dessa forma, aproveitar a menor qualidade do sector defensivo turco para surpreender com a velocidade de elementos rápidos como Lima, Mossoró ou Alan.

Se o Sporting de Braga conseguir vencer na primeira mão, nem que seja só por 1-0, poderá depois dar a machadada nas aspirações do Besiktas na segunda mão, jogando em contra-ataque em Istambul.

Josef Martínez é uma pérola da Venezuela

Recém-chegado ao Young Boys do campeonato suíço, o jovem Josef Martínez é um enorme talento venezuelano que pode ser um dos futuros bons avançados do futebol sul-americano.

Nascido a 19 de Maio de 1993 em Caracas, Venezuela, Josef Alexander Martínez estreou-se profissionalmente no Caracas B, ou seja, a equipa secundária do Caracas FC.

Mais tarde, a 21 de Agosto de 2010, num jogo da terceira jornada do Torneo Apertura, o internacional venezuelano estreou-se pelo Caracas FC, num jogo em que a equipa da capital da Venezuela venceu o Estudiantes de Mérida por três bolas a zero.

A 3 de Janeiro de 2012, após 43 jogos e 10 golos pelo clube venezuelano, Josef Martínez transferiu-se para o campeonato helvético, mudando-se para Berna e para o Young Boys. Nesse clube, o avançado estreou-se no passado dia 5 de Fevereiro, jogando 18 minutos no duelo com o Servette que o Young Boys venceu por 3-1.

Avançado muito móvel e veloz

Josef Martínez é um avançado com baixo centro de gravidade (1,70 metros), muito rápido e que gosta de actuar como um vagabundo no ataque, deambulando por todo o sector ofensivo.

Tecnicista e bom finalizador com ambos os pés, o internacional venezuelano (3 ocasiões) é um jogador ideal para funcionar como segundo avançado num esquema com dois pontas de lança, pois será sempre o complemento ideal para um atacante mais fixo.

Neste momento, com apenas 18 anos, trata-se de uma pérola que deve ser bem lapidada pelo Young Boys, ainda que pelo seu talento, seja bastante provável que não demore muito tempo até saltar para uma equipa ainda mais competitiva.

Rafael Veloso é um talento leonino

Na equipa de júniores do Sporting actua um jovem de grande talento e que pode ser um dos futuros grandes guarda-redes do futebol nacional: Rafael Veloso.

Nascido a 3 de Novembro de 1993 na Lourinhã, Rafael Henriques Vasquez Veloso iniciou a sua carreira no Lourinhanense, tendo passado posteriormente pelo Torreense e chegado ao Sporting em 2006. Nos leões, chegou à equipa de júniores em 2010/11, ainda que estivesse um pouco na sombra de Luís Ribeiro, tendo passado a titular na actual temporada.

Na actual época, vai brilhando no campeonato nacional, além de ter sido figura de proa do Sporting na NextGen Series, onde ajudou os leões a atingir os quartos de final da prova internacional.

Guarda-redes alto e muito seguro

Rafael Veloso é um guarda-redes de grande porte,  medindo cerca de 1,90 metros, mostrando grande coragem a sair dos postes e oferecendo grande segurança entre os mesmos. Sóbrio e muito atento, o guarda-redes do Sporting tem bons reflexos e reage rapidamente às situações, sendo raramente surpreendido.

Autêntico líder do sector defensivo, Rafael Veloso é internacional sub-19 português e tem sido pretendido por grandes clubes estrangeiros, sendo o mais emblemático o Real Madrid, num sinal claro da qualidade e talento do número um dos júniores verde-e-brancos.

Tratou-se do único clube cipriota-turco que fundou a Liga de Chipre, surgindo ao lado de outros sete clubes cipriota-gregos: AEL Limassol, Trast AC, Anorthosis Famagusta, Apoel Nicósia, Olympiakos Nicósia, Aris Limassol e EPA Larnaca na estreia do campeonato daquela ilha do Mediterrâneo. Para além disso, foi o único clube a conquistar campeonato, taça e supertaça, tanto da federação cipriota unida, como da federação cipriota-turca, assumindo-se, assim, o Çetinkaya como um clube único no espectro futebolístico da longínqua ilha de Chipre.

Fundado em 1930 como Lefkosa Türk Spor Kulübü

O Çetinkaya Türk Spor Kulübü só surgiu em 1949 e como uma junção de dois clubes cipriota-turcos, o Lefkoşa Türk Spor Kulübü, fundado em 1930 e o Çetinkaya Türk Asnaf Ocağı, fundado em 1943. Após a fusão, o Çetinkaya transformou-se num grande clube do futebol cipriota, tendo conquistado três campeonatos, duas taças e três supertaças até 1955, altura em que a federação cipriota se separou em federação cipriota-turca e federação cipriota-grega.

Desde essa data, o Çetinkaya actua na liga cipriota-turca, competição que não é reconhecida pela UEFA, pois a República de Chipre-Norte, de cultura turca, não é reconhecida como país, mas sim como uma zona da República de Chipre, ocupada, indevidamente, pela Turquia.

Continuou o maior clube cipriota-turco depois da cisão

Desde 1955, o clube que já era o maior clube cipriota-turco na altura em que estes actuavam lado a lado com os clubes cipriota-gregos manteve essa superioridade, tendo conquistado treze campeonatos, dezasseis taças de Chipre-Norte e sete supertaças.

Neste momento, o Çetinkaya, por certo, esperará o fim da divisão política de Chipre para que possa confrontar-se com os grandes clubes da zona grega da Ilha do Mediterrâneo como o Apoel Nicósia, Omónia de Nicósia ou Anorthosis e para que possa disputar as competições europeias, conseguindo, dessa forma, atingir uma glória que lhe estará vedada enquanto estiver limitado ao não reconhecido internacionalmente campeonato de Chipre-Norte.

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